Depois do vendaval, o que sobrou?

A paz e a monotonia, aos poucos, voltam a reinar por aqui. Esses 15 minutos de fama internética trouxeram coisas boas: gente nova (e boa, voltem sempre!) apareceu e opinou até em outros posts mais antigos, reencontrei um cara que não via há mais de 20 anos, apaguei uns 30 comentários “cheios de ódio e malícia”*, versando sobre cicatrizes e mãos peludas. E ganhei, de graça, ensinamentos de alguns comentaristas.

Um, em especial, falava sobre o uso da palavra “mídia”. Disse que o vocábulo é típico de “lulopetistas” (sic) apedeutas. Como se o uso do neologismo “lulopetista” não fosse marca registrada de adoradores “mainardianos”, “azevedianos”, “olavodecarvalhianos” e…”demotucanos”! É muito difícil ser original e criativo, eu não consigo. E você também não.

Eu também não costumo usar “mídia” para definir imprensa. Usei no “post do tumulto” porque era o nome do movimento encabeçado pelo Eduardo Guimarães.

Aliás, quem popularizou o uso dessa palavra para definir os meios de comunicação foi o pessoal da publicidade, muito antes do Lula ter perdido a eleição pro Collor. Tem até cargo com o nome nas agências (“eu sou o ‘mídia’ da Ogilvy…“). Seguindo o raciocínio do(a) comentarista, os publicitários devem ser todos uns “vermelhinhos nojentos” disfarçados de “yuppies pós-modernos”(?), com seus termos em inglês a cada 5 palavras em língua nativa e sua fala pastosa de pós-adolescente. Vão começar a “new bolivarian republic – the revolution thru advertising (join us!)“.

Ele disse que não volta mais. Pena.

Teve também uma tal de Luciana, que mandou “eu me catar”, porque, segundo seus míopes olhos (tá abrindo muita janela ao mesmo tempo, fia!), eu tenho na minha lista de blogs favoritos o BLOG DO LUIS FAVRE. Não sei onde ela viu isso aqui, e eu nem sabia que o marido da Marta tinha blog. Aliás, bem corajoso, ele… Pronto, Luciana, agora tem o link para lá. Servimos bem para servir sempre.

Obrigado a todos pela visita. Se eu soubesse que viriam, teria feito café (e enchido o blog de “Adsense”, porque tô duro). Valeu!

* por Mano Brown, em “Um Homem na Estrada”

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3 Responses to Depois do vendaval, o que sobrou?

  1. andre.nogueira disse:

    Viu como, mesmo qdo criada sem querer, a polêmica vende?
    Por isso que o Professor Frávio Plado é o que é hj. (voltando o assunto pros “crônicos” esportivos)
    Abraço!

  2. Vinicius Duarte disse:

    É verdade… Flávio Prado, Milton Neves, Chico (argh) Lang… Os reis das falsas polêmicas. E grandes “homens de MÍDIA”, no sentido publicitário da palavra (tem que explicar, senão me ensinam de novo).

    Aliás, se tem uma coisa que me deprime são os “recrames” do mesa-redonda”… Agora tem até teatrinho!

    “- E aí, Chico, já licenciou seu carro? Cuidado…

    – Ah, sim, Flávio, passei lá na SODESP e foi jóia! Parcelaram as multas em 24 vezes!”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

    Abraço

  3. andre.nogueira disse:

    Cuidado com esses “Kas” pois se tiver só 3 pode ter outra polêmica.
    “Chico, vc sabe que eu sou ruim de volante, né? Então, sabe que eu ralei o carro novamente esta semana.”
    O que tem a Sodesp com as calças?
    É funilaria?

    O que me deixa pessimista é saber que um cara desses forma novos jornalistas…

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