Rica Perrone, um trapalhão

Acompanho o Rica Perrone há um bom tempo, e talvez por isso tenha mais condições de avaliá-lo do que a montanha de gente que só o conheceu hoje, graças ao lamentável post “Hipocrisia tem limite”, no qual comentou a punição ao Cruzeiro no jogo de vôlei onde a torcida chamou o atleta adversário de “viado”.

Preliminarmente, é de se destacar que Rica Perrone (apesar de jornalista formado) escreve mal, MUITO mal. E essa forma escrita claudicante acaba embaralhando até BOAS idéias que ele tenha. É importante dizer isso, não para desqualificá-lo, mas porque estamos todos sentando a porrada no cara por aquilo que ENTENDEMOS que seria o pensamento dele a respeito do assunto homofobia,  e a expressão desse pensamento veio de forma escrita.

Pela minha prática de “leitor de Perrones” (é, eu gosto de futebol e leio alguns blogs sobre o assunto por aí), resolvi dar uma dissecada no texto do cidadão e explicar  com uma metáfora VOLEIBOLÍSTICA: Rica tinha um match point na mão: se preparou, fintou o bloqueio, foi pra ponta, recebeu a bola redonda do levantador, subiu 4 metros e, na hora de bater, furou. A bola caiu na própria quadra. Os movimentos, quadro a quadro:

Eu sei, é bonito defender causas nobres e que estejam na moda. Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”. Mas, convenhamos, sem viadagem… já deu né?

Essa introdução já era um prenúncio que ia dar merda. Tá carregada de ironia barata, provocação e referências desairosas a atitudes engajadas. Mas ainda é possível ao autor dar uma arrumada. Insisto, ele vai abordar um tema importante. Adiante:

O Cruzeiro ser punido no Voley porque sua torcida chamou o carinha do outro time de “viado” é a piada do século. Pra mim, é claro. Pra muitos é a “lição de moral” do ano.

Qualé a novidade em uma torcida chamar um adversário de viado? Qual foi o jogo, dentre os últimos 9 milhões aqui no Brasil, onde a torcida local não chamou o destaque rival de “viado”?

Veja o trecho destacado: BONÍSSIMA premissa pra montar um raciocínio bacana e desqualificar a punição, atribuindo a ela o almejado status de “piada do século”. Afinal, como deixou nas entrelinhas do último parágrafo o REINALDO AZEVEDO, essa punição seria cabível até AO CONTRÁRIO (o SPFC, por exemplo, teria de pagar R$ 50.000 a todos os adversários dele, porque sua intolerante torcida insistia em chamar o jogador Richarlyson – do seu próprio clube de coração – de “viado” a cada vez que ele tocava na bola!).

Mas Rica se empolgou (e começou a se enrolar):

Onde é que está o processo contra as torcidas que chamaram o Ronaldo de gordo?

Cadê a liga da justiça pra encher o saco quando xingam a mãe do juiz no futebol?

Não tem ONG “Mamães legais” ainda? Cria uma aí, pô! Se dá grana não sei, mas ibope dá.

Vamos separar as coisas e excluir o oportunismo ignorante, que é o pior que tem.

O sujeito que nasce negro ou branco não pode ser discriminado pela cor que tem. Racismo é CRIME, é absurdo e não faz sentido.

O que não tem NADA a ver com o fato de eu virar pros meus amigos negros e chama-los, carinhosamente, de “Negão”. Pois assim o Pelé, rei do futebol, se chama, por exemplo.

Como nunca dei ataque por ser chamado de “gordinho” ou “alemão”.

São termos que, goste você ou não, perderam o tom ofensivo. É absolutamente popular, comum, inofensivo.

Assim como brincar com seu amigo e chama-lo de “viado”, ou hostilizar um rival com o termo. É normal, não quer dizer que “odiamos você por você gostar de meninos”.

Quer dizer: “Você é viado!”, sendo ou não. É uma forma de mexer com o jogo, só.

Ai, Rica Perrone, você tinha cinco picanhas pra assar e fez uma salada de rúcula pros teus amigos carnívoros? Nem precisa explicar (eu acho, mas se alguém precisar, vá aos comentários e eu respondo).

Ser gay, que no meu conceito é 100% diferente de ser viado, é uma OPÇÃO SEXUAL. Viado é uma “opção pra aparecer”. Assim sendo, é opcional ser gótico, Emo, pagodeiro, roqueiro, palmeirense, flamenguista, etc. Você escolhe o que quer ser e como quer viver. E isso gera grupos que se afastam ou se aproximam de você.

Adoro samba, logo, tenho enorme facilidade em ter amigos sambistas. Não tenho, porém, grandes amigos roqueiros daqueles que andam de preto balançando a cabeça. Sou guitarrofobico?

Porra! São escolhas, e não ofendendo, não menosprezando, é tão direito seu andar de rosa quanto meu andar do outro lado da rua. Qualé?

Você quer ser gay ou amigão da galera? Quer ter direitos ou “mais direitos” que os outros?

Pronto: a partir desse ponto a homofobia do Rica começou a ficar escancarada (mas ele acha uma coisa normal).

Aliás, não seria exatamente uma homofobia, mas uma “homoojeriza”, um “homonojo”, tipo uma placa fincada, com os dizeres: “ae, maluco, tu é bicha, eu aceito porque a galera pressionou, beleza. Mas NEM VEM PERTO DE MIM, eu tenho direito de escolher os meus amigos e não curto viado.”

Ei, Rica, e QUEM te falou que os gays imploram pra serem seus amigos? Eles querem ter o direito de não serem discriminados, de poderem andar pela rua e não verem pessoas como você indo para a calçada oposta, como se fossem eles portadores de uma moléstia infecciosa e mortal. Ou, pelo menos, que não sejam alvejados com tacos de beisebol na Av. Paulista. Aproveitando seus exemplos: por algum acaso você vai pro outro lado da calçada quando vê um emo, um roqueiro, um gordo? Não, eu sei. E POR QUE CARGAS D’ÁGUA cogita fazer isso quando vê um gay na sua linha reta?

Pelo que brigam, afinal?

Porque nunca no esporte ficaram de nhe-nhe-nhe com as ofensas de uma torcida a um jogador e agora vão fazer isso?

Porque ele é gay? E dai? Quem disse que a mãe do juiz não é, de fato, uma puta?

Como fica então as musiquinhas de torcida que ofendem pessoas de outro estado a cada jogo? Puniram alguém por isso?

Fizeram ondinha por isso?

Me lembro que na Vila Belmiro a torcida do Santos meteu faixas tirando sarro do Richarlyson, que jura não ser gay. No outro dia tinha jornal e principalmente moralista babaca na tv dizendo que o “ato homofobico” da torcida….

Que homofobia se ele é homem???????

Homofobico é você, que está chamando ele de gay.  A torcida deu a ele o mesmo tratamento que dá ao destaque do time rival, sempre.

Maior palhaçada esportiva que já vi nos últimos tempos a punição ao Cruzeiro. Ridículo, lamentável e hipocrita.

Pois é, Rica, você poderia ter suprimido 70% do texto já copiado aqui, feito umas amarrações mais firmes e ficaria maneiro. Mas agora é tarde, você já cagou com tudo. O exemplo do Richarlyson e a reação da imprensa é realmente intrigante e configura um paradoxo. Mas quem vai dar crédito a um cara que, linhas atrás, quis defender seu direito de, ao avistar um “viado” ou “gay” (você fez essa classificação com base nos trejeitos da pessoa, mas eu não entendi bem), mudar de lado na calçada? Homofóbico é VOCÊ, com base no que VOCÊ escreveu. Sinto muito.

Eu não sou gay, nunca destratei um gay, não sou homofobico, mas não quero ter um filho gay. Como não quero ter um filho gótico e nem Emo, o que não me torna um “emofobico” ou “Goticofobico” e nem gera centenas de moralistas me enchendo o saco.

Porque? Quem está tendo “tratamento diferenciado” agora?

Sejam gays. A gente aceita. Só não forcem pra ser “exemplo”.

Se querem igualdade, taí. O que querem, agora, é tratamento VIP.

Já nos obrigaram, com razão, a respeitar. Não tentem nos obrigar a gostar.

E é essa a “igualdade” que você oferece aos homossexuais? Você não quer ter um filho gay POR QUÊ, CATZO? Explique, Rica! Faça um post sobre as desvantagens de ser gay! Afinal, se você não quer que seu filho seja, deve ser por algum fator NEGATIVO, né? Que você não queira que seu filho seja um assassino, um bandido, todos entendem. Mas gay, essa coisa que você, todo atrapalhado, tentou dizer que não te incomoda (mas que te faz pular pro outro lado da rua)? Que porra de respeito é esse a uma característica que deprecia tanto a ponto de ser INDESEJÁVEL a um ente querido?

Foi mal, Rica Perrone. Sua argumentação acabou por sepultar sua premissa. De novo, pois você é mestre em fazer isso.

30 respostas para Rica Perrone, um trapalhão

  1. aline disse:

    Curti seu texto. E contudo, eu discordo de um ponto, que é justamente naquilo em que vc o apoia: a tal da premissa boníssima que ele teria pra desqualificar a multa ao cruzeiro.
    O fato de, em todos os jogos, a torcida chamar o adversário de “viado”, ou o que quer que seja, não é argumento pra nada. Primeiro, que os esportes não são iguais, as torcidas não são iguais (se é pra ficar na comparação entre o que acontece num jogo de futebol e numd e vôlei) e, principalmente, não é porque isso sempre foi tolerado que deva continuar acontecendo. Talvez essa punição ao Cruzeiro abra um precedente importante e sinalize mudanças em algumas torcidas.
    Outra coisa: eu não sei em quantos desses casos de ofensa a um atleta alguém entrou com uma queixa e blá. O Richarlyson aguentou calado (ou eu me engano?), e este é meu melhor exemplo de alguém que foi discriminado por torcidas adversárias. Se tivesse levado a ação a cabo, talvez algum time de futebol fosse multado. E finalmente, considerando que a própria torcida do São Paulo hostilizava o Ricky, claramente não seria o caso de indenizar o time adversário (tá, vc estava só ironizando, eu sei), e eu não sei como se poderia conciliar uma torcida que é preconceituosa em relação a um jogador de casa – em muito, tbm, pq quer rejeitar a fama de “bambi” que outros lhe atribuem. Sei, no entanto, que essa era a melhor chance de discutir a dinâmica da homofobia no futebol, e não é pq o tempo passou e o Ricky tá em Minas que os próximos casos de discriminação devam ser deixados de lado.

    Olhaí, Aline: a premissa é tão boa que você fez um texto no sentido contrário! :D Realmente, o Ricky aguentou calado. Pior: quando começou o falatório a respeito, seu staff tentou abafar o caso arrumando uma namoradA pra ele (que durou uma semana) e uma entrevista no “Fantástico”. E sim, futebol é outro esporte. Mas torcida nada mais é do que um monte de gente comum usando o esporte pra extravasar suas emoções. Maior escolaridade, dinheiro ou cultura não garantem que haja mais ou menos preconceito. Taí o Rica (rico, viajado e com superior completo) pra provar.

    • aline disse:

      já avisei meu advogado e vc terá que responder por esse “texto no sentido contrário”. tá me chamando de burra? TOLERÂNCIA!

      HAHAHAHAHA, sua LINDA!

  2. Um amigo meu falou a mesma coisa e vc traduziu bem: poderia ser um texto muito interessante se o autor conseguisse organizar o raciocínio de maneira lógica (aka escrever bem) e não tivesse sentimentos tão complexos quanto aos gays.
    Parabéns pelo texto!

  3. Yuri de Castro disse:

    é isso.

  4. qualquergordotemblog disse:

    Não me surpreenderia se o @1nho resolvesse defender o Rica e se embananasse ainda mais, do jeito que é tonto.

  5. Ademir disse:

    O único jornalista esportivo que mantém a qualidade quando trata de outro assunto é o Flávio Gomes, o que não deixa de ser genial, pois é grosso feito um Land Rover.
    Perrone, Paulinho…você está testando sua tolerância a textos ruins?

    Se eu não tivesse ALTA tolerância a textos ruins, não leria UMA LINHA sobre futebol. hahaha

  6. Esterpherson disse:

    Esse já não é um assunto fácil de debater, imagina então pra ele, que é um PÉSSIMO jornalista…

    O texto dele só serviu pra mostrar que além de péssimo jornalista, também tem um péssimo caráter.

    Ele é OBRIGADO a respeitar o homossexual, então não o trata como igual. Baita hipocrisia dele.

    Mas defendo um lado que o Perrone pouco citou nesse texto idiota: discordo da punição ao Cruzeiro, não acho que isso ajude a combater a homofobia, e quero o direito de xingar os bambis no estádio, a não ser se eles forem REALMENTE viados e se sintam oprimidos e desvalorizados. Só quero que eles fiquem putos com minhas brincadeiras. Acho que é disso que se trata a história.

    A gente brinca com tudo (com a bichinha, o neguinho, o pobrinho) o que a maioria tem que aprender é discernir. Não é brincadeira quando o outro lado é desvalorizado, oprimido….

    Então, Esterpherson, ele até pensou em ir por esse caminho, mas o pneu furou e ele ficou no acostamento, xingando.

  7. Hiran disse:

    uma coisa é um desabafo, o uso de um palavrão como interjeição (o que não é bonito tbém, mas não demonstra necessariamente preconceito), outra é a defesa dele ao direito de odiar os gays (ou quem seja). Se ele não gosta, é um direito (?) dele, mas pelo menos cala a boca.

  8. rafael disse:

    ótimo txt.

    sei lá, cada vez mais acho que essa galera que tem tanto homonojo, como vc classifica, tá mais é no armário. é muita insegurança.

  9. Mario Santiago disse:

    Comparar situações e fazer analogias não é uma tarefa fácil. Juristas, que passam a vida toda estudando doutrinas e jurisprudências, são extremamente cautelosos ao fazerem comparações e analogias, pois sabem que o risco de se cometer injustiças é enorme.

    Pois o Rica Perrone, que não deve ser estudioso de coisa alguma, não foi nada cauteloso e fez comparações descabidas e, lógico, chegou a uma conclusão idiota.

    As provocações e xingamentos de torcedores de times de futebol são totalmente diferentes do que aconteceu no famigerado jogo de vôlei. E por diversas razões, quais sejam:

    1 – No futebol os juízes, os bandeiras ou os adversários são xingados apenas pelo fato de estarem presentes no local, ou seja, quaisquer que sejam o juiz, o bandeira ou o adversário, serão ofendidos. No caso do vôlei a ofensa foi dirigida somente ao jogador Michael e pelo fato de todos saberem que ele é homossexual (embora ele tenha assumido publicamente somente após o ocorrido, é fato que todos no “mundo do vôlei” sabiam, inclusive a torcida).

    2 – No futebol o tamanho dos estádios e a grande quantidade de pessoas coloca os torcedores numa condição de absoluto anonimato, que os incentiva a dizer, e até a fazer, qualquer coisa. No vôlei o palco e o número de pessoas são muito menores, e quanto menor o ambiente, menor a condição de anonimato do torcedor, e, assim, quanto menor a condição de anonimato, mais grave é a ofensa. O jogador Michael podia olhar na cara daqueles que o ofendiam.

    3 – No futebol todos sabem que o ambiente é sempre hostil ao adversário e à arbitragem, pois a paixão e a rivalidade despertam nos torcedores seus instintos mais primitivos. Isso já foi tema de vários estudos que não chegaram a nenhuma explicação razoável. Mas o fato objetivo é que no futebol o ambiente é sempre hostil ao adversário e à arbitragem. É assim e provavelmente nunca mudará. No vôlei praticamente não há hostilidade, pois o esporte é visto, pelo menos no Brasil, como um passatempo, uma diversão, um entretenimento. Quem assiste jogos de vôlei pela TV nota que a manifestação mais hostil que acontece são as vaias.

    Na minha opinião, não se trata de elencar quais são os xingamentos permitidos ou não, e sim de se verificar em quais situações há realmente uma ofensa. No futebol geralmente não há ofensa, pois as pessoas não se sentem ofendidas, diferentemente do caso do jogador Michael, que se sentiu ofendido e reclamou publicamente. Portanto, acho que a punição ao time do Cruzeiro foi justa, e acho também que o jogador deveria buscar indenização na Justiça.

    OPA, se todo mundo no vôlei sabia da homossexualidade do jogador e utilizou isso contra ele, a situação fica bem diferente e se enrola mais ainda pro Rica, invalidando completamente a sua “quase-tese” do “xingamento-brinks”. Equipara-se àquela história da banana jogada no campo pra ofender jogador negro. Não é a mesma coisa que me chamar de bambi ou o juiz de filhodaputa, por exemplo.

    • Carlos Rosas disse:

      acho que nem precisava ser um aficcionado pelo volei, só de ver o jeito do rapaz (voz fina, a forma como fala, aparência – não estou falando no sentido de estereótipo, mas sim como identificação) dá para ver que ele é homossexual, concordo com a opinião do Mário, pois o que mais comprova a tese de homofobia é que a torcida só reagia quando o jogador tocava na bola, principalmente na hora do saque, se isso não é “perseguição” não sei mais o que é.

  10. É o mal daqueles que querem ser polêmicos: não conseguem sustentar seus discursos (sejam elas pertinentes ou absurdas), se perdem e ficam bravos depois com possíveis discordâncias.
    Aqui é assim: vale só a nossa opinião, doa a quem doer.
    Se bem que no caso do Rica, polêmica “desnecessária” num blog sobre futebol.
    O que esse cara “quis”, ele conseguiu: milhões de pageviews e citação na Veja, pelo Reinaldo Azevedo.

    AQUI, não. Pode discutir comigo até cansar

  11. Diego Pereira disse:

    Chamar os adversários de veado, filho da puta, etc são coisas que parecem normais para um ser que vai torcer desesperadamente por um time. Mas o que me causa estranheza nesse caso do vôlei é que os xingamentos foram direcionados a apenas um jogador, que provavelmente os adversários, e por que não alguns torcedores mais fanáticos pelo time, sabiam que eram gay. Será que a torcida fez esse mesmo tipo de manifestação contra jogadores de outros times, independente da orientação sexual deles?

    Sobre o “jornalista”, você já leu os textos do cara sobre o Richarlyson e o tratamento que ele recebia da imprensa?

    Ele achava que o Richarlyson era titular por ser gay, mesmo não assumindo, e por isso era elogiado pela imprensa. Não sou sãopaulino e não assisto com frequência jogos do São Paulo, mas será que ele era tão ruim e inútil que só era titular por que os outros achavam que ele era gay? O ranzinza do Muricy escalaria alguém por esse motivo? Bem estranho esse Rica Perrone.

    Espero que ele não me processe.

  12. André Nogueira disse:

    A confusão do texto que inspira seu post me fez entender que o Rica está procurando motivos para não se tornar gay…

    Ele já até abandonou o SPFC e desandou a pagar de flamenguista, com medo de “se contaminar”. HAHAHAHA

  13. JJAN disse:

    Pode até parecer desperdício intelectual com um texto-traste daqueles, mas você tinha que escrever.

    No mais, interessante a inversão do significado do termo “moralista” que esse moralizador social enrustido comete.

    Se hoje em dia quem defende posições progressistas é taxado de “moralista”, probos defensores da família, da tradição e da propriedade são o quê?

    Ele não tem a MENOR idéia do que disse, não tem capacidade de entender o próprio texto, mesmo com uns 500 “desenhos” rolando por aí tentando explicar a ele. E, quando eu terminei esse post, foi uma sensação de perda de tempo incrível. Mas, como vc me pediu, eu acatei e publiquei.

  14. Excelente, meu caro, como de costume… Queria entender porque o Rica não quer um filho gay. Eu até entendo que haja um receio, afinal, quem quer ter um filho que seja vítima de preconceito? MAs… o próprio pai seria um preconceituoso! Complicado…

  15. André disse:

    Na atual estágio de desenvolvimento de nossa sociedade, alguém ficaria feliz que o filho fosse gay? Eu prefiro que meu filho não seja, porque tem que ser muito macho pra ser viado no Brasil.

  16. Piazera disse:

    Pois é, eu não consigo mesmo fechar a minha boca e acabo sempre arrumando confusão. Mas vamos lá:

    Vinicius, você bem sabe que não sou grande fã do tal Perrone e que a menos de 10 dias atrás, critiquei-o duramente, inclusive com este texto aqui: O palhaço e seu #mimimi. O cara me bloqueou no Twitter e possivelmente me colocou na sua lista pessoal – Esse vai ver só, vou processar ele também!

    Acontece que quando vi toda a agitação no twitter por causa do novo texto Perroneano, mesmo não devendo, resolvi visitar o local e tirar a limpo a história. E para minha surpresa, gostei do texto. Mal escrito, confuso, mas com muitas idéias que se colocadas de forma correta batem com um pouco do que penso. Bem, espero que eu consiga ser claro o suficiente para depois não ser linchado.

    Defender causas nobres virou moda e é bonito – Fato!
    Muita gente pode até levar a sério as tais ONGs, pelo meio ambiente, pelo homossexualismo, pelos direitos humanos… Tudo que é bonito e politicamente correto. O problema é que está na moda e na mídia, então muita gente se engaja (bonito isso não?), mas nem sabe do que se trata e não fala realmente o que pensa. Se falar o que pensa pode ser destruído, e nem todos são fortes o bastante para enfrentar o exército que se forma contra tais atos. Melhor calar então?

    O punimento ao Cruzeiro é a piada do ano, não do século – Fato!
    Diferenciar torcidas, como já ouvi por aí, pelo tipo de esporte não passa de preconceito também. Dizer que no futebol isso já é normal, ou culpar as organizadas por isso é sacanagem. Torcida é torcida e vice versa… Xinga mesmo e não mede palavras, o jogador, como pessoa publica está arriscado a isso. Sim, todos os tipos de estereótipos são achincalhados. Seja gay, gordo ou juiz de futebol. Vestir a carapuça é outra coisa.

    “Ser gay, que no meu conceito é 100% diferente de ser viado, é uma OPÇÃO SEXUAL. Viado é uma “opção pra aparecer””
    Aqui cabe um pouco mais de interpretação. Não vou discutir se ser gay é opção, doença, ou se o cara já nasce assim. Até porque não sou abalizado sobre tal assunto. Mas tenho que concordar que existem gays (que são assim simplesmente) e existem os palhaços (O tal Serginho de um desses BBBs é um bom exemplo) que o fazem muito mais do que o necessário pela simples ânsia de aparecer. E sim, tenho novamente que concordar, ao se declarar parte de um grupo de forma radical (pagodeiro, Rockeiro, emo, gay, hetero…) você corre o risco de abrir mão do convívio dos “diferentes”. Entenda-se que aqui falo do extremismo. Um palmeirense radical não se sentiria bem convivendo com Corintianos, por exemplo, radicais. Normal que se evitem.

    Pelo que brigam então?
    Talvez aqui, finalmente, tenhamos chego a um dilema, e muita gente vai gritar aqui. Entenda que aqui não quero desmerecer a causa. E até acho que nobre que as pessoas lutem por seus ideais e pelo que é melhor para si e seus próximos. Mas tem que se ter muito cuidado para não se aproveitar do momento e exagerar na dose. E isso vale para qualquer causa. E concordo novamente quando o rapaz cita: “Se querem igualdade, taí. O que querem, agora, é tratamento VIP.”

    Espero realmente que eu tenha sido claro em minhas colocações, até porque, caso contrário vou apanhar muito aqui e possivelmente via Twitter… Não me considero um cara preconceituoso. Acho sim que preconceituoso é o cara que cria uma regra como a de cotas na universidade, ou o cara que ao ser chamado de veado quer processar alguém por se sentir ofendido.

    Veja, o ser humano, por padrão, teme o que lhe parece diferente ou novo. Somos todos assim. O homossexualismo (apesar de existir desde os primórdios) se tornou uma coisa nova, a partir do momento que se expos de forma clara. Tentar se impor de forma direta só vai criar reação adversa.

    Temos aqui um problema cultural e Vinicius, convenhamos, você como uma pessoa inteligente sabe que cultura só se altera com o tempo e muita paciência. Tentar impor algo pela pressão é criar um clima de guerra. Corremos o risco de não acabar bem… Mas isso veremos só mais para frente.

    Por fim, do jeito que as coisas estão caminhando hoje, não demorará chegar o dia em que o fato de você não ser homossexual ser considerada uma atitude homofóbica.

    Abraço!

    Ricardo, já que você falou em problema cultural: a cultura de um povo nada mais é que a soma da cultura adquirida por todos que fazem parte daquele povo. Se amanhã eu, você, o teu vizinho e todo mundo passarmos a achar tão NORMAL ser homossexual como ser heterossexual e passarmos este valor a nossos descendentes, não haverá discriminação por este motivo. E, desculpe-me, mas o seu último parágrafo é o discurso da família Bolsonaro, sem tirar, nem pôr, um absurdo sem par e eu acho melhor que paremos essa discussão por aqui, porque te considero tanto quanto você demonstrou que me considera. E não, não vamos brigar por isso.

  17. Anísio disse:

    O melhor texto que li sobre o assunto. Pricipalmente que não vem carregado de patrulha.
    Conheço o Perrone há séculos, ele era dono de um site/fórum chamado F1naWeb e desde lá fazia polêmicas, várias vezes bestas, raras vezes interessantes.
    Nessa ele se perdeu legal, mas Perrone sempre foi um cara basicamente pequeno burguês paulistano médio, daqueles que são ser a favor de pena de morte, assiste e conversa – com ar sério e sábio – novela e BBB, é contra cotas raciais e sociais e não atropela cachorro grande pra não amassar o carro, os pequenos ele destroça!
    E basicamente ninguém tem nada a ver com a vida sexual de ninguém, não há razão pra gostar ou desgostar disso…
    E o ato da torcida foi lamentável e ridículo, se não acharem nada demais ninguém poderá falar nada quando acontecerem atos racistas em jogos de futebol… Não se pode aprovar barbárie em nome de incorreção política.

  18. Anísio disse:

    Primeiro corrigindo:
    – Onde escrevi “daqueles que são ser a favor” é “daqueles que devem ser a favor”.

    E depois uma observação básica.
    E sem paranoias, cada vez que se fica com viadagens em relação aos gays, mais munição dão aos caras e quanto mais se combatem, mais radicais ficam os lados, daí a virarem gays militantes malas de um lado e homofóbicos malas do outro é um passo.
    Há dois ditos populares que falam muito bem sobre isso: “Quando um não quer, dois não brigam” e “A melhro defesa é o ataque”
    Ah! E podem trocar o gays do texto por negros, baianos e discriminados em geral.
    Não sou gay, mas sou negro e baiano, não sou militante de porra nenhuma e acho militância um saco, quando me sinto discriminado eu brigo bastante, mas nada de apelar à militantes ou coisa parecida, sei me cuidar sozinho…

  19. Vic disse:

    Aí é que tá. Não é uma questão cultural. É questão de igualdade de direitos. Hoje, quem é que tem coragem de hostilizar um negro chamando-o de “seu preto”, por exemplo, e defender que é um xingamento genérico apenas para desestabilizar? Não foi, essencialmente, uma mudança cultural, mas uma conseqüência natural (com reflexo na cultura) da conquista de direitos sociais pelo povo negro. E assim também funcionou/está funcionando com as mulheres. Se não pudéssemos votar, jamais começaríamos a ser respeitadas (ou a poder exigir respeito sem isso ser considerado um absurdo).
    Quando começam a se igualar os direitos e, principalmente, o poder econômico, a hostilização passa a ser menos socialmente aceitável. Mas você sempre vai poder continuar odiando na sua privacidade, lógico.
    O que as pessoas como Rica defendem, é o direito de expressarem nojo aos gays publicamente sem serem reprovados por isso, pois “onde já se viu cidadãos de segunda classe reclamarem por se serem ofendidos!” Pra sociedade “achar tão NORMAL ser homossexual como ser heterossexual” é preciso que nenhum direito (como o casamento) ou dever seja negado a um cidadão pelo fato de ser homossexual.

  20. O jornalista deveria ter seguido o conselho dado por velho político quando um outro, ao assumir o microfone disse:
    – Estou sem palavras, não tenho o que dizer!
    – Então cale-se, e sente-se. Disse o sábio.

  21. Marcio Arruda disse:

    Diz um conhecido ditado que o mcaco senta encima do prório rabo e fica olhando o rabo dos outros.
    O senhor é useiro e vezeiro de ficar patrulhando e criticando os outros, no entanto, é parceiro ou subordinado de um sujeito que tem um blog e que vive sugando o Corinthians e os bandidos que “habitam” o clube.
    Sim bandidos. Contraventores, pessoas que já tiveram problemas com cargas (pense nas famílias do motoristas que correm riscos, etc,,).

    Já que gosta de investigar e criticar. Faça uma investigação e verá que o sujeito vive às custas do clube e destes bandidos, fingindo que está trabalhando em negócios deste pessoal.
    E depois, qual a tica que moral que o senhor defende? É ético o cara ser empregado e ter um blog para defender seus privilégios..
    Vai arrumar o que fazer, seu mal-amado e alcoolátra(pelo menos é que o seu parceiro diz pelas alamedas do Parque). Vai se cuidar.. Procure um tratamento.

    “Marcio”, vou até deixar passar esse seu comentário. Você é bom em defecar pelos dedos, mas faz suas cagadas escondidinho por e-mail e nome falsos. Só que tem UMA coisa, rapaz: o seu “estilo literário” é inconfundível, e eu sou bom em identificá-lo e avacalhá-lo, você bem sabe (e rasga o cu com os dedos por isso). Enjoy your 50′ LED TV. O feriadão vai ser longo pra ti, paladino. Ah. só mais uma coisinha: essa estratégia de jogar merda no ventilador e criar intrigas e fofoquinhas só funciona no teu mundinho infame. Abraço.

    • Carlos Rosas disse:

      Nossa recebendo comentário do Chapaulinho? você tá incomodando rsrs isso que é trabalho da imprensa, incomodar, imprensa não deve ser oposição, para isso já existem os opositores (desculpe a redundância) e para ele ter se incomodado contigo você acabou dando uma aula para ele rsrs desculpe o comentário fora de hora, mas fazia tempo que queria expressar essa opinião. abração e continue no pé dos falsos donos da verdade.

      Entenda a situação: ficar quatro dias sem poder botar o pé na rua, sozinho, não deve ser fácil.

  22. Que se dane esse imbecil !
    Falou que o Morumbi foi feito com dinheiro público, e ainda paga de sãopaulino.
    Por isso que a oposição nunca mais vai ganhar uma eleição no clube.
    Viva o Juvenal !

  23. Pra mim isso é invejinha porque ele escrevendo mal fez sucesso e foi para a globo.com e você continua com uma conta gratuita no WordPress.com

    A e “ideia” agora é sem acento ok jornalista?

    Filipe, 1) onde você leu que eu sou jornalista? 2) Antes de corrigir os outros, escreva direito. Faltam umas 10 vírgulas nesse seu comentário, entre outros erros. Eu não sigo a nova reforma ortográfica, e continuarei com minha conta gratuita no wordpress.com, mesmo porque eu escrevo aqui quando, como e sobre o que eu quiser, o blog é pessoal.

  24. ana disse:

    Caramba,
    Vc é um babaca.. maioria das pessoas pensa como o Rica. Não quero ter filho gay tbem. Não sou homofobica nem odeio gay, mas não é certo, nem é opção. Tá errado e ponto final. Aceitem.

    Adoro quem se acha no direito de abrir um comentário com um sonoro “vc é um babaca…”. Geralmente são aqueles que também se acham no direito de impor aos outros o que é “certo”. E que, claro, pensa como “a maioria das pessoas”. Nada como nascer um filho gay do teu ventre pra te dar uma lição de vida e de amor. Passar bem.

  25. marcos disse:

    vc é muito hipócrita, vá fazer algo melhor da vida ao invés de escrever essas bobagens pseudo-intelectuais na internet

    Tá. Já vou, só um minutinho.

  26. Flip disse:

    Isso me parece ate piada…
    Vc fala muito quanto a respeito, mas vc mesmo nao respeita a opiniao alheia!!
    Eu tb nao quero ter filho gay! E dificil p/ vc aceitar isso??
    Posso te dizer q eu assinei peticao p/ acolher casamento gay (moro nos EUA) e tenho muitos amigos gay. Mas como respeito a MINHA opiniao eu tenho direito de querer ter um filho q nao e gay.
    Muitas pessoas pensam em ter filhos loiros.. quer dizer q morenos sao ruins??
    O problema q eu identifico em pessoas como vc e q vc somente aceita opinions de pessoas q concordam com vc, mas se nao concordam as mesmas sao ignorantes ou racistas…

    Flip, o problema não é vc QUERER ou NÃO QUERER, mesmo porque nessas questões a tua vontade nada importa, teu filho vai nascer do jeito que vier e vc vai ter de aceitar. O problema que eu identifico em pessoas como você é não saber diferenciar DISCORDÂNCIA de NÃO ACEITAÇÃO. Eu aceito até opiniões sem pé nem cabeça como a tua, tanto que está publicada, mas não concordo e tenho o mesmo direito de escrever o que bem entender a respeito. Aliás, você também pode fazer um texto tecendo loas ao ínclito Rica Perrone, basta montar um blog teu.

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