Carteirada Burra

janeiro 7, 2011

FELIZ ANO NOVO (mais atrasado que a Linha 4 do metrô)!

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E eis que, depois de oito anos apoiando o Lula, me vejo obrigado a dar-lhe uma TERÇADADA no lombo, por uma coisa banal: os passaportes diplomáticos que ele fez questão de dar aos filhos, aos 44 do segundo tempo do seu glorioso mandato.

O pessoal que apóia incondicionalmente o governo do PT disse que o assunto não passa de mimimi, bobagem, fato menor (é a versão petista para “trololó tucano”?).

Desde o tempo das caravelas, este país é assolado pela praga do abuso de autoridade, do “cê sabe com quem tá falando?”, a carteirada, o favorecimento à corte. E a atitude do Lula, muito embora seja legal (o que não significa nada neste caso), é antieducativa e imoral. Principalmente porque ele foi o primeiro cara “do povo” a ocupar a presidência e virou um exemplo para milhões de brasileiros.

E qual o exemplo que fica para o povo, especificamente neste caso? O de que o poder legitima todas as coisas legais, mesmo que sejam (ou pareçam) imorais. Que, quando você chegar lá, brasileiro do povo, trate de pegar tudo o que estiver ao seu alcance (e não seja expressamente proibido), proteja os seus, ajeite o lado deles.

Lula passou oito anos vendo seus filhos serem acusados de falcatruas e favorecimentos por conta do parentesco. Agora, por causa de uma MERDA de passaporte diplomático, tudo volta à tona. É “fazenda”, é BrOI/Gamecorp, é Corinthians… ô, passaportezinho caro, hein?

Eu, que um dia disse jamais ter conhecido um cara tão inteligente quanto Lula, não posso me conformar com atitude tão burra. Ele se colocou em situação difícil por uma coisa absolutamente desnecessária. Na minha terra, isso se chama dar milho pra bode.


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