Rogério Ceni não sabe mais brincar

fevereiro 8, 2010

"Com "paradinha" não pode, né, Ceni? E de letra, pode? Chupa!" Robinho. A FOTAÇA é do Almeida Rocha (Folha Imagem)

Teve SPFC x SFC ontem, e o nome do dia foi Robinho. Se quiserem saber sobre ele, clique em qualquer outra página de qualquer portal.

Há tempos venho tentando encaixar um post sobre Rogério Ceni, o ídolo tricolor, um cara que já nos deu grandes alegrias. Mas um post-exaltação a Rogério é desnecessário e redundante, há uma profusão deles por aí. Façamos, pois, um post criticando o goleiro, algo mais à feição deste antro espaço.

Ontem, um garoto esperto, dezoito anos de praia, fez o mito Rogério Ceni estabacar-se no chão, aplicando-lhe uma monstruosa “paradinha” e convertendo o pênalti. À saída para o intervalo, um repórter perguntou ao goleiro: “o que você falou para o Neymar?”. O tricolor, com irritante soberba e ar professoral, respondeu: “Eu disse a ele que aproveite para fazer isso aqui, que na Europa ele não vai poder.”

Não vou discutir se paradinha é legal (de lei) ou não. Os PVCs da vida que o façam. Legal (de bacana), eu acho.  O aspecto importante aqui é o quanto me irrita gente que não sabe rir do próprio infortúnio; gente que, quando vítima de troça, revolta-se, pensa em processar o autor da brincadeira, chama a mamãe pra acudir. E quando isso acontece dentro de um campo de futebol, o emputecimento vai aos píncaros, por ser um espaço onde eu aprendi que um dia você apronta, no outro é a vítima. E, no final, todo mundo sai abraçado e vai tomar cerveja no bar. Todos, exceto os chatos, como Ceni. Esses tomam banho e vão pra casa direto, sem falar com ninguém, emburrados. No time do bairro, eles podem ser os melhores, mas ninguém sente a falta deles quando não aparecem.

Talvez esse fato não fosse digno de nota, caso o goleiro do SPFC não fosse o (ainda e injustamente, pois não é bom nisso, já disse) batedor oficial de penalidades do time. E que, em diversas oportunidades, utilizou-se do recurso para ludibriar seus companheiros de profissão.

Tenho pra mim que Rogério perdeu o tesão de jogar futebol ao final da sua exibição épica contra o Liverpool, no mundial de clubes. Depois daquele jogo, tornou-se um jogador-cartola, que se julga muitos furos acima de todos os outros: o mais inteligente, o mais sagaz, o mais esclarecido. Tecnicamente falando, hoje é um goleiro lento, com reações previsíveis e falhas grosseiras. Deveria já ter cogitado o fim da carreira. Ninguém é eterno jogando. A eternidade vem das lembranças. E essas ele deixou, de monte, a todos os sãopaulinos. Pópará, Ceni. Já deu. E valeu.

A comparação, sinto muito, é mais uma vez, inevitável: fosse Marcos o humilhado pelo garoto santista ontem em Barueri, arrisco suas palavras: “Falei pro moleque ter respeito com os mais velhos, pô! Puta pivete folgado!”, seguido de uma gargalhada franca.

Mas como o futebol é o esporte comandado do céu por um anjo muito sacana, a declaração mal-humorada e pedante de Rogério foi devidamente castigada com um gol de letra de Robinho, selando a derrota tricolor. Só faltou passar entre as pernas. Mas aí, até o sacana comandante celeste respeita a história de Rogério Ceni, e deixou barato desta vez. Não sem antes avisar: “é só desta vez, RC! Larga de ser mala.


Em briga de cachorro grande, apele a Deus

fevereiro 5, 2010


Depois deste infortúnio terrível ocorrido com o Padre Marcelo Rossi, devemos concluir que:

1 – Deus não ouve os católicos;

2 – Deus até ouve os católicos, mas não curte esse papo de Renovação Carismática;

3 – Deus só impede o ataque de um cachorro por vez;

4 – Deus não se mete em briga de cachorro grande;

5 – Se Deus fosse ficar o dia todo tomando conta de ataque de cachorros, não faria outra coisa na vida.

6 – Cachorro também é filho de Deus.

7 – Deus é amante da boa música.

8 – Marcelo Rossi deve ser um macumbeiro voduísta e mereceu o castigo.

Se você não acha nada disso, pode colocar a sua conclusão nos comentários.


Quando ele parar de cantar…

fevereiro 4, 2010


Vai ser foda. Momentos emocionantes do show de 2008 (com Stevie em grande forma), no O2 Arena (estádio do Arsenal, né?), em Londres. Passou na HBO, semana passada. E eu chorei muito, o carisma do Stevie é algo indescritível.

Como tem uns cabras aí :D a fim de montar blog de música, fica a sugestão para o primeiro post.


Réquiem de um boquirroto

janeiro 27, 2010

O jornalista Jorge Kajuru está numa pior: doente, duro e quase sozinho (sobraram um tal de Braga, o Datena e algumas garotas de programa). Seu último projeto (uma TV via internet) foi limada pela hospedagem da Locaweb por falta de pagamento, muito embora um “jornalista” afirme ter sido por intimidação de vassalos do poder corrompido. Eles, sempre eles… Pobre Kajuru…

Kajuru passa os dias dando tuitadas melancólicas (veja a timeline toda), se fazendo de vítima, de injustiçado, mesmo depois de ter agredido de forma gratuita (?) uma pá de gente, na finada TV Kajuru e em diversos outros veículos.

Está na merda total, mas não abaixa a crista. Acha que a Locaweb (que nunca foi sua empregadora, e sim prestadora de serviços de hospedagem) tinha de relevar o cano, já que o Kajuruzinho sempre foi gente boa com os ex-patrões, levando deles inúmeros calotes (veja aqui, aqui e aqui)!

Antes de ver a sua TV Kajuru fechada, o boquirroto jornalista ainda quis provocar (bem a seu modo – bate, depois peida) a Globo e a Record, fazendo uma “promoção”: colocou uma enquete sem-pé-nem-cabeça agredindo as emissoras e prometeu sortear R$ 1.000,00 entre quem a respondesse. O vencedor parece que levou chapéu. Para um paladino da justiça, uma bela mancada, convenhamos. Pra um cara que se jacta publicamente de ter comido as putas mais caras do planeta (e disse que elas gozaram com ele!), o que são mil reais?

Kajuru está cansado, e a imprensa se cansou dele. Cansou? Nada! Agora é Kajuru-2010, com seu superblog no megaportal R7 Mídia sem Média, um fenômeno de “internet business”: tem leiaute de portal, carro de reportagem, equipamentos, estúdio e equipe de “jornalistas”. Tudo isso sem auferir UM PUTO DUM REAL em publicidade. Nem mesmo a Camargo Correa coloca um bannerzinho lá.

Pra quem tá se afogando, qualquer toco é transatlântico. E é impressionante como na vida as coisas não são como no magnetismo: os semelhantes sempre se atraem. Paulinho e Kajuru, uma dupla de esquizofrênicos, unidos e à solta. Aguardem!


Sorria, meu bem, sorria!

janeiro 26, 2010


Ponte extra-chique-bacanuda serve de cenário do SPTV e estacionamento. A foto é de um vassalo do poder corrompido, Raphael Falavigna (Terra).

Heróis da resistência, enfrentando a incompetência. A foto é da AP News

Nem precisa falar nada, né? SP acabou. E, pra você que votou num “smiley” para comandar a maior cidade do hemisfério sul, Sorria, meu bem, sorria!


Troll sem charme e beleza, vaza!

janeiro 26, 2010

Pior do que um cara que se leva a sério é um cara que pensa que o mundo é obrigado a levá-lo a sério.

Pior do que um cara que só repete o que escuta de poucas pessoas, sem refletir, é um cara que acha que todos devem escutar somente o que ele escuta, sem refletir.

Pior do que um cara que vê autoritarismo e truculência nos outros é um cara que usa de autoritarismo e truculência para criticar quem ele chama de autoritário e truculento.

Pior do que um comentarista-troll, só mesmo um comentarista-troll com blog próprio. Pensando bem, isto não seria pior, se ele se contentasse com o espaço que a santa internet lhe deu e não viesse aqui encher o meu saco.

Passar bem, camarada Luis Alberto Pereira!


Mas… Deus não é um cara gente boa?

janeiro 24, 2010

Primeiro foi o cônsul; depois o Pat Robertson. Pra fechar a “trinca de ouro”, o cansativo incansável Olavo de Carvalho também atribui o terremoto do Haiti a uma estratégia divina para promover a limpeza dos ímpios e satanistas da Terra. Os links foram omitidos por questão de higiene. Se quiser, procure no youtube.

Deus (que é um cara bacana, todos sabemos), um dia, acordou puto da vida com aqueles macumbeiros haitianos e fez a terra tremer. Não é só porque deus é deus que ele não pode ter seus dias de fúria. É bem admissível, não? Afinal, a gente também fica puto com nossos filhos, aplica castigos e alguns chegam até às vias de fato contra os seus entes mais queridos.

Ei, peraí! Nada disso! Deus é  P E R F E I T O, não é? Assim sendo, não é dado a ele o direito de nutrir sentimentos humanos menores, do tipo desejo de vingança ou ódio contra seus filhos (e todos – até eu e os macumbeiros – somos filhos dele), mesmo que os filhos queiram ir para o lado do mal. Até o diabo seria filho de deus, não é mesmo? Sim, eu sei, ele tá correndo em outra raia agora, mas Deus tudo perdoa e a todos acolhe. Deus nunca desiste de seus filhos, eu acho. Como ele é infinito, tem lá todo o tempo do mundo para corrigir eventuais desvios dos humanos que criou. Por que cargas d’água ele desistiria de seus filhos pretos do Haiti, jogando de uma tacada só milhões pra engordar as fileiras do inimigo? E por que deus deixa quieto com a galera aqui da Bahia, que faz aquela mistureira toda de candomblé com catolicismo? Ali era caso pra 9,0 graus de fúria divina terremoto. Lá a iansã divide altar com a mãe do filho do cara, pô!

Você fala esse monte de asneira isso porque nunca leu a Bíblia, o Apocalipse. Ó, eu até li, viu? Mas tem umas coisas lá que não batem com uma divindade, sabe? E te digo mais: se eu fosse deus, jamais passaria procuração para alguém escrever um manual de instruções em meu nome. Convenhamos, é um perigo. Vai que o outorgado não seja lá muito católico confiável e coloque palavras indevidas na minha (de deus) boca. Pode acontecer. Afinal, humanos são falíveis, e o criador é quem mais sabe das falhas das criaturas. Ele não daria uma brecha dessas. Deus é o cara, não ia passar recibo de mané.

Dizem que cada religião tem seu Deus (algumas têm vários deles). É provável que todas estejam falando da mesma entidade, e as diferenças entre os deuses estejam somente nos pontos de vista. Agora, se não for isso, quem é o Deus verdadeiro? E se o cara anda tão bravo a ponto de dizimar um porrilhão de gente dando um peteleco no planeta, imagina se ele acorda (ei, deus dorme?) com dois pés esquerdos (epa, isso é coisa do cramulhão) e resolve:

- Se deus é o dos cristãos, passar o rodo na Índia, elevando a brincadeira de matar satanistas para a casa do bilhão;

- Se deus é o dos hinduístas, arrebentar com a Europa e a América toda;

- Se deus é o dos muçulmanos… bem, vocês já entenderam.

Falaí: e nos casos onde o deus é o mesmo, mas parece que deu duas instruções diferentes sobre o mesmo assunto? Ex.: católicos e evangélicos. Seria deus uma espécie de Arnaldo César Coelho, que diz “a regra é clara” mas sempre se enrola pra explicá-la? Pior que isso: mesmo entre as duas divisões principais citadas, coloca uma cacetada de homens “ungidos”, numa disputa de milagres: se quer grana, procure o Pastor X; se quer saúde, procure o bispo Y; se quer paz de espírito, procure o Padre W, ou os três tudo junto ao mesmo tempo. Assim não dá, deus tá burocratizando muito as coisas, fica um organograma complexo e inviável!

Aí dá muita bagunça!

Então, a fita era mais ou menos essa: toda vez que homens se metem a explicar como as coisas funcionam no reino de deus, mais eles me fazem descrer dele. Porque deus não pode ser burro e malvado como eles insistem em dizer que o cara é.

PS.: santarrões e carolistas juramentados, não preciso de vocês. Falei direto com o cara e ele me autorizou a escrever isto aqui. Duvida?


O fim da Picaretagem-Arte

janeiro 20, 2010

O futebol-arte acabou em 1990, por aí. O carnaval-moleque acabou faz uma pá de tempo. Mas, e a picaretagem-brejeira-samba-no-pé-com-dois-pontas-bem-abertos, acabou também?

Parece que sim. Hoje os golpes são arquitetados em grandes e luxuosos escritórios de advogados, ou em restaurantes finos. Envolvem pauladas secas de grana. O tempo do “golpe do paco” já era; o “rapa” da prefeitura não deixa mais o pícaro-artista montar aquelas banquinhas de jogo da “bolinha pra cá, bolinha pra lá”, visando sustentar a sua família com o dinheiro dos transeuntes incautos.

Mas, nos tempos idos, mesmo os golpes considerados “profissas” não eram tão sisudos e revestidos de moralidade.  Nada de CDC, Conar e essas coisas chatas que inventaram para impedir o salafrário-de-raiz de aplicar sua rasteirinha básica nos otários. E este post eu fiz para homenagear o picareta que lançou este golpe em massa produto aí de baixo:

A 1ª aula de “como lidar com a frustração” foi esta

Quem é mais novinho não conheceu isso, mas foi uma febre mundial: um pozinho que você jogava num aquário e, segundo a propaganda do pilantra-artista, dava origem, decorridas 24 horas, a uma família completa de seres marinhos (a mamãe-kiko, o papai-kiko e os filhinhos – muuuitos filhinhos – kikos). Na embalagem, a mamãe-kiko era uma belezinha, tinha até cabelo comprido; o papai-kiko tinha bigode, e por aí vai.

A molecada endoidou, e os pais… Bem, eram os mesmos otários de sempre.

Passadas as demoraaaadas 24 horas, a frustração era unânime: um bando de poeirinhas misturadas n’água. Mas sempre tinham os “malandros” que, não querendo acusar o golpe, vinham com lupas enormes e diziam: “olhalá, as perninhas dele!”, ou “Óia, esse deve ser o macho, está subindo na fêmea!”, sob os indulgentes “han, han!” dos amiguinhos.

Pensando bem, “Kikos Marinhos” foi um dos “brinquedos” mais educativos que eu já vi. Ensinou a ser cético quanto a picaretagens e a lidar com frustrações, desde cedo. Duas coisas que andam fazendo muita falta.


O dia do riso foi ontem

janeiro 19, 2010


Post atrasado, eu sei.

Ontem foi o “Dia Internacional do Riso”. No primeiro vídeo, um trecho da impagável criação de Jim Abrahms e os irmãos Zucker, “Airplane“ (“Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu). Abaixo, a cópia do mesmo trecho, de “Hermes e Renato”, a trupe humorística da MTV.

Eu sou fã dos rapazes, talvez seja a melhor coisa em termos de humor na TV brasileira. Mas é só pra dizer aos novatos que a maioria das piadas deles é velha, bem velha. Dizem que não existe piada velha, existe piada ruim. Analisando por esse lado, realmente, eles escolhem as boas. Ponto pra eles.

Chega a ser engraçado que, num país de tanto bom humor, estejamos carentes de fórmulas inovadoras. É stand-up (praga maldita) pra cá, escatologia pra lá. Talvez seja porque, no Brasil, o tal de “Zina do Pânico” seja identificado pela imprensa como “comediante”. Mas isso não tem graça nenhuma.


Lúcia Hippólito ou HippóLITRO?

janeiro 15, 2010


Transcrição da fala da Lúcia “HipóLitro”, com intervenções de Roberto Nonato e eu:

- Boa noizi, Nonato, boa noizi ouvintes da ZBN!

- Olha, Lolito (eu: putz, sacaneou o cara!), eueueu parrticularmente eu acho uma coisa muito complicada, acho quiuprisidente cometeu um um erro… purítico, nusintido di co-cometer um mooonti di, di…di erros é, é di, di criar (Nonato, sentindo o bafo: han, han!) um monti di impresas, um monti di brigash, neshi pogam. Agó, euashsiguintch (eu: essa é clássica quando o nível etílico sobe!), ah, deshiposdivishta ishclusivu das das ah ah ptuif (eu: língua colando no céu da boca, eu conheço, é foda!) elu das das dusdireizumanus, dupondivista dus direizumanus. Eu vodizê uma coisavocê ahh (Nonato, zonzo: ô Lucia, a gente vai refazer o contato pra voltar daqui a pouco em melhores condições) (eu: vixi, só amanhã. Hoje, já era!) é a telefontá tá pishcando, tá tá corrtandualinha (Nonato, puto: Tá!). Fade out.

Segundo a vetusta menina do Jô, isso aí foi gastroenterite (a.k.a. caganeira, piriri, diarréia). Cólicas intestinais terríveis, daquelas em que até o aparelho fonador fica prejudicado. Nunca tive uma dessas, deve ser brabo.

Não quero julgar sozinho: pra mim, isso é álcool na moringa da nega. Geralmente, a tal “gastroenterite” é efeito colateral posterior (dependendo da cerveja que a gente toma). E aí, amigo(a) cachaceiro(a) de tantas desventuras etílicas: tô pegando no pé da “menina” indevidamente, ou ela desligou o telefone, desabou no chão e acordou só no dia seguinte, com o cachorro lambendo-lhe a boca?