A fantástica fábrica de ignorância.

Li hoje na Folha de São Paulo a notícia de que 1500 professores que tiraram nota ZERO em prova de seleção aplicada pelo Governo do Estado de São Paulo poderão dar aulas neste ano.

O sindicato da classe – APEOESP – com o argumento de que 1500 dos 3500 professores temporários ZERADOS estão atuando na rede há muitos anos e não podem ser excluídos por uma “provinha”, conseguiu suspender o resultado do exame por meio de decisão liminar da 13ª Vara da Fazenda Pública.

Cerca de 50 mil professores temporários da rede seriam substituídos por outros de fora que obtiveram resultado superior no exame. A suspensão do resultado do exame impedirá que isso seja feito. Será o triunfo dos incompetentes.

Analisando a média de cultura, capacidade de interpretação de textos, redação e raciocínio lógico de jovens trabalhadores egressos do ensino público (e particular de 2ª linha), chego à conclusão de que os professores com 100% de ERROS no exame são os mais eficientes de todos. São os únicos que conseguem ensinar tudo o que sabem aos seus amados alunos.

A melhor solução seria a abertura de concurso público para redução dos temporários. O governo, no entanto, posterga essa decisão por conta do aumento dos gastos públicos com professores efetivos.

Governo e Sindicato estão errados. O primeiro por ser totalmente negligente com a educação, em todos os aspectos, há muito tempo, o segundo por demonstrar pouca preocupação com o tomador do serviço educacional (o primeiro também) e incentivar a premiação da incompetência.

É impressão minha ou o rabo está balançando o cachorro?

PS: Alguns alunos dos professores zerados seguirão a profissão dos mestres. (Qual foi, ou seria, a nota dos professores dos zerados?)

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One Response to A fantástica fábrica de ignorância.

  1. Vinicius Duarte disse:

    Cara, isso aí é um vespeiro monstro: de um lado, a APEOESP, que não tem como prioridade a melhoria na educação pública (não que seja contra, muito pelo contrário), mas digamos que, em primeiro lugar, as prerrogativas e interesses de seus associados.

    De outro, o glorioso governo paulista, que acha que vai resolver um problema que ELE criou (e não adianta tirar o cu da seringa, a obra é dele, mesmo!) na base do “bônus”, como se dinheiro comprasse preparo para dar aulas.

    Mandou bem, como de costume.

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