Choque de gestão é isso aí.

Cheguei em casa pregado, e minha filha Nicole veio me receber com a notícia:

– Papis (é assim que ela me chama…), a professora pediu para levarmos material de limpeza para a escola, porque lá está faltando…

Nicole estuda na Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, uma das chamadas “escola modelo”. Aquela mesma onde o ex-governador Alckmin deu a primeira aula do ano, com transmissão da Globo no SPTV.
Nesta escola estudaram diversos ilustres, mas um deles é emblemático: FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, ele mesmo, o emplumado-mor-grão-vizir dos tucanos. É isso: a escola do FHC não tem material de limpeza.
A escola do FHC, quando nela se entra, parece aquelas escolas do Bronx retratadas nos filmes. Paredes pichadas, grades por todas as janelas, alunos dispersos no pátio por falta de aulas. E, agora, falta também material de limpeza.
Costumo ir às reuniões de pais. Deparo-me com muitos professores visivelmente despreparados, que falam mais errado que o Lula. Sempre pedem a colaboração dos pais, seja com contribuições para a APM, seja com material de consumo (papel para copiadora, por exemplo). Quando recebo um informativo impresso, ele é tão pequeno (para caberem mais exemplares em uma folha) que preciso de lupa para ler alguns. Ou então vêm em linguagem telegráfica (ou de internet, para ser mais moderninho). Todo centímetro é precioso. O velho mimeógrafo a álcool trabalha a todo vapor.
Lá tem uma “sala de informática”, fechada há anos, por conta de um ato de vandalismo (destruição de cabos) não reparado. Meia dúzia de professores e abnegados carregam a escola de FHC, com mais de mil alunos, nas costas.
Leio no Diário de SP que, em Guarulhos, alunos rebelados pela proibição, pela diretoria da escola, de saírem do recinto escolar quando tivessem “aula vaga” – eufemismo para “professor não veio trabalhar” -, simplesmente PROVOCARAM INCÊNDIO E QUEBRA-QUEBRA, bem aos moldes das rebeliões nos presídios insufladas pelo PCC. Já disse isso outra vez, mas não custa repetir: um governo que se jacta de ser o que “mais presídios construiu” e o que “mais prendeu” deveria dizer também que foi o que MAIS BANDIDOS FORMOU. A escola pública de São Paulo é uma pré-FEBEM. Com doze anos de governo, qualquer pessoa séria e competente colocaria a educação paulista nos trilhos.
FHC e sua turma tiveram todo esse tempo para melhorar o ensino público em SP, e o resultado foi este. Paulo Renato, Chalita e quejandos fazem a alegria de Di Gênio & Associados.

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