Ser jornalista é…

setembro 25, 2009

Sei lá, não sou jornalista. Mas tem muito jornalista e “jornalista” que pensa saber completar a frase. E faz até post a respeito. O “jornalista”, claro, copia.

Se você passou o mouse nos links acima ou clicou, já sabe de “quens” estou falando. Se acompanha o blog e pensou “ih, lá vem essa besta falando deles, já tá virando perseguição”, pode ter certeza disso. Nada pessoal, econômico ou financeiro, mas a simbiose (comensalismo? parasitose?) entre os dois e mais um (o hospedeiro oculto), está tornando o trabalho de um jornalista com vários bons serviços prestados à profissão algo totalmente suspeito. Vou contar uma história:

Era uma vez um rapaz que trabalhava como motoboy, mas sonhava um dia poder abandonar aquela penosa função e tornar-se um jornalista, como aqueles que admirava na TV e no rádio. Na internet, começou editando um modesto blog gratuito (como este aqui, por exemplo), nos intervalos entre um “corre” e outro com sua moto. Ato louvável e elogiável.

Vida dura, e a oportunidade apareceu: não se sabe como, o pobre rapaz conseguiu um “furo” de reportagem, que envolvia um site acusado de produzir matérias sob encomenda. Alguns dos acusados eram desafetos de outro jornalista, muito famoso e respeitado. Também não se sabe como, mas o “furo” caiu nas mãos exatamente deste célebre homem de imprensa, que o divulgou com pompa e circunstância.

Este fato alçou o futuro ex-motoboy à condição de celebridade na internet. O outrora obscuro blog, eivado de erros gramaticais e ortográficos, alcançou popularidade recorde, turbinada pela indicação do impoluto jornalista e outros blogueiros consagrados e respeitáveis. Como num efeito-manada, até blogueiros nem um pouco consagrados e respeitáveis indicavam o cara. A partir daí, as coisas começaram a ficar muito esquisitas.

O ex-motoboy virou hit na internet e se empolgou. Começou a disparar denúncias e acusações contra quase tudo e quase todos, ensandecido pela popularidade repentina. Falava sobre o que entendia e o que não entendia. Sua audiência começou a tratá-lo como herói, um jovem jornalista corajoso e combativo. Ele gostou e assumiu o papel. O mundo dos idiotas sempre precisa de heróis.

Veio a primeira reclamação, e com ela a expulsão do antigo provedor, seguida de uma reprimenda (do mesmo provedor) ao jornalista famoso. O célebre homem de imprensa foi obrigado a tirar o link para o blog do motoboy. Nunca mais reproduziu uma linha do que o rapaz escrevia. O novo monstro da imprensa, entretanto, já estava bem crescidinho, e como na história do Frankenstein, tinha vontade própria e saiu do controle do cientista.

Outros jornalistas também o alimentaram. Deram até coluna de Fórmula 1 (retirada na calada da noite) para ele escrever, assunto no qual o rapaz teve um momento anta antológico, bradando contra a  ” irresponsabilidade da FIA por não permitir a instalação de FARÓIS nos carros de F-1, no GP da Malásia”.

Ele não se fazia de rogado. Circulava por qualquer editoria: política (não foi só a FSP que publicou), economia, cidades, esportes. Era uma besteira atrás da outra. Enquanto crescia, os antigos apoiadores iam saindo de fininho (ele constava nessa lista aí, tinha até caricatura!), fingindo que não o conheciam. Só se esqueceram de avisar os acusados pelo rapaz, que ingressaram na justiça com bateladas de processos cíveis de indenização por danos morais, e criminais por injúria, calúnia e difamação. Contra o rapaz e contra quem lhe dava corda. Arrumou uma banca de advocacia digna do Daniel Dantas, mas a remunera não se sabe como. Dizem que é o “terror dos oficiais de justiça”, pois escapa deles como ninguém.

O blogueiro, no entanto, julgava ser isso um “atestado de idoneidade”, ombreando-se com o velho jornalista e com outro boquirroto relegado ao ostracismo, que acumulam queixas aos borbotões. Não discuto o mérito de nenhuma delas.

Como quem faz muito barulho sempre incomoda, começaram a investigar o blogueiro. Tal a “Moça do Wando“, o rapaz tinha um passado forte: com nome sujo na praça, deu uma de esperto e burlou a Receita Federal, conseguindo a emissão de novo CPF com número diferente. Não adiantou muito, pois “sujou” os dois. A lista de pendências do rapaz apareceu, os processos cíveis e criminais “pré-notoriedade” eram muitos. Algo estranho para um neo-paladino da moralidade, que se achava suficientemente honesto para acusar um diretor do SCCP de ser “bicheiro”, enquanto ELE estava sendo processado pela mesma contravenção penal. Foi absolvido, talvez por ser somente o motoboy da banca de corretagem zoológica. Todo bicheiro precisa do trabalho dos valorosos motoboys.

Com as “capivaras” aparecendo, logo os leitores correram a questioná-lo. “Intriga da oposição”, “mentiras” e “sou vítima de interesses inconfessáveis” (parafraseando Collor) eram as poucas respostas dadas, mesmo com provas documentais de seus problemas com a justiça sendo esfregadas em seu rosto. A megalomania estava definitivamente instalada no blogueiro, que usa a palavra “verdade” em 99,9% dos seus posts. Também adora o “locupletar”, verbete que parece ter conhecido recentemente. Todos os seus desafetos são “mentirosos e se locupletam”. Coincidentemente, são os mesmos desafetos do velho jornalista e do “hospedeiro oculto”. Para manter a aura de santidade, o blogueiro simplesmente deleta qualquer comentário que exponha seu vasto telhado de vidro.

Esta conversa vai MUITO LONGE, os links são fartos e levam a vários outros lugares. Paro por aqui, sem antes deixar uma resposta a uma pergunta que fatalmente surgirá: se o cara é tão escroto assim, por que perder tempo com ele? A resposta: não é “com ele” que estou preocupado. É com o velho jornalista, e, principalmente, com O JORNALISMO. Por que preocupado? No próximo post eu conto.

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BÔNUS TRACK:

Registro do “Mídia Sem Média” com endereço do “Hospedeiro Oculto;

O blogueiro representa no MP contra diversos desafetos, apoiado no velho jornalista, e acaba enrolando os dois.

Extrato de uma ação movida por pessoa qualificada pelo blogueiro como “bicheiro e contraventor”, com sentença desfavorável ao acusador, por não apresentar elementos de prova que a sustentem.

Mais mandados dos oficiais de justiça contra o blogueiro, frustrados.

Cortesia: Blog do Silvinho, alcunhado pelo rapaz de “limpador de piscinas” do PSJ. Ele é diretor do clube.

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