Adversário ruim dá jogo feio

Quem já jogou bola na vida, sabe: se o seu time tem boa técnica, esta tende a piorar quando se enfrenta um adversário ruim. Time bom contra time grosso dá jogo feio, não adianta. Mas este post não vai falar de futebol.

Dei uma acompanhada em mais um affair protagonizado pelo beletrista e imortal Reinaldo Azevedo, desta feita contra Marcelo Coelho, da FolhaSP. RA foi o de sempre: ironias toscas, grosseria, chiliques em caixa alta, “vermelho e azul”, e por aí vai. Sem novidades. Mas eu não gostei, mesmo, foi das respostas (três) do Coelho. Ele é capaz de fazer melhor. Foi chocho, raso e “paz e amor” demais. Mau sinal. Marcelo Coelho não é perna-de-pau, mas jogar contra RA deve reduzir bastante a sua técnica.
Andei lendo umas coisas do Carlos Lacerda. O Paulo Francis, eu pude acompanhar ao vivo. E eu cheguei a uma conclusão: o atual deserto de idéias e bons articulistas ditos “de direita”, “conservadores”, e o cacete, é preocupante. Preocupante  pois a dita “esquerda”, acomodada pela falta de combatividade séria vinda do “outro lado”, também está jogando mal. Quem começou primeiro com a falta de técnica? Não me pergunte.
Isto está desencorajando muita gente a se interessar por política, pois o jogo está feio, sem graça, sem arte. Mesmo quem “quer jogar”, só o faz “em casa”, isto é, se o cara é “de direita”, só lê o RA, e vomita tudo o que ele diz, sem criticar (maldito ctrl-c-v!). O mesmo processo ocorre com os “esquerdistas” – atenção, têm aspas em todos esses rótulos! -. Já um monte de vezes critiquei esse maniqueísmo, que só faz empobrecerem os discursos de ambas as partes e obscurecem o entendimento sobre qualquer assunto.
Vai ver que é assim mesmo, tempos modernos, e tal. Mas eu sinto que estamos caminhando para um processo de despolitização progressiva das pessoas, enjoadas com tanto blablabla inútil, citações estéreis e fora de contexto, lógica torta, xingamentos, desqualificações. O bom e esclarecedor debate de idéias está morrendo, para dar lugar a um inócuo, porém sanguinolento telecatch verbal.
Vou desligar o PC e ir assistir ao BBB9, tá dando quase na mesma.
PS.: Sobre o post anterior (do Protógenes): coloquei hoje um comentário no blog do PHA sobre a “minha versão” do “atentado” (aquecedor de ar da cabine rompido), no post onde o Paulo Henrique mostra, como se fossem as chagas de Cristo, as queimaduras no pé do delegado. Sem ofensas e sem juízo de valor, apenas aventando aquela possibilidade. Foi limado, afinal não “ornava com a postagem”. Vai crer em quem, cara? 
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