Reportagem da Folha Online diz que moradores do chiquetérrimo Higienópolis estão se mobilizando CONTRA a possível presença de uma estação de metrô no seu bairro, famoso pela diversidade de cachorrinhos de raças exóticas (pugs, chow-chows, scottish terriers e french bulldogs) que esmerdeiam as calçadas e fodem com o nome do aprazível vilarejo.
É, você não leu errado: eles não querem metrô na porta de casa. Metrô tem de passar longe porque atrai muito pobre, camelô, drogado e vagabundo. Afinal, compramos nossos Mercedes, Azeras e BMWs justamente para não dependermos dessas latas de sardinha e nos misturarmos à choldra ignara e seus perfumes baratos.
Não é a primeira vez que isso acontece no planalto paulistano. No também chiquetérrimo Morumbi, as madames subiram em seus saltos sete-e-meio, empunharam suas bolsas Louis Vuitton e foram à luta, impedindo com uma mobilização altaneira a construção da Estação Três Poderes da linha 4. Com isso, ou o empregado doméstico deles desce na estação São Paulo – Morumbi (e toma um busão), ou desce na estação Butantã (e toma um busão), o que resultará num dos trechos mais longos (se não for o MAIS longo) entre estações de todo o metrô paulistano. Eles que acordem mais cedo, oras! Afinal, a Martaxa fez bilhete único e os serviçais podem tomar quantas conduções precisarem para saírem de suas aldeias primitivas e chegarem à civilização.
Alguns viram na mobilização dos quatrocentões do Movimento Defenda Higienópolis contra a horda de desocupados que o metrô traz em seus vagões apenas uma desculpa para a real preocupação dos bacanas: impedir o aumento do IPTU de suas taperas de 400 m² superpostas. Só quem não conhece SP poderia pensar nessa hipótese: quando se fala em imóvel aqui na Paulicéia, a palavra associada é “valorização”. E existe um movimento bastante peculiar por aqui: se uma estação é construída perto de um centro comercial ou bairro popular, os imóveis do entorno se valorizam. O mesmo não ocorre nos “redutos dos homens bons”. Portanto, o problema é que eles acham que transporte público degrada o entorno e, por consequência, desvalorizará suas residências. IPTU é o de menos, pode-se ajeitar isso com um bom vereador a propor uma desvalorização na PGV da região, baseado em estudos estatísticos confiáveis patrocinados pela Cyrella ou Adolpho Lindemberg.
Especificamente sobre Higienópolis/Pacaembu, é secular a guerra dos moradores contra o Estádio Paulo Machado de Carvalho, que para eles deveria ser fechado aos fétidos torcedores e destinado exclusivamente para suas caminhadas matinais e, vá lá, a tradicional feira livre da Praça Charles Miller, onde podem adquirir vegetais fresquinhos para o repasto. E, claro, comer pastel. Afinal, todo rico tem de ter umas manias de pobre pra se mostrar enturmado, solidário e galeroso.
É muito provável que a mobilização dos bacanas de Higienópolis seja bem sucedida, a julgar pela experiência exitosa dos colegas do Morumbi e à tradicional sensibilidade dos governantes paulistas às reivindicações dos homens bons da nação.
Roubando o genial Humberto Capellari, humildemente proponho a criação do Movimento nos Defenda de Higienópolis, antes que seja tarde.

Caro, eu moro no Santa Cecília (vulgo “Baixo Higienópolis”) e soube através de uma amiga, que está morando em Higienópolis, sobre o movimento. Só não fiz o post no meu blog similar ao teu ontem porque estava bêbado, mas semana que vem não escapa.
Quando eu for prefeito deste planeta, vou instituir que o Largo da Batata se mude para a Praça Buenos Aires. Mais que o cheiro de povo, essa rapaziada tem que sentir o suvaco do povo.
Grande abraço, e parabéns pelo texto.
Outro dia vi um folheto que anunciava um empreendimento aí no “baixo Higienópolis”, que eles denominaram “Higienópolis AROUND”. Valeu, cara.
[...] no galeroso e diferenciado blog COM FEL E LIMÃO Deixe um [...]
[...] This post was mentioned on Twitter by Fernando Vives, Vanessa Ruiz, Carlos Vicente, Rodrigo Herrero, Rodrigo Herrero and others. Rodrigo Herrero said: RT @vanessaruiz: MT @viniciusduarte: que tal criarmos o Movimento NOS DEFENDA DE Higienópolis? http://bit.ly/aKLOnE (roubei, @humamad) via @sorryperiferia [...]
Higienópolis, junto com Pompéia e Vila Madalena, é o triângulo das bermudas da política paulistana; manda na cidade e impõe a visão europeizada e “arrumadinha” a uma cidade que tem muito mais de Nova York do que Milão.
E que, enquanto estiver nas mãos desses caras, estará condenada a ficar eternamente bonitinha, o que, para bom entendedor, equivale a ser somente uma feia arrumadinha …
Aí, não! Vila Madalena, não!
dizem que a usp não tem metro exatamente pelo mesmo motivo. e isso facilitaria tanto a vida da galere de lá. :S
Quando inaugurarem a estação Butantã, vai ficar mais ou menos perto da USP.
Mas não dentro; e é essa a lógica, não colocar metrô dentro do bairro para não “diminuir o valor de mercado” de áreas que podem ser popularizadas por ele.
A justificativa que já ouvi pra não ter metrô dentro da USP é a restrição de acesso imposta pela universidade.
O que é imbecil, bloquear um dos poucos espaços verdes em uma cidade cinza como São Paulo.
Então, Daniel, eu andei olhando uns projetos antigos e não vi a tal estação USP neles. A Maria Frô disse que ia ser perto do HU, mas eu estranhei porque ia dar muita volta (a não ser que fosse um ramal da linha 4).
Nossa elite é pior que a elite dos outros. Aliás, elite o cacete! Elite pra mim é o cara opta por não usar carro particular. Ser elite é poder ter e optar por não ter (não me refiro ao metrô, claro).
Nesses dois meses de retorno ao transporte público (não posso optar) notei algumas coisas. Positivamente o bilhete único é uma mão na roda e os corredores de ônibus que pego são uma beleza. O Lago da Batata tá ficando uma belezoca e teve até festa de niver pro bairro ontem. Forró pesado!
Impressões negativas: ônibus das linhas com origem/destino fora do centro expandido são equipamentos de tortura diária. Os carros da linha que uso (dentro do centro expandido)- 637P10 – são sujos pacas. Outro dia uma moça não parava de olhar pra mim e pensei: tô bonito! Arrumei as sobrancelhas olhei pra ela pensando num galanteio qdo a garota apontou pra trás de mim. Olhei e era uma linda família de baratas passando ao lado do meu ombro. Baratas no ônibus: quem procura acha. A estatura da população e o espaço entre os bancos dos ônibus são medidas inversamente proporcionais. É que cabe mais gente se todos ficarem em pé.
Diante disso virei o mais chato usuário de transporte público de São Paulo. Reclamo, mando e-mail, telefono e o cacete. Mesmo sabendo que nem darão bola. Apóio o “Movimento nos Defenda de Higienópolis” e ainda proponho que todos os usuários de transporte público passem observar de maneira crítica cada uma de suas viagens diárias e reclame para que seja extinta a tortura sobre rodas.
“Movimento nos Defenda de Higienópolis” e “Movimento nos Defenda da Tortura Diária Sobre Rodas e Trilhos” (pense num nome melhor Vinicius)
haha, vou pensar…
Essa não é elite é a Nata da sociedade paulistana, lembra da nata, antes do leite de caixinha? Aquela que tinha que jogar fora, ou bater até virar manteiga?
Manteiga é bom. Acho que eles precisam levar uma sova.
Puxa vida, só agora me dei conta que deve ter uma molecada por aí que não sabe o que é nata.
Não se preocupe. Pra resolver problemas como este eles ganharam o google de presente.
André,
Você tem toda razão!
As pessoas que gerenciam as compras dos ônibus nunca andaram em um. Realmente, são muito apertados, até pra mim, que meço 1,64m. Baratas andam por todos os lados. E também tem aqueles carros aaaaltos, com vários degraus, em que os velhinhos têm que fazer rapel pra se sentar.
Acessibilidade?!?! NOTA ZERO! Só um adesivo não basta pra que o ônibus seja bom pra um deficiente. Pra começar, eles são altos demais. As rampas são manuais, isso quando tem, e aqueles elevadores não funcionam.
E tem mais: eles mudam os itinerários sem prévio aviso e se você pega um ônibus no ponto final, eles também mudam os horários a bel-prazer.
E tudo isso por 3 reais!!!!
O metrô, que é o assunto do post, também é uma enganação. Pego na Estação Vila Prudente, que daqui a pouco vai completar um ano e não funciona full time. A velocidade do trem é ridícula até chegar no Sacomã e o intervalo dos trens é vergonhoso. Isso quando o condutor não para no meio do túnel “para aguardar a movimentação do trem a frente”.
Então, tem que haver mais linhas (e mais trens). Só assim vamos ter um serviço não só bonito e limpo, mas também eficiente.
Hoje moro na Mooca, mas morei a vida toda na Santa Cecilia. Um metrô ali seria EXCELENTE!
Os mesmos moradores de Higienópolis que são contra o metrô são os que reclamam do trânsito. Esse pessoal é o que vai pra Paris e volta metendo o pau no Brasil. Porque lá você pode escolher nas imediações a estação de metrô mais conveniente pra onde está indo. Infelizmente só copiam as SUV’s dos americanos. Largar o carro que é bom, nada.
Metrô, é para levar gente, para produzir e trabalhar.
Linhas para enviar pessoas a shoppings, e locais de shows é porque tem gente “levando”.
Essa linha do Morumbi, servirá justamente para isso.
Pra isso o quê, Thiago? Quer dizer que o povo do Campo Limpo, Vila Andrade, Paraisópolis, Vila Sônia, Monte Kemel, Taboão da Serra e demais envolvidos não precisam de metrô? Não trabalham fora? Têm de se espremer nos busões lotados só porque moram perto do estádio? Ora, tenha a paciência…
Aliás, NOVAMENTE eu tenho que pedir pra você combinar com os ingleses (da outra vez foi no caso da BBC):
http://images.intolondon.com/images/intolondon/transport-maps/london-underground-tube-map.gif
O “metrozinho” deles passa em tudo quanto é estádio, inclusive no Allianz Arena.
Metrô de Londres passando no Allianz Arena?
Ué, não conhecia esse ramal que vai até Munique…
HAHAHAHAHAHA, isso é que dá ler muito o @1nho. Wembley e o2 Arena.
E aí, Vinícius.
Cara, vi essa notícia hoje e cometei com um amigo: é uma classe que estabelece o controle sobre a cidade, decide quem vem e quem não vem. Controlar o acesso aos pontos da cidade é tão importante quanto controlar o local de moradia. Em Higienópolis (e em muitos outros lugares, em São Paulo e em outras cidades também) interssa o trabalhador, e não a pessoa: a empregada doméstica, o porteiro, o vigia. É todo um conjunto de pessoas que são privados de circular livremente por áreas inteiras da cidade, a não ser que seja para servir! Nem na Idade Média o negócio era tão cruel assim. Essa galerinha que se julga elite trata o bairro (e a cidade) como se fosse seu condomínio, o imposto é a justificativa da posse. Veja só: descaradamente, não está em questão a tão aclamada (ultimamente) “mobilidade urbana”, é nítido o sentido de evitar contato com os julgados inferiores… e condenados, aliás, a continuar levando essa vida.
Nessas horas é que eu perco completamente a esperança.
Belo post, rapaz. Caprichou no léxico, hein?
Abraço.
Valeu, Rafael. Daqui a pouco esses caras vão fazer um muro em volta deles, como Israel vem construindo. Aliás, por falar em Higienópolis…
[...] uma crítica mais profunda (e ácida, com o perdão do trocadilho), reocmendo ler o post do blog com fel e limão sobre o [...]
Perfeito como sempre! Não sobra nada a acrescentar a não ser elogios. Putz e eu que detesto baba-ovo!
Salve Vinícius Duarte,
Bem, já te adiantei minha opinião sobre essa reportagem da Folha, via twitter.
).
Permita que eu lhe faça algumas críticas (e tomara que você me entenda e não me faça um post dedicado, onde sou exposto à execração pública sem direito à defesa,
Despindo todos os termos deturpadores de classe que você utilizou (com razão pois, a grande maioria dessa classe tem mesmo o comportamento alienado e requer pra si tratamento aristocrático), a Folha fere a isenção na reportagem por excluir qualquer argumento racional do movimento que, por não querer pagar impostos mais altos por um benefício que se recusam a utilizar -agora ou no futuro- se organizam e se manifestam nesse movimento. A reportagem explora bem as falácias preconceituosas dos acéfalos endinheirados que reclamam do povo que perambula em torno das outras estações de metrô em detrimento dessa racionalidade. Ora, você já viu mendigos, drogados e essa “gente diferenciada” em bairros de classe alta? A resposta é não. E não é porque lá não tem estações de metrô, é porque o policiamento é ostensivo e “diferenciado”.
A Folha, ao fazer esse tipo de matéria, se coloca no papel de advogado do governo e da prefeitura de SP, que nada mais estão fazendo que trair as suas bases políticas, as quais se comoveram com o discurso de austeridade fiscal, estado mínimo, choque de gestão e tributação esguia.
Essa política do metrô atende a anseios da classe média, que não quer ou não pode ter um ou mais veículos.
A partir daí, não irá demorar até que a prefeitura e o governo de SP passem a adotar pedágio urbano, rodízios mais restritivos, taxas mais altas de emplacamento, entre outras políticas, fazendo com que o uso do automóvel fique cada vez mais proibitivo. O que eu concordo plenamente.
O que eu estou discutindo, finalmente, não é a validade da medida, mas a incoerência de quem a está propondo. A finalidade dessa mudança de discurso é só uma: permanecer no poder, sem grandes prejuízos ao empresariado que sustenta esse grupo político. Uma pena ver que São Paulo não consegue se renovar politicamente.
Mas quem está propondo a medida é a população do entorno, não o governo. E, convenhamos, você está olhando o governo com uma má-vontade acima do merecido: se ele propõe transporte público de massa, o que há a reclamar? Conclusão: Você é troll.
De fato, do transporte não há nada para reclamar. O ponto nem é a reclamação, mas a informação. Nem sempre a gente deve sair de uma leitura jornalística com uma tendência para assumir uma certa posição. Quando isso me ocorre eu procuro pesquisas onde estão as omissões. Geralmente encontro. Difícil disfarçar às vezes.
Colega criterioso, quem escreve a Folha faz parte de um grupo seleto de pessoas que se acham a “crème de la crème” dos formadores de opinião da sociedade paulistana.
Para eles SP deve seguir o exemplo das grandes cidades européias, em que todos os ricos moram no centro, as ruas são cheias de monumentos históricos e todo mundo anda de metrô ou bicicleta – mas NÃO porque usar transporte público seja melhor ou mais prático, e sim por motivos tão prosaicos quanto “ajudar a natureza”, “salvar o mundo” ou ser “mais chique”.
Tipo assim, coisa típica de quem não tem nada pra fazer a não ser pensar a cidade de cima para baixo, como os próprios cidadãos dos bairros onde só se vê pobre pela janela fumê do carro bacana.
O máximo que o povo de Higienópolis se permite no relacionamento com trilhos, é entoar ‘O trem das Onze’ quando cercados de camêras de tv, em algum evento em homenagem a Adoniran Barbosa, que ao que consta nunca cantou por lá.
Já, já vão proibir negros, nordestinos e pobres nas redondezas, salvo com uniformes de empregados!
[...] Não conhece o Com Fel e Limão? Não sabe o que está perdendo. É um dos blogs mais críticos e com textos bem escritos e engraçados da blogosfera. ‘Roubei’ de lá o MOVIMENTO NOS DEFENDA DE HIGIENÓPOLIS. Visite o blog e leia os comentários deste post, como no blog do professor Hariovaldo eles são tão bons como os próprios posts. Movimento Nos Defenda de Higienópolis [...]
“…Todo rico tem de ter umas manias de pobre pra se mostrar enturmado, solidário e galeroso.”
Maskate’s influences detected…
Ora, e QUEM não há de se influenciar com nosso “NY Times da Selva”? Veja que eu linkei o bravo Jornal Maskate, amigo. O crédito é todo deles.
[...] Movimento Nos Defenda de Higienópolis [...]
[...] Movimento Nos Defenda de Higienópolis [...]
Ótimo post.
Mas achei estranho quando você disse que o movimento surgiu das madames do Morumbi. Você conhece a região em questão? Jardim Guedala por exemplo, está LONGE de ser bairro chique. E os outros bairros tb são simples. Tenho parentes que moram por ali.
Mas o pessoal do Jd. Guedala não participou do movimento, ao que me consta. Se participou, pior ainda, pois seriam potenciais usuários da estação e fizeram gol-contra. Os que se incomodaram com o metrô foram os moradores da “margem direita” da Av. Francisco Morato (sent. centro), onde ficam aquelas mansões. Na verdade, o “verdadeiro” Morumbi é ali.
[...] fato é que minha opinião não acrescenta nada ao que foi escrito no blog Fel e Limão. Só queria acrescentar exatamente isso: quando eu for prefeito deste planeta, vou criar o [...]
Tá pendurado no elevador do meu prédio desde sexta-feira o “manifesto” das peruas. Vou comprar briga em breve.
Será uma briga dura. Boa sorte.
Mas verdade seja dita: todo mundo recolhe o coco dos exoticos aqui na bairrinha.
Depois de uma campanha braba, né? Cansei de pisar em merda quando trabalhava na Av. Angélica.
PORRA GENTE !!!
SO TEM RICO FALIDO EM HIGIENOPOLIS !!!!
OS RICOS ESTAO FUJINDO DA SUPER POLULAÇAO PARA O TAL BAIRRO DE ALPHAVILLE, Q NA VERDADE É LONGE DE TUDO !!!
PARA QUEM NAO SABE HIGIENOPOLIS FICA PROXIMO A NOVA CRACOLANDIA EM Q TEMOS UNS 50 MOLEQUES SE PREPARANDO PARA ROUBAR E NINGUEM FAZ NADA, ATE Q ELES COMETAM UM CRIME CONTAR OUTROS, POIS NA VERDADE ELES PODEM SE MATAR UNS AOS OUTROS Q NOSSOS POLITICOS NEM LIGAM, SO AGUARDAM ELES PRATICAREM ALGUM DELITO PARA TOMAR ALGUMA PROVIDENCIA.
BONITAO, AO INVES DE FICAR JOGANDO PRAGA EM LOCAL DE EX RICOS, VA TENTAR ENTAO PASSEAR NA CRACOLANDIA SEM SER ROUBADO.
Bonitão, dá pra parar de gritar aqui?
Lá em Itaquera o povo ficou pra lá de feliz qdo o metro chegou. Agora então, com o futuro estádio do Timão EÔôô!!! vai ficar melhor ainda. Já tamos nos sentindo a zelite da ZL e queremos também rodoviária, pô! Qto a esse povinho da Higienópolis, deixa eles ficarem lá, sozinhos, com seus cachorrinhos, seus apês mobiliados com móveis de jacarandá e cortinas pesadas de veludo e todas aquelas tranqueiras que herdaram dos antepassados e que servirão um dia pra venda em bazar vintage pra garantir o $$$ da feira.
Isso me fez lembrar que, nos anos70/80, na época da ditadura não quiseram implementar metrô na Avenida Paulista porque “iria atrair o populacho” para a região. Só com a redemocratização em 1985 é que as obras começaram.
Não poderia ser o movimento “Ofenda Higienópolis”?