Jornal brasileiro atropela imprensa mundial e revela, em primeira mão, a CAUSA DA MORTE DO CANTOR MICHAEL JACKSON! EXCLUSIVO!

julho 4, 2009
Da série “Mas o que isso tem a ver com aquilo?”
Eu estava numa banca de jornais filando o que desse para filar, e veio o assunto de repercussão do momento. A certa altura, discutíamos sobre a possibilidade de o cantor Michael Jackson ter sido vítima de uma ardilosa conspiração cujos mentores seriam José Sarney e o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, com o claro objetivo de desviar as atenções das denúncias que ambos estão sendo alvos.
Aí o jornaleiro começou a folhear o glorioso jornal de esportes, o Lance. E o mundo, mais uma vez, se curva à imprensa brasileira. Observem aquilo que o Lance escreveu na capa da edição de sábado ( 26.06 ), sobre a morte de Michael Jackson:
A MORTE DO PELÉ DO POP
Michael Jackson morre nos EUA após sofrer parada cardíaca, um dia após a histórica classificação americana para a final da Copa das Confederações”

Trata-se, descobriu o jornal, de uma claríssima relação de causa e conseqüência: devido à histórica classificação da seleção americana de futebol à final da Copa das Confederações, o coração do torcedor fanático de soccer Michael Jackson pifou. Não aguentou a emoção! Caput!

Após a classificação ( e não antes ), o cantor faleceu. O advérbio “após”, aqui empregado, denota “consequência”, e não “período de tempo”. Quer dizer, ficou meio ambíguo. Os jornais – os sérios, os “formadores de opinião” – costumam fazer esse tipo de coisa direto. Este exemplo, a meu ver, é bem didático. Por isso, merece o destaque aqui em nosso blog. Uma lição empírica do jornalismo praticado aqui na terrinha.


Morreu? Antes ele…

junho 5, 2009

Somente alguém tolerante e reconhecidamente sábio como o Vinícius para escrever um longa-metragem lírico, com a provável intenção de fazer aqueles acéfalos pensarem um pouco.

Por isso, estou com o André: ESQUEÇA!

Já faz um tempo que estou para escrever algo sobre futebol, mas para mim é o tema que merece o mínimo esforço. Aliás, em breve mudarei este “Gravatar”, que alude a um tempo em que eu era “fera” no futebol de botão. Naquele tempo – nem tão distante e, por isso, é mais difícil aceitar o que vem ocorrendo, já que o “passado” está ainda fresco na memória- você não matava e nem morria por causa de uma bola.

Mas o esporte, em si, é o de menos. Vivemos numa sociedade “malandra”. Mas não o malandro que faz do limão uma limonada. O malandro que, numa situação emergencial, improvisa e compra um vidro de Super Bonder para “colar” um coração e estancar uma hemorragia, coisa que não está prevista nos compêndios de medicina, mas que salvou uma vida. Esse Brasil já era. O malandro atual que me refiro é um adolescente chorão no corpo de homem feito. E um adulto que tem tempo de sobra para não pensar em nada e um monte de propaganda consumista na cachola. A escolaridade é o de menos. O pai de muita gente não sabia ler e escrever, mas sabia exigir dos filhos que pedissem licença e agradecessem. Que não deixava os filhos para os outros tomarem conta. Em suma, eram pessoas grosseiras, mas que tinham vergonha na cara. Que sabiam que seu nome era uma das poucas coisas valiosas que possuiam. Que não cortavam o cabelo de um jeito, só porque um debil mental ( que ficou rico num programa onde a regra é ser mau-caráter ) corta deste jeito.

Era um tempo em que  a palavra “humildade” era representada por um Jesus Cristo lavando ou beijando o pé de alguém, e não um eufemismo dito por alguém que não sabe  ( por falta de amadurecimento e masculinidade ) ouvir um “não”, e fala enquanto gesticula como se estivesse te apontando uma arma ( no caso, o certo seria “umildade” ) para te intimidar ( “na umildade”, claro ) e conseguir as coisas de seu jeito. E cada vez que eu olho ou escuto um destes jogadores da atualidade se “expressando”, eu vejo um desses torcedores limítrofes ( Marcos, Kaká e Rogério Ceni à parte, claro ).

E, seria exigir muito desta geração de jogadores, que tivessem alguma articulação intelectual e coerência para que, em protesto a esse estado de coisas, decidisse não mais jogar bola, recusando o papel de “motivo” das brigas e tretas. Em último caso, lembrem-se, os jogadores “defendem” um clube, um time, e é em nome destes times que os tais torcedores fazem as cagadas de praxe. Mas, dizem que o espetáculo deve continuar. A sociedade do espetáculo exige isso: quem quiser “espetáculo”, deverá abdicar do amadurecimento. Em suma, deverá permanecer uma criança teimosa e birrenta. Decorre daí que o resto da sociedade que não aprecia o mesmo tipo de “espetáculo”, deverá se submeter aos caprichos infantis da maioria infantilóide. Que não aceita “nãos” e nem limites. Vejam: alguém pode me explicar quando foi que o futebol assumiu um status de intocabilidade? De inquestionabilidade? Que passou a ser algo líquido e certo na vida das pessoas, a ponto de alterar costumes e cotidianos, sem contestações? Oras, até quem não gosta deste esporte tem a vida interferida por algo que não deveria passar de “gosto e interesse” pessoal de outrem.

Um exemplo: se, quando um filme brasileiro ( sei lá, pode ser o “Quatrilho” )perdeu a disputa pelo Oscar, os fãs e apreciadores de Cinema revoltados, passassem a quebrar tudo o que vissem pela frente, o que se diria? Diria que eles não tinham o direito de fazer isso. Ora, mas se eles são cinéfilos fanáticos ( como “torcedores fanaticos” ), eles teriam o mesmo “direito” de fazer quebra-quebras, não? Por quê o futebol merece um tratamento privilegiado, se é apenas questão de “gosto e interesse pessoal”, ainda que de maior alcance?

Que vocês acham daqueles que tatuam seu amor pelo clube no corpo todo? Que se tornam um personagem de quadrinhos que só fazem uma coisa e só agem de um modo, de forma que você já sabe o que ele vai fazer?

Enfim, há duas escolhas para ( verdadeiro ) o fã de futebol: torcer para que o Tostão viva 200 anos e prossiga escrevendo elegantemente como sempre faz, ou seguir se entupindo de Lance, um jornal feito por e para debilóides cuja única preocupação na vida é seu time de futebol. O tipo de “rivalidade” boçal que estes jornais ( eu usei o Lance como exemplo, mas pode ser estes “Mesas Redondas” ) estimulam não os exime de culpa. Tratam os jogadores mental e intelectualmente incapazes como deuses e referenciais. Alguém um pouco mais preparado, como o citado Rogério Ceni, é apresentado ou visto como “arrogante”. A popularizice vulgar e obscurantista é vista como algo positivo. Como se o popular de antes não fosse melhor que o popular atual ( sabe, tipo Elizete Cardoso ou Jacob do Bandolin versus “O Créu” )

Aliás, há uma terceira: deixar que se matem e boicotar o futebol, que já torrou o saco.


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