Tormento Olímpico – 5

Agora, vai: com as seis medalhas conquistadas até o momento, o nosso querido Brasil é o 38º da classificação geral, atrás apenas das potências de sempre, mais: Jamaica, Cazaquistão, Zimbabwe, Etiópia, Mongólia, Azerbaijão, Quênia…

Nos tempos em que nadadores tinham bigode e pêlos embaixo do braço, a participação brasileira nos jogos olímpicos era de uma dúzia de esportistas abnegados, sem apoio algum, e sempre aparecia um gênio que tirava um resultado absurdo e nos garantia não “zerar” no quadro de medalhas. Agora levamos um batalhão de chorões, com patrocínios pessoais e governamentais, que saem daqui arrotando “chance de medalha” e, na derrota, culpam o tempo, o nervosismo, a organização (dos jogos, nunca a do COB), os adversários. E choram, COMO CHORAM!!! Choram quando ganham, quando perdem. Na modalidade “choro olímpico”, o Brasil ficou com o ouro, prata e bronze.

Esse foi o “Projeto Olímpico” brasileiro: investir um caminhão de dinheiro no atletismo, na ginástica artística e na natação, para receber o máximo de medalhas possível e figurar no ranking esportivo da mesma forma que está no ranking econômico – no G-20. Mas as medalhas brasileiras virão dos de sempre: judô, vela, esportes coletivos, e uma ou outra “perdida” em outras modalidades. Tudo como antes, quando não se tinha o dinheiro. Será que o problema era dinheiro??

Dinheiro é problema, mas problema maior é NÃO SABER INVESTIR o dinheiro. Não há investimento no esporte de base (esporte de base não é só dar dinheiro pra federação organizar campeonato infantil – é EDUCAÇÃO); atletas não nascem em árvores. O atletismo brasileiro tem marcas fraquíssimas em relação aos países desenvolvidos, bons resultados somente em torneios descartados pelos grandes atletas (tipo o “grande PAN”), mas a ilusão da “chance de medalha” é mais vendida por aqui que produto chinês na 25 de março. Isso serve somente para as federações captarem recursos de incautos e/ou espertalhões, e para a TV vender suas cotas de publicidade.

Devemos fechar essa olimpíada no tal G-20, pois virão mais uma ou duas medalhas de ouro dos esportes coletivos. E vamos ter de aguentar os Nuzmans, Coaracys e Lulas dizendo que foi a “melhor participação de todos os tempos…”, que “valeu o investimento…”.

Resultado por resultado, 15 corredores jamaicanos valem mais do que 277 “atletas brasileiros”. E devem custar BEEEEM menos. Mas “O Esporte da Globo é torcer pelo Brasil”, fazer o quê…

A “CORDA”, BRASIL.

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