
A Bombshell da UNIBAN e Geraldo "Brasil" Luís - Foto: Adenilson Ferreira/R7
Acabei de assistir ao programa do Geraldo Luis na Record, onde a estrela foi a Geisy (no R7 aparece Geyse, no GC apareceu “Geisy”), estudante da UNIBAN ameaçada de linchamento pelos colegas por causa de uma roupa mais ousada que trajava no recinto da faculdade.
Antes, uma pequena digressão: a tal de UNIBAN não é propriamente uma faculdade, e sim mais uma “facu”, um centro de expedição de certificados universitários, onde o cliente deve frequentar mal e porcamente e, ao final do carnê curso, recebe o tão sonhado canudo. Um “Baú da Felicidade Educacional” (com o devido perdão do SS, pois este entrega exatamente o prometido aos seus fregueses).
Isto posto, voltemos a Geisy. Esperei para escrever porque queria vê-la FALAR. Estava meio desconfiado de algo, pois não parecia possível que, com aquele shape das fotos, causasse um alvoroço tão grande. Tudo bem que aquele prédio redondo (parece o QG da PM na Ponte Pequena com um remake) não abriga o escol da sociedade pensante paulistana, mas tamanha selvageria não poderia ter começado apenas por um par de coxas, seios protuberantes e madeixas alouradas artificialmente. Com esse perfil, deve haver umas 100 garotas lá na UNIBAN. Na saída da Atento Telemarketing (maior fornecedora de alunos para a UNIBAN), umas 500.
Pareceu-me que o problema não foi exatamente o vestido curto: foi a arrogância da garota, e uma coisa já de tempos, acumulada. De arrogância, eu manjo bem, pois padeço do mesmo mal (ou bem, sei lá – olha aí a arrogância manifestada!).
O discurso da Geisy continha traços evidentes de arrogância. Por exemplo, ela disse no Geraldo que “sempre rolou um assédio comigo, o pessoal me canta mesmo, sempre foi assim”. Ainda segundo ela, o rolo começou quando “uma amiga veio correndo, ofegante, e me pediu para dar um ‘oi’ para um rapaz que disse me admirar muito. Eu fui até ele, e ele me disse que eu era muito bonita!”. Pense na cena: um abestalhado babando e ela acenando pra ele, feito a Madonna para os fãs da sacada do hotel. Tudo isso dito num tom de superioridade, firme e impassível, como se ela fosse, realmente, a mais gostosona e desejada do pedaço.
Estas e outras muitas outras declarações da Geisy, somadas à declaração dela de que “a maioria que me xingou eram mulheres” – o que levou Leão Lobo a proferir o fatídico “inveja mata, minha filha” -, acabaram por me levar ao “diagnóstico” de arrogância exacerbada.
Eu sou um defensor ferrenho dos arrogantes, dos pretensiosos, dos que “se acham”, (não só por ser mais um), porque o mundo precisa deles (ai, ai, ai…chama o psiquiatra)! Quem põe lenha na fogueira? Quem suscita polêmicas (baratas e caras)? Qual entrevista você prefere ver: a do Romário ou a do Kaká?
Por que a sociedade se rebela contra os arrogantes, suas declarações bombásticas e coxas à mostra? Porque significam aquilo que muitos gostariam de ser. Não é exatamente inveja, é um tipo de admiração corroída pelo ódio. Quem incita a galera contra os arrogantes, geralmente, são aspirantes a arrogantes. É o segundo escalão, as sublideranças. Sim, porque o arrogante lidera. Quando não está na liderança, é por opção própria.
Mas ser arrogante não é mole, não. A porrada canta feio, você perde amigos, oportunidades e acaba ficando isolado. Ser “jogador de grupo” é mais cômodo. Só que o arrogante, quando ganha o título, comemora muito mais por dentro, sai gritando “eu sou foda, mesmo!”, bate no peito. Tudo bem, depois os outros ficam putos e armam “casa de caboclo” pra ele. Paciência.
Pelo que eu vi da Geisy/Geyse, dizendo que “volta pra faculdade, mesmo sob escolta policial”, algo me diz que ela entrará com aquele maldito sorrisinho de canto de boca, e no “balãozinho” sobre a cabeça estará a frase: “babem, otários e otárias: a gostosona voltou.“. Volta lá, Geisy, e acaba com eles.
Escrito por Vinicius Duarte 
