A Bombshell da UNIBAN

outubro 30, 2009
Foto: Adenílson Ferreira/R7

A Bombshell da UNIBAN e Geraldo "Brasil" Luís - Foto: Adenilson Ferreira/R7

Acabei de assistir ao programa do Geraldo Luis na Record, onde a estrela foi a Geisy (no R7 aparece Geyse, no GC apareceu “Geisy”), estudante da UNIBAN ameaçada de linchamento pelos colegas por causa de uma roupa mais ousada que trajava no recinto da faculdade.

Antes, uma pequena digressão: a tal de UNIBAN não é propriamente uma faculdade, e sim mais uma “facu”, um centro de expedição de certificados universitários, onde o cliente deve frequentar mal e porcamente e, ao final do carnê curso, recebe o tão sonhado canudo. Um “Baú da Felicidade Educacional” (com o devido perdão do SS, pois este entrega exatamente o prometido aos seus fregueses).

Isto posto, voltemos a Geisy. Esperei para escrever porque queria vê-la FALAR. Estava meio desconfiado de algo, pois não parecia possível que, com aquele shape das fotos, causasse um alvoroço tão grande. Tudo bem que aquele prédio redondo (parece o QG da PM na Ponte Pequena com um remake) não abriga o escol da sociedade pensante paulistana, mas tamanha selvageria não poderia ter começado apenas por um par de coxas, seios protuberantes e madeixas alouradas artificialmente. Com esse perfil, deve haver umas 100 garotas lá na UNIBAN. Na saída da Atento Telemarketing (maior fornecedora de alunos para a UNIBAN), umas 500.

Pareceu-me que o problema não foi exatamente o vestido curto: foi a arrogância da garota, e uma coisa já de tempos, acumulada. De arrogância, eu manjo bem, pois padeço do mesmo mal (ou bem, sei lá – olha aí a arrogância manifestada!).

O discurso da Geisy continha traços evidentes de arrogância. Por exemplo, ela disse no Geraldo que “sempre rolou um assédio comigo, o pessoal me canta mesmo, sempre foi assim”. Ainda segundo ela, o rolo começou quando “uma amiga veio correndo, ofegante, e me pediu para dar um ‘oi’ para um rapaz que disse me admirar muito. Eu fui até ele, e ele me disse que eu era muito bonita!”. Pense na cena: um abestalhado babando e ela acenando pra ele, feito a Madonna para os fãs da sacada do hotel. Tudo isso dito num tom de superioridade, firme e impassível, como se ela fosse, realmente, a mais gostosona e desejada do pedaço.

Estas e outras muitas outras declarações da Geisy, somadas à declaração dela de que “a maioria que me xingou eram mulheres” – o que levou  Leão Lobo a proferir o fatídico “inveja mata, minha filha” -, acabaram por me levar ao “diagnóstico” de arrogância exacerbada.

Eu sou um defensor ferrenho dos arrogantes, dos pretensiosos, dos que “se acham”, (não só por ser mais um), porque o mundo precisa deles (ai, ai, ai…chama o psiquiatra)! Quem põe lenha na fogueira? Quem suscita polêmicas (baratas e caras)? Qual entrevista você prefere ver: a do Romário ou a do Kaká?

Por que a sociedade se rebela contra os arrogantes, suas declarações bombásticas e coxas à mostra? Porque significam aquilo que muitos gostariam de ser. Não é exatamente inveja, é um tipo de admiração corroída pelo ódio. Quem incita a galera contra os arrogantes, geralmente, são aspirantes a arrogantes. É o segundo escalão, as sublideranças. Sim, porque o arrogante lidera. Quando não está na liderança, é por opção própria.

Mas ser arrogante não é mole, não. A porrada canta feio, você perde amigos, oportunidades e acaba ficando isolado. Ser “jogador de grupo” é mais cômodo. Só que o arrogante, quando ganha o título, comemora muito mais por dentro, sai gritando “eu sou foda, mesmo!”, bate no peito. Tudo bem, depois os outros ficam putos e armam “casa de caboclo” pra ele. Paciência.

Pelo que eu vi da Geisy/Geyse, dizendo que “volta pra faculdade, mesmo sob escolta policial”, algo me diz que ela entrará com aquele maldito sorrisinho de canto de boca, e no “balãozinho” sobre a cabeça estará a frase: babem, otários e otárias: a gostosona voltou.“. Volta lá, Geisy, e acaba com eles.


Isn’t She Lovely?*

outubro 30, 2009

Terça-feira é especial para mim. É o dia do rodízio do meu veículo. Acordo, pego minha mochila, vou até o ponto de ônibus pegar o cata-loco pro serviço. É um dia calmo, ônibus vazio, fone de ouvido rolando notícias.

Depois de um belo e produtivo dia de trabalho, troco de roupa e volto pra casa, andando por 8 km. Pouca coisa, quando se está disposto e escutando um Songs in the Key of Life do mestre Wonder, misturado com Echo & the Bunnymen.

Ponte da Vereador, Ibirapuera, Pavão, Quatá, Hélio Pelegrino, 16°C, trânsito tranqüilo. Na trilha sonora, Isn’t She Lovely. Neste momento, cruzamento da Amauri, atravessando a rua em seu último quarto, o semáforo abre para os carros. Contrariando a música que escutava, enquanto corria com a mão espalmada, pedindo ao mesmo tempo desculpas (e mais tempo para terminar a travessia), uma bela moça em seu veículo (fabricado por uma marca originária de um país onde a desonra muitas vezes resulta em haraquiri) acelerou, buzinou e mostrou o dedo médio para mim. O mesmo gesto que o Cristian do Timão fez em certa oportunidade, só que sem cruzar os punhos.

Para azar da extrema e externamente linda garota, ela ficou presa no meio do meu caminho. Não me alongarei contando a conversa que tive com ela, pois a moça é tão mal educada que o nobre leitor não merece ler os argumentos da acéfala dendroclasta: é mal educada, não sabe viver em sociedade e desconhece completamente as leis de trânsito. Conheci a biliar garota pelo lado negro de sua personalidade; do contrário, pegaria-a, fácil.

Segui meu caminho pensando sobre o ocorrido e cheguei à conclusão de que a moça nunca gastou sola de sapato nas ruas de São Paulo. Talvez tenha algumas caminhadas em Shoppings ou ruas comerciais, mas caminhar de verdade, enfrentando a ausência de setas de conversão, os sinais vermelhos e faixas de pedestres desrespeitados, calçadas inteiras em 30° (andar inclinado é foda), buracos, lixo, carros sobre o passeio… Nunca.

Escutando a versão do Echo para People Are Strange, percebi que a tal “moça bonita por fora” mudou meu foco para as coisas ruins do trajeto, e quase me esqueci de agradecer outra lindona que, educadamente, parou antes da faixa para que eu passasse.

* (texto do André Nogueira, só dei uma copidescada de leve – e troquei o título. Disculpaí…)


É feio pedir isso, mas…

outubro 30, 2009

Vá lá. O blog está há uma semana sem post, por absoluta falta de assunto. Minha, claro (e dos demais envolvidos nisto aqui). Sugiram algo nos comentários. Ou, melhor, mandem textos para cá, que eu escolho um e publico. Quem se habilita? Não ganha porra nenhuma, a não ser a glória de poder participar do blog mais insignificante da internet.


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