Boteco São Bento: trapalhadas múltiplas e “celebridade instantânea”

setembro 29, 2009

Gritaria na internet paulistana: o blog “Resenha em 6″ fez uma crítica contundente ao Boteco São Bento, alcunhando-o “o pior bar do sistema solar”. Os blogueiros fazem críticas de tudo o que consomem no quesito lazer: bares, filmes, restaurantes, comida. Beleza, proposta boa. Eu gosto disso.

Aí aconteceu a merda, e essa é a merda: o blog NÃO TEM MODERAÇÃO de comentários. Postou, publicou. Apareceu um gaiato lá, “identificando-se” como “Jonas não-sei-o-quê”, dizendo que ia “tomar as providências cabíveis”. Apareceram OUTROS gaiatos, “identificando-se” como “funcionário do bar”, como “ADM. do bar”, “assessor de imprensa do bar”, indo pelo mesmo caminho: ameaçando o blog. Pronto, atiçaram a fera internética: na base do “teclado a teclado”, apareceram pessoas que já foram ao bar e que nunca foram, pessoas que já tomaram “Chopp Sol” e que nunca tomaram, todas tomando as dores do blog, por “solidariedade contra a perseguição”.

Antes, um pitaco meu: eu ODEIO esses bares da Vila Madalena, cheios de bossa, imitando toscamente botequins cariocas, mas com um verniz “cosmopolita e descolado”, coisa de gente bonita, fashion, cheirosa e o caralho. O São Bento se enquadra no perfil, portanto seria um dos candidatos a serem achincalhados por aqui, se este blog se prestasse a isso.

Agora, pense na seguinte hipótese: o cara posta esculhambando o bar, mas fecha a caixa de comentários. O post teria um alcance limitado aos seus leitores habituais, e seria espalhado somente por eles a seus contatos internéticos. Esses contatos, por sua vez, não fariam barulho suficiente (ou não fariam barulho nenhum) para mobilizar tanta gente. Muitos de nossos contatos nem moram em SP, muito menos frequentam a velha Madá. Seria mais um post “avacalhativo”, como muitos que habitam a blogosfera e não têm repercussão nenhuma. Como um porrilhão de posts contidos no “Resenha em 6″. E o bar não poderia “defender-se”. O assunto morreria, como tantos que nascem e morrem por aqui.

Agora, o que deve fazer um blog responsável pelo que escreve, no caso em questão? MODERAR a porra dos comentários! Por exemplo: eu meto o pau em alguém aqui; chega um comentário “identificado” como sendo o do fulano esculachado no post; o que eu faço? Checo se é o cara mesmo! Se não for, apago. Isto é RESPONSABILIDADE. Isto o blog não fez. Deixou o comentário lá, sem saber se era verdadeiro, e assanhou a galera.

O “Resenha em 6″, data maxima venia, criticou alguém e deixou a caixa de comentários (integrante do post) virar a casa da mãe joana. E a boiada cibernética foi atrás. Isto é inadmissível. Repito: se moderasse o comentário, e percebesse que o “jonas-não-sei-o-quê” não era o dono do bar, era só apagar o comentário e nada disso teria acontecido.

É bom quando o blog dá audiência-monstro, né? Concorda? Então não fique pagando de intelectualóide quando o Faustão mostra o “Latininho” na Globo, ou o Gugu mostra o rapazinho peludo do México. É mais fácil virar “sucesso” no mundo de hoje do que se pensa. Gugu, Faustão e “Resenha em 6″ que o digam. Vai lá, boiada! MUUUUUUUU!


Ser Jornalista é… (parte 2)

setembro 28, 2009

Pois é, continuo sem saber. Mas sei para que serve um jornalista: para informar fatos ocorridos na sociedade e/ou opinar sobre eles. Às vezes, as duas funções vêm misturadas no texto, e cabe ao leitor saber distingui-las. Não é fácil fazer esta distinção, pois o jornalista constrói a narrativa de maneira a confundir e escamotear a sua opinião, própria ou alugada. E o “mercado de opinião” por aqui é bastante ativo. Mas voltemos ao assunto do post anterior.

Juca Kfouri é um laureado jornalista, considerado por muitos como uma das poucas reservas morais da área. Polêmico, é defensor quase solitário de muitas causas nobres em prol do esporte. Ele é o “criador” do tal Paulinho. Usou de sua influência e reputação para lançá-lo, e agora não quer saber mais dele. Não quer? Mentira deslavada, apenas não quer mais ter seu nome associado diretamente ao dele, porém se beneficia (e muito) da incontinência verbal do rapaz, e não é absurdo supor que até o açule para que desça o cacete em pessoas selecionadas por ele. Vamos lá:

- Muitas das pessoas atacadas por Paulo Cezar de Andrade Prado são notórios desafetos de Juca Kfouri, ou não contam com sua afinidade pessoal: Ricardo Teixeira, Joaquim Grava, Milton Neves, Juarez Soares e seu irmão Edgard, Carlos Nuzman, Fernando Capez, Edir Macedo… Tem muito mais. Até aí, nada absurdo, tem cara nessa lista aí que não é flor que se cheire, mesmo. Mas existe um “efeito Marronzinho *” nestes ataques. Juca se aproveita da boca frouxa de Paulinho, que confere aos desafetos “comuns” adjetivos e ofensas que o experiente jornalista sabe que renderiam processo na certa, se por ele fossem proferidos. Paulinho seria um “inocente útil” de JK, um boneco de ventríloquo a desferir patadas que Juca não quer ou não pode dar.

- Os outros atingidos pelas “palavras ao vento” de Paulinho seriam os inimigos políticos de Antônio Roque Citadini no SCCP: toda a atual diretoria corinthiana. Citadini é jurista competente, detentor de função pública (é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado) e conselheiro do SCCP. E sobre Citadini (amigo pessoal de Juca, diga-se) pesa a acusação de FINANCIAR o blogueiro, com a criação de um “portal de notícias”, com direito a “equipe de jornalistas”, domínio próprio e oneroso na internet, “carro de reportagem” e acesso aos jogos e salas de imprensa com a maldita carteira da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). O envolvimento de Roque foi descoberto por um pecadilho do Paulinho, que, ao registrar o domínio em seu nome, o fez usando o endereço comercial de Citadini, alterado posteriormente.

Agora, o que interessa: jornalismo. Se Juca usa Paulinho como “boca de aluguel”, que moral tem para falar das “bocas de aluguel” no jornalismo? Se não o usa, mas é o mentor intelectual desta farsa e a alçou à condição de popstar, por que não o repreende quando lança boatos infundados na internet?

Sobre a omissão (que pode ser conveniente, ou não), vários comentários enviei ao blog do JK. E aí vem o estarrecedor: NENHUM FOI SEQUER PUBLICADO. Tal qual Paulinho, Juca também não deixa aparecer nada que possa desaboná-lo ou comprometer sua “reputação ilibada”. Dele, ou de amigos.

Paulinho é útil a Juca Kfouri, isto é fato. Se por “admiração ao mestre” ou por outros interesses, não importa. Se Juca se cala, beneficiando-se comodamente da boquirrotice pauliniana, é cúmplice porque é o criador da fera e ela ruge para os inimigos dele. Seu dever é domá-la, se age na vida profissional com ética e correção. Se Juca sabe que o rapaz é sustentado por Citadini, DEVE DENUNCIAR ISTO, da mesma maneira que denuncia colegas de profissão de “receberem propina para falar bem de jogador”. Se não sabe, deve se informar, vir a público e desmentir ou confirmar a farsa, repito, porque é o “pai” dele. Sem Juca, não existiria Paulinho. E os dois agora usam a carteirinha ACEESP. São jornalistas. Denunciar Milton Neves é fácil, o difícil é denunciar o próprio “filhote”.

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* Marronzinho, para os mais novos, foi um “jornalista” contratado por Jânio Quadros, na eleição municipal de 1985, para rodar um “jornal” contendo a manchete: “Fernando Henrique é ateu e maconheiro”. Jânio ganhou a eleição contrariando todas as pesquisas, e muitos atribuem a este “jornal” grande influência no resultado.

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Ser jornalista é…

setembro 25, 2009

Sei lá, não sou jornalista. Mas tem muito jornalista e “jornalista” que pensa saber completar a frase. E faz até post a respeito. O “jornalista”, claro, copia.

Se você passou o mouse nos links acima ou clicou, já sabe de “quens” estou falando. Se acompanha o blog e pensou “ih, lá vem essa besta falando deles, já tá virando perseguição”, pode ter certeza disso. Nada pessoal, econômico ou financeiro, mas a simbiose (comensalismo? parasitose?) entre os dois e mais um (o hospedeiro oculto), está tornando o trabalho de um jornalista com vários bons serviços prestados à profissão algo totalmente suspeito. Vou contar uma história:

Era uma vez um rapaz que trabalhava como motoboy, mas sonhava um dia poder abandonar aquela penosa função e tornar-se um jornalista, como aqueles que admirava na TV e no rádio. Na internet, começou editando um modesto blog gratuito (como este aqui, por exemplo), nos intervalos entre um “corre” e outro com sua moto. Ato louvável e elogiável.

Vida dura, e a oportunidade apareceu: não se sabe como, o pobre rapaz conseguiu um “furo” de reportagem, que envolvia um site acusado de produzir matérias sob encomenda. Alguns dos acusados eram desafetos de outro jornalista, muito famoso e respeitado. Também não se sabe como, mas o “furo” caiu nas mãos exatamente deste célebre homem de imprensa, que o divulgou com pompa e circunstância.

Este fato alçou o futuro ex-motoboy à condição de celebridade na internet. O outrora obscuro blog, eivado de erros gramaticais e ortográficos, alcançou popularidade recorde, turbinada pela indicação do impoluto jornalista e outros blogueiros consagrados e respeitáveis. Como num efeito-manada, até blogueiros nem um pouco consagrados e respeitáveis indicavam o cara. A partir daí, as coisas começaram a ficar muito esquisitas.

O ex-motoboy virou hit na internet e se empolgou. Começou a disparar denúncias e acusações contra quase tudo e quase todos, ensandecido pela popularidade repentina. Falava sobre o que entendia e o que não entendia. Sua audiência começou a tratá-lo como herói, um jovem jornalista corajoso e combativo. Ele gostou e assumiu o papel. O mundo dos idiotas sempre precisa de heróis.

Veio a primeira reclamação, e com ela a expulsão do antigo provedor, seguida de uma reprimenda (do mesmo provedor) ao jornalista famoso. O célebre homem de imprensa foi obrigado a tirar o link para o blog do motoboy. Nunca mais reproduziu uma linha do que o rapaz escrevia. O novo monstro da imprensa, entretanto, já estava bem crescidinho, e como na história do Frankenstein, tinha vontade própria e saiu do controle do cientista.

Outros jornalistas também o alimentaram. Deram até coluna de Fórmula 1 (retirada na calada da noite) para ele escrever, assunto no qual o rapaz teve um momento anta antológico, bradando contra a  ” irresponsabilidade da FIA por não permitir a instalação de FARÓIS nos carros de F-1, no GP da Malásia”.

Ele não se fazia de rogado. Circulava por qualquer editoria: política (não foi só a FSP que publicou), economia, cidades, esportes. Era uma besteira atrás da outra. Enquanto crescia, os antigos apoiadores iam saindo de fininho (ele constava nessa lista aí, tinha até caricatura!), fingindo que não o conheciam. Só se esqueceram de avisar os acusados pelo rapaz, que ingressaram na justiça com bateladas de processos cíveis de indenização por danos morais, e criminais por injúria, calúnia e difamação. Contra o rapaz e contra quem lhe dava corda. Arrumou uma banca de advocacia digna do Daniel Dantas, mas a remunera não se sabe como. Dizem que é o “terror dos oficiais de justiça”, pois escapa deles como ninguém.

O blogueiro, no entanto, julgava ser isso um “atestado de idoneidade”, ombreando-se com o velho jornalista e com outro boquirroto relegado ao ostracismo, que acumulam queixas aos borbotões. Não discuto o mérito de nenhuma delas.

Como quem faz muito barulho sempre incomoda, começaram a investigar o blogueiro. Tal a “Moça do Wando“, o rapaz tinha um passado forte: com nome sujo na praça, deu uma de esperto e burlou a Receita Federal, conseguindo a emissão de novo CPF com número diferente. Não adiantou muito, pois “sujou” os dois. A lista de pendências do rapaz apareceu, os processos cíveis e criminais “pré-notoriedade” eram muitos. Algo estranho para um neo-paladino da moralidade, que se achava suficientemente honesto para acusar um diretor do SCCP de ser “bicheiro”, enquanto ELE estava sendo processado pela mesma contravenção penal. Foi absolvido, talvez por ser somente o motoboy da banca de corretagem zoológica. Todo bicheiro precisa do trabalho dos valorosos motoboys.

Com as “capivaras” aparecendo, logo os leitores correram a questioná-lo. “Intriga da oposição”, “mentiras” e “sou vítima de interesses inconfessáveis” (parafraseando Collor) eram as poucas respostas dadas, mesmo com provas documentais de seus problemas com a justiça sendo esfregadas em seu rosto. A megalomania estava definitivamente instalada no blogueiro, que usa a palavra “verdade” em 99,9% dos seus posts. Também adora o “locupletar”, verbete que parece ter conhecido recentemente. Todos os seus desafetos são “mentirosos e se locupletam”. Coincidentemente, são os mesmos desafetos do velho jornalista e do “hospedeiro oculto”. Para manter a aura de santidade, o blogueiro simplesmente deleta qualquer comentário que exponha seu vasto telhado de vidro.

Esta conversa vai MUITO LONGE, os links são fartos e levam a vários outros lugares. Paro por aqui, sem antes deixar uma resposta a uma pergunta que fatalmente surgirá: se o cara é tão escroto assim, por que perder tempo com ele? A resposta: não é “com ele” que estou preocupado. É com o velho jornalista, e, principalmente, com O JORNALISMO. Por que preocupado? No próximo post eu conto.

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BÔNUS TRACK:

Registro do “Mídia Sem Média” com endereço do “Hospedeiro Oculto;

O blogueiro representa no MP contra diversos desafetos, apoiado no velho jornalista, e acaba enrolando os dois.

Extrato de uma ação movida por pessoa qualificada pelo blogueiro como “bicheiro e contraventor”, com sentença desfavorável ao acusador, por não apresentar elementos de prova que a sustentem.

Mais mandados dos oficiais de justiça contra o blogueiro, frustrados.

Cortesia: Blog do Silvinho, alcunhado pelo rapaz de “limpador de piscinas” do PSJ. Ele é diretor do clube.

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Pesquisa Origem-Destino (3)

setembro 23, 2009

A coisa tá ficando ruça! Este mês, consegui copiar mais alguns “argumentos de pesquisa” que direcionaram o incauto para cá. Vamos redirecionar, pois o Google está ficando sobrecarregado:

cristao novos como sentir jesus - Tem uma bispa aí, que disse ser Jesus “uma coisa quentinha…”. Pergunte a ela.

com fel e limão – pois não? Sim, é aqui mesmo. Em que posso ajudar?

frases de contra cheque - Quando escrevi a respeito, não imaginava existir tanta gente que curtisse isso. Dá muito tráfego…

brito peraWho?, ou melhor, What?

uma historia de um dia de azar - “Tudo começou quando eu comprei um computador, e me disseram de um tal de gugol, que respondia tudo…”

porque alexandre de moares ficou careca - Não sei. Mas se quiser a fórmula, entre no barbeiro dizendo “máquina zero, por favor”.

gol a venda- Romário tem uns 1000, e está na pior. Quem sabe dá negócio…

para que serve o fel de galinha - Ajuda em pesquisas. Pegue um punhado e espalhe no teclado do computador. Aguarde meia hora e digite o que deseja.

o que significa não transeunte? – É…O contrário de transeunte.

frases de sabedoria - Ah, é por aqui, mesmo. Fique à vontade.

fabula: o feitiço virou contra o feiticeiro - Fábula? Essa eu não li, mamãe não me contou.

velotrol para criança - Pra adulto é meio forçado, né?

record x globo - Tá 0×0, joguinho ruiiiimmm…

frases sobre as obrigaçoes do fgts – Frases? Obrigações do FGTS? Pergunta: porque tanta gente consulta o Google assim: “frases de… frases para…”

kafka wordpress – No tempo dele, acho que não existia internet.

quanto tempo leva para um ex-fumante se…- irritar com o Serra? 2 seg.

como calcular o preço por litro do petroleo - Pegue o preço do barril tipo “Brend” na bolsa de NY, e descubra quantos litros cabem em um barril. De posse dessa informação, divida… EI!!! Pra que porra você quer saber isso?

idiotice de ser corinthiano - Ah, não chega a tanto… É opção equivocada, só isso.

cristiano ronaldo tem o suvaco mai poder - Andou cheirando (suvaco)?

foto materia de lei antifumo - Quer foto, matéria, foto da matéria, lei ou foto da lei?

velotrol para criança de 1 ano - Pô, o moleque mal aprendeu a andar… Cara, eu vou vender adsense para a Trol. Não, burro, já faliu. Ué, mas então como tanto nego quer comprar veloTROL? Deixa pra lá.

ai ja é demais - Ah, eu também acho. 

o fgts é bom - Concordo. Você está afirmando ou perguntando?

limao todo dia faz mal - Faz mal é ver esse tipo de pergunta todo dia.

o porco com nariz escorrendo - Pegue o lenço e limpe. Ele não tem mão.

quem inventou a voz do pica pau - Foi Deus, filho.

resposta cabulosos - Meu, que porra é essa?

errei como gerente com os meus empregados - E eles pediram demissão. Sinto muito. Repense suas atitudes, contrate um headhunter e bola pra frente, amigão!

bicicletas baratas cbf - O Robinho tem várias encostadas lá. Faz tempo que não usa.

fgts de funcionario público- Não existe. Mas não fique triste, você tem estabilidade. E aposentadoria integral, também.

pesquisar sobre a origem dos computadores - Não precisa escrever “pesquisar sobre”, você está no site de pesquisas, lembra?

limao mitos e verdades - Verdade: limão é fruta. Mito: que neste blog se consegue informações sobre limão.

chic show palmeiras - Era muito bom! O Palmeiras teve 2 coisas boas: Chic Show e Ademir da Guia (jogando).

nomes cabulosos - O seu, Waldiscléia. Desculpe, a Wal é sua patroa, né sr. Corbelho?

encochada na puta no trem lotado - Se eu fosse ela, cobrava hora extra.

se lula for eleito 800 mil empresários d- Ah, Mario Amato!

um jogador de futbol poder jogar de boa - Onde você quer chegar com isso, só por curiosidade?

parricidas casos policiais - Datena, Alborghetti, Ratinho, Geraldo… É lá, fio.

tudo muda começar de novo tu podes com o - Velho, pára com a maconha, pelamordideus!

richarlyson chuta preconceito – Ele é pago pra chutar a bola.

guidi.bemgala - Eeeeeeita, não achou ainda? É   K I D B E N G A L A, BURRO! E não volte mais aqui.

maconha delivery - Por acaso, você é o do “tudo muda, começar…” aí de cima?

dor no osso do peito - Qual deles?

frases de patrão - “Trabalha, trabalha, trabalha!”

minutos de sabedoria – paulo coelho - Sua pesquisa alcançou ZERO resultados – argumentos excludentes.

cabuloso 2009 carosSem palavras.

qual vai ser a quadra da copa de 2014 - Vai ser futsal? Vôlei? Basquete?

chega de encher linguiça - Concordo. Fim do post.


Dia Mundial com Carro (e sem Escolar)

setembro 22, 2009

Escolar é legal, utilize. Arte: Quiane (http://arte-com-quiane.blogspot.com)
Escolar é legal, utilize! Arte: Quiane

Em muito filme americano que eu vejo, aparecem aqueles simpaticíssimos ônibus amarelos e pretos, transportando crianças de todos os tamanhos para a escola. Disse “americano” porque lá é a “sociedade do automóvel”. Americano pode ser tudo, menos burro.

Dentro do Colégio Santa Cruz, o preferido de 10 entre 10 integrantes da “inteligentsia” paulistana, tem uns dois estacionados, iguaizinhos aos dos filmes. Não sei se rodam, nunca vi. Vejo, isto sim, uma balbúrdia de carros chegando ao colégio, exigindo até sinalização da CET, homens com bandeirinhas escrito “pare” nas faixas de pedestre, cones e aquele aparato todo, visto apenas na porta de acontecimentos com grande afluxo de pessoas.

É fato mais que notório que, quando das férias escolares, os congestionamentos diminuem na cidade. Pronto, agora já sabem onde quero chegar: por que o paulistano não utiliza o sistema de transporte escolar maciçamente, contribuindo para a diminuição do tráfego de veículos particulares? Não sei, mas já ouvi a respeito da rejeição aos escolares:

- Se eu usar o transporte escolar, vou ter de reprogramar meus horários, porque o “tio” da perua não pode esperar e vai passar bem antes do que se eu fosse com meu próprio carro (roteiro).

Verdade. Mas, e daí? Isso é muito saudável para seu pimpolho! Ensina-o a cumprir horários, saber que o atraso dele gera problemas para outras pessoas, dá noção de causa e efeito e de respeito pelos colegas, ele passa por caminhos que não passaria se estivesse com você, conhece mais a cidade onde mora.

- As peruas carregam crianças e adolescentes juntos, e isso pode influenciar mal o meu filho (eles falam muita besteira).

Verdade, mas e daí? Você não põe fé no seu taco como pai? Não sabe explicar para seu filho o que é certo e errado? Você não aprendeu um monte de merda na rua, quando era pequeno? Na escola existe segregação por idade no pátio, ou na cantina? Você não deixa seu filho ficar com outros no playground do prédio, no clube? Já comprou a “bolha de plástico” dele?

- O escolar é caro. Indo com meu carro, sai mais barato.

Verdade, mas e daí? E é verdade na situação atual. Hoje, quem utiliza transporte escolar o faz por IMPOSSIBILIDADE de levar o filho por meios próprios. O sistema é pequeno e subutilizado. Se houvesse necessidade de mais peruas, por aumento da demanda, isso geraria uma reação no sentido de baratear o custo, pois para a própria escola é mais interessante que os alunos venham em coletivos, para diminuir a confusão na porta e o aparato de segurança. Além disso, com vans cheias, o rateio melhora e fica mais barato para todos.

Outra alternativa para o barateamento do transporte escolar seria, com a pressão da sociedade, o SUBSÍDIO governamental a esse tipo de transporte. Uma das atitudes, a curto prazo e sem grande esforço, seria a ISENÇÃO DE TAXAS da prefeitura aos condutores. Hoje a perua escolar e o motorista pagam um monte de taxinhas (cadastro do condutor, vistorias DTP e outras).

Agora, o principal: perua escolar É BOM PARA A EDUCAÇÃO do seu filho, acredite. É um excelente meio de socialização, pois ele convive com pessoas diferentes, que não estudam na classe dele. As peruas são divertidas e descontraem os alunos antes das aulas. Os “tios/tias” das peruas são mais respeitados do que muito professor, alguns são verdadeiros ídolos dos alunos. Não fique com ciúmes, mas aquele seu filho sisudo, que não troca uma palavra contigo no caminho, às vezes transforma-se em um tagarela dentro de um Escolar. Isso não tem preço, e não consta da grade curricular. E sai mais barato que pagar psicoterapia depois.

Ah, pense em você, também. Você pode dormir até mais tarde e não desviar do seu caminho para o trabalho.


Cavalo de Tróia na Torcida

setembro 21, 2009

Veja só a que ponto chegamos: um torcedor de futebol cria um grito de incentivo para seu time (não é nem uma música, porque não tem melodia); os demais seguidores da equipe gostam e adotam o tal grito; a TV ecoa, nos dias de jogos, o alarido da galera repetindo os versos. As estrofes ganham as ruas, viram até camiseta. Um belo dia, o autor acorda e pensa: “pô, eu inventei isso aí, todo mundo tá usando… acho que rende uma grana!”. Vai ao ECAD, REGISTRA os versos, e pede indenização ao clube pelo seu uso. Não necessariamente nesta ordem, exceto o final trágico.

Esta história aconteceu de verdade. Não em Tangamandápio, terra do saudoso carteiro Jaiminho, mas aqui em São Paulo. O clube é o Sport Club Corinthians Paulista, detentor da maior torcida na cidade. O autor é um rapaz de codinome Tuca.

Já vi pessoas idiotas fazerem, óbvio, coisas idiotas. Mas o que esse cidadão se prestou a fazer ultrapassa qualquer limite vislumbrável. Ele inaugurou a categoria “torcedor-puta”, aquela que “faz amor”, mas sempre quer um “presentinho” no final (aliás, sempre quer adiantado). Na “carta de esclarecimento” postada aqui, o indizível “torcedor” dá as suas razões para cometer o desatino. Compara-se a um jogador profissional do clube (e escolheu logo um bem grosso de bola), para justificar que “se esse merda ganha isso e só fode o time, porque eu, que só ajudei, não levo nada?”.

O futebol já está essa coisa aí por conta dessa profissionalização desenfreada dentro de campo. Se a moda pegar, torcedores eventualmente filmados nos jogos vão querer “direito de arena” das TVs e as torcidas terão “alas de compositores”, onde o “compositor” do SCCP pode, mediante boa paga, “virar casaca” e compor uma bela canção para a SEP – como ocorre hoje nas escolas de samba -.

Que tal, Tuca? Vamulá, vai treinando: “aqui tem um bando de porco, porco por ti Palmeiras…”.

Esse é um exemplo de sociedade baseada no princípio do “preciso me dar bem, rápido e sem muito esforço”. Entenderam errado a frase “ganhar dinheiro fazendo o que gosta”. O mundo está virando a terra dos golpistas, das putas amadoras e dos advogados pilantras. A sorte é que, quando os trouxas acabarem, os golpistas e os advogados pilantras morrerão abraçados, por falta de hospedeiro. Sobram as putas amadoras, que podem tomar vergonha e buscarem a profissionalização.


O STF e Toffoli, o veredicto de um transeunte

setembro 21, 2009

José Antonio Dias Toffoli foi indicado para o STF. Fla e Flu estão em polvorosa. Eu, como são-paulino, darei os pitacos procurando manter distância desta grita.

Antes, uma discussão boteco-filosófica: o envelhecimento é um processo no qual o indivíduo troca doses de saúde por doses de experiência. Por isso mesmo, sou terminantemente contra a assunção de julgadores “novinhos”, em qualquer instância, por mais ilibada a reputação, e por maior saber jurídico que possuam. O processo de julgamento é um ato que, precipuamente, deve ser comandado por alguém com experiência de vida. Desculpem-me os novos magistrados, mas nunca vou levar a sério um juiz que, sábado à noite, vai a Vila Madalena curtir a night tomando Smirnoff Ice, grita “uhuuuu!” na balada, e segunda-feira, veste a toga e mete um cara na cadeia. É preconceito? É. Na minha fantasia, o magistrado deve ser um cara circunspecto, meio que aqueles velhos sábios da montanha. Por isso, acho que a idade mínima de 35 anos para Ministros do STF muito baixa. Ainda mais se levarmos em conta que, salvo percalços, o cabra vai ficar até os 70 anos por lá. E, durante este tempo, receberá inúmeros processos julgados em instâncias inferiores oriundos de “velhos sábios da montanha” que não tiveram a sorte de serem guindados à suprema corte, podendo reverter, por açodamento, uma sábia decisão.

Quanto á questão da “reputação ilibada”, aí a porca torce o rabo. O que é “reputação ilibada”? Na minha fantasia, novamente, é igual a virgindade feminina. Não deve existir QUALQUER discussão ou dúvida acerca do candidato. Ele deve ser praticamente um santo. Collor pode ser considerado de “reputação ilibada”? Segundo os critérios do Direito, sim, afinal não resta pendente qualquer acusação sobre ele. E sobre o Toffoli? Ele tem uma condenação cível em 1º grau o que, novamente sobre os critérios do Direito, não significa quase nada.

Não cabe aqui discutir tecnicamente o mérito da questão que envolve o candidato ao STF na justiça do AP, ou se o processo é uma “armação política”, como sustentam alguns sem acesso aos autos. Não sou ninguém para isso. Mas sou suficientemente bobo para achar estranho que um escritório de SP tenha se metido numa concorrência no Amapá para prestar serviços para os quais existem quadros próprios na administração pública. Não é culpa dele, mas se ele aceitou participar disso, já perdeu a santidade. Não ficou desonesto, só não é mais santo.

O fato dele ser “advogado do Zé Dirceu”, ou coisa que o valha, não é desabonador. Aliás, conta pontos a favor dele. Demonstra o notável saber jurídico que o cargo exige. Defender São Sebastião é fácil, quero ver defender o Judas.

Isto posto, declaro inoportuna a nomeação de Toffoli para Ministro do STF, com base na fundamentação supra, por não entender atendidos os pressupostos necessários para a investidura no cargo. Deve haver gente melhor para o Lula indicar. P.R.I.


Trânsito de SP, a indústria da infração

setembro 19, 2009

É isso aí, Nilton! Caneta neles!

É isso aí, Nilton! Caneta neles! Foto: Maurício Stycer - IG

“DUAS multas no mesmo lugar e na mesma hora? PQP!!”

Foi o que eu disse ao saber da notícia. Mas, se alguém pensa que este texto aqui vai fazer discursinho da “indústria da multa de trânsito”, pode parar de ler isso agora. Passar bem.

Todo brasileiro se acha o filho bastardo do Ayrton Senna: “dirijo bem pra cacete!”. Dirigir um automóvel no trânsito não tem nada a ver com manejar bem a máquina. É, na verdade, um dos exercícios de convívio coletivo mais difíceis que existem. Exige que você conduza um treco de 900 kg. ao lado de milhares de outros trecos de 900 kg., obedecendo a uma série de estímulos visuais e auditivos espalhados pelo caminho, e saiba de cor um calhamaço de papel chamado CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

O que acontece, via de regra, é que as pessoas, com o tempo, relaxam e pensam que os tais estímulos são enfeites na via, e que o CTB entrou por osmose na cabeça delas. Sobre o Código, perceba que, com a nova lei que obriga na renovação da CNH o “curso de reciclagem”, ninguém quer fazer e procura “quebrar” o exame. Dizem que é “perda de tempo”, mas tenho pra mim que o principal motivo é o medo de não passar.

De todas as histórias de autuações recebidas que eu já ouvi, em NENHUMA o condutor disse que não cometeu a infração anotada. Apenas criticou o rigor na aplicação da lei. “Pô, eu passei a 63 km/h, num limite de 60!”; “Ah, meu cartão de estacionamento ‘estourou’ 10 min. e já fui multado”. E o mais engraçado é que essas mesmas pessoas costumam dizer que aqui é o “país da impunidade”. Qual é a dose de rigor a ser empregada pelo poder público? E em quais casos? Com todos, menos conosco?

Ponhamos as barbas de molho: as prefeituras estão (acertadamente) investindo pesado em fiscalização de trânsito, e a tendência é a quantidade de multas aumentar MUITO, porque o motorista médio brasileiro é indisciplinado e desatento, e só não é autuado cada vez que liga o carro porque é impossível fiscalizar totalmente uma frota tão grande. Ainda é, pois os carros devem sair de fábrica, em breve, com um chip de monitoramento implantado. Aí vai ser um festival de papeizinhos amarelos. Nego vai dar uma volta no quarteirão e voltar com 8 pontos na carteira.

Em tempo: duas multas justíssimas. Paguei, não bufei e prometo ser mais atento daqui pra frente. Sinceras desculpas por meus erros, cidadãos de SP. Sim, porque cada vez que me chega uma autuação, eu sei que ajudei a tumultuar o trânsito de outra pessoa, e por isso fui punido.

Ah, e aproveitando: dia 22/09 é o Dia Mundial Sem Carro. Deixe seu possante estacionado (em local permitido, claro), e teremos o Dia Mundial Sem Multas.


“Eu acho que você devia…”

setembro 18, 2009

Como transparece pelos últimos posts, meu mau humor está bem pior do que de costume. Só que sempre pode piorar mais, principalmente quando maus fatos novos acontecem.

Eu costumo comentar em vários blogs. Critico, elogio, dou um pitaquinho. Afinal, é para isso que o blogueiro abre a caixa de comentários. E cada post que eu leio em blogs, faço questão de ler os comentários. Muitas vezes eles contêm grandes sacadas ou informações complementares. Mas tem um tipo de comentário que eu não leio nunca (exceto aqui, por obrigação): aquele que começa com a frase título acima.

O “eu acho que você devia…” – e suas variantes – já pressupõe a famosa “cagação de regra”. Pressupõe que não só o comentarista não gostou do que leu (o que é bastante normal), como quer te “ensinar” a escrever de acordo com o que ele pensa a respeito do assunto. Em suma, ele quer que você apague o post e entregue a senha do blog para ele escrever sobre o mesmo assunto.

Geralmente, esses sujeitos gostariam de ter um blog, mas não têm saco, imaginação ou assunto para ficar alimentando-o. Então querem fazer “releituras” do blog alheio.

Em todos os comentários iniciados pelo “eu acho que você devia…”, em todos os blogs que eu leio, percebe-se nitidamente, que o comentarista não leu o post com atenção, ou leu e não entendeu patavina. Ele pinça um trecho (o que ele quiser), e sai atirando contra o blogueiro um monte de “conhecimentos” que, em verdade, não acrescentam porra nenhuma ao que está escrito. Pior, muitas vezes não têm nada a ver com o assunto. Mas ele fica de “alma lavada” com a erudição impressa.

Depois que este blog veio para o WordPress, passei a responder a todos os comentários dentro do próprio comentário. Muitas vezes, por culpa da minha falta de poder de síntese, as respostas ficam maiores que o comentário. É até meio sacana da minha parte, mas eu poderia fazer como o Flávio Gomes, que pega esses comentários e responde, cândido: “vai tomar no cu“. Eu não tenho essa moral toda.

É melhor fazer assim: a cada “eu acho que você devia…”, vou responder: “e eu acho que você devia MONTAR SEU PRÓPRIO BLOG.”


Copy, paste, cut, modify, undo, redo…

setembro 14, 2009

Minha época de criança eu gastei, em boa parte, defronte à TV. Sempre gostei de ver propaganda e sei de cor muitos jingles. Sei até o telefone das Persianas Columbia (“36-7909…repita!”)!. Não existe mais, e a empresa acho que também não. Opa, tem uma fake por aí, e convertida ao Evangelho!

Embalado por esse estranho gosto, tentei até ser publicitário. “Tentei” é força de expressão, pois fiz apenas dois anos de ESPM, no tempo da Rui Barbosa, e nunca trabalhei com nada relacionado.

Hoje, pelo twitter, recebi um link, mostrando o impagável e tradicionalíssimo homem do Puma Amarelo servindo de garoto-propaganda daquele carrinho inglês, o Mini. Carrinho este, claro, também “repaginado”, “revisitado”, “relido” e todos esses neologismos que grassam pelessimundodimeudeus, que, via de regra, significam “cópia malfeita”.

Publicitários de ontem, de hoje e de sempre: nada mais há por ser inventado, criado? Quando precisam de um personagem, pegam um já pronto; quando precisam de um jingle, compram uma música consagrada. O garoto-bombril foi substituído pelo homem do Puma Amarelo, ou uma celebridade bizarra qualquer. O merchandising, acredito, consome grande parte da verba publicitária, para sustentar Faustões, Anas Marias Bragas e Cátias Fonsecas.

Isso é medo de errar? Porque falta de dinheiro, não é: produzir um jingle deveria custar menos do que pagar direitos a Ivete Sangalo, Skank ou Calcinha Preta (bem, esse aí, acho que não…); para bolar um personagem, basta escolher o ator e pagar-lhe o cachê. A indústria da propaganda, hoje, vive de pagar direitos, copyrights. Isto vai acabar matando os bons publicitários.

Para descobrir que o “homem do Puma amarelo” seria um bom garoto-propaganda para um carro amarelo, eu não preciso contratar uma agência. Falo direto com ele. Ele fica lá parado, sem fazer nada, mesmo…


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