A Índia já era: minhas idéias para novelas da Globo ( 2 )

Para você entender do que se trata, comece ( será preciso ) pelo seguinte post: A Índia já era: minhas idéias para novelas da Globo ( 1 ) . Depois de terminada a leitura, retorne e prossiga naturalmente ( será que eu tenho que explicar tudo!??? ). Se, ao terminar de ler, ficar com alguma dúvida, lembre-se: ainda não passam de esboços, e tudo pode mudar.
EUA/LAPA ( RJ )
Empresário norte -americano, James Dylan ( Guilherme Fontes ) ganha milhões de dólares numa pirâmide que ele inventou, se torna procurado pelo FBI mas, graças a amizade de seu pai Charles ( Tarcísio Meira ) com a família do ex-vice-presidente Ronald ( Ricardo Montalbán, fazendo uma pontinha rápida, para dar sentido a este post, já que não consigo imaginar ninguém para este importante cargo), Costello – agora lobbista da indústria das armas e, nas horas vagas, também batalhando em nome das companhias de petróleo – consegue fugir para o Brasil. Aqui, digo, no Rio, ele conhece Rosa ( Dira Paes, mmmm… ), uma trocadora de coletivo da linha Lapa-Niterói, e passa a rever seu comportamento um tanto corrupto. Assim, se torna patrono de uma escola de samba e de um time de futebol.
Rosa, no entanto, alimenta uma paixão pelo ricaço Galino ( Antonio Fagundes ) que é casado com a hipócrita e nojenta Débora ( Cristiane Torloni ), por sua vez, amiga de outra hipócrita, nojenta e histérica, a empresária Cristiane ( Regina Duarte ), moradora da Barra. Na falta do que fazer, elas criam uma espécie de “clube”, cuja finalidade é denunciar a corrupção que campeia no país. A elas unem-se a empresária do ramo de cirurgias plásticas Regina ( Ana Maria Braga ), uma apresentadora de programas de TV Ana Maria ( Ivete Sangalo ), 0 almofadinha cheio de bons modos Luciano ( João Dória Jr. ) e a bisavó de um político teoricamente corrupto, sra. Ivete ( Hebe Camargo, que foi despedida do SBT ), entre outros bacanas que pretendem falar em nome da população de um país inteiro.
A campanha que fazem cresce a cada dia, mas as contradições e ambições fazem com que o movimento comece a fazer água. Alguns vêem o papel de otários que fazerm, e outros percebem o nítido caráter político-partidário da coisa.
Entrementes, João ( Lázaro Ramos ), o motorista que trabalha com Rose acaba conhecendo Cindy ( Fernanda Vasconcelos ), irmã de James ( o cara da pirâmide, lembram? ), que veio ao Brasil como bolsista de uma Fundação norte-americana, para fazer um estudo ( ou coisa que o valha ) sobre o “Padrões e caráter da atávica hipocrisia das classes-médias de países subdesenvolvidos, especialmente na cidade brasileira conhecida como São Paulo”, e está de passagem pelo Rio.
Cindy acaba retornando a seu país e lá vai atrás dela o motorista João, para a terra do Tio Sam, em busca do amor verdadeiro. Mas nem tudo são flores em seu caminho. Lá, ele se depara com a ultrajante e hedionda irmandade racista da Ku-Klux-Klan que, em reação à eleição de um presidente americano afro-descendente, luta para voltar a ostentar a exuberância de outros tempos, quando influenciava a vida da nação no Norte.
Outros personagens da novela:
– Delécia ( Suzana Vieira ), a diretora de escola que aguarda ansiosamente que seus netos gêmeos completem 18 anos para finalmente ensina-los coisas importantes sobre a vida;
– Simão Graúna ( Mussunzinho ) será o meio-irmão de João, e tentará uma vaga no Flamengo;
– Dudu ( Paulinho Vilhena ) será um surfista playboy de vida mansa que descobre, nas horas que passa na Internet, diversas ( e estranhas ) irmandades e agremiações de supremacia branca norte-americana, e passa a alimentar a esperança de criar associações semelhantes, tendo a Barra como QG e ele, Dudu, como o Führer. Para concretizar o sonho de sua vida, passa a divulgar suas idéias via rede de computadores, chamando a atenção de um bando de playboys, lutadores de jiu-jitsu, frequentadores de shoppings, patricinhas, e desocupados que se divertem jogando ovos nos transeuntes do alto de prédios. Ia me esquecendo: Dudu é filho de Débora, e deve a ela bastante de seu caráter. A primeira vítima da gangue será Simão Graúna, que se salva graças a Zé Veloz ( Chico Diaz, sempre bem ), ex-ponteiro do Vasco que estava passando por ali, junto com a turma da Baixada. Dudu se machuca bastante e, na hora de contar à mãe o que houve, é óbvio que o lazarento mente adoidado ( bom, como se isso fosse fazer alguma diferença ). Débora e suas confrades dispõem de boas relações e contatos na mídia e fazem o maior escarcéu, denunciando a “criminalidade”, a “bandidagem” e o diabo a quatro, tudo na maior cara de pau, já que seu marido é o maior sonegador que já pisou nessa terra.
Como o papel das novelas é criar uma demanda por roupas, cortes de cabelos e tatuagens, essa novela introduzirá no cotidiano dos brasileiros a moda dos capuzes à Ku-Klux-Klan, que terão adaptação à nossa realidade, assumindo cores e formas diferentes das que os gringos usam. Também fará sucesso junto ao público feminino a volta do penteado “bolo de noiva”, que aparecerá na história, cada vez que o protagonista James lembrar de sua falecida mãe, Judy ( Betty Faria, que só aparecerá em flashbacks em preto-e-branco, ambientados nos anos 60 ), que usava tal penteado.
Anúncios

7 Responses to A Índia já era: minhas idéias para novelas da Globo ( 2 )

  1. Vinicius Duarte disse:

    É a reencarnação do Dias Gomes!

  2. Humberto Capellari disse:

    “Janete Clair”…

  3. João (ex-anônimo) disse:

    Muito bons os seus roteiros. Mas registre-os, pois você corre o risco de vê-los sendo surrupiados por algum autor emergente.
    Queria fazer a título de colaboração, apenas três observações:
    1 – falta um nome para as suas tramas;
    2 – faltam cenas na favela e/ou na Baixada, onde rola todos os dias um pagode com feijoada com a pobraiada vestindo Calvin Klein, dançando e comendo felizes da vida sem medo do amanhã; e
    3 – Ricardo Montálban já morreu.
    Você poderia escalar o Lima Duarte no lugar dele, onde depois de mais uma atuação elogiada pela crítica, ficaremos todos com a impressão que ele interpretou o Sinhozinho Malta pela enésima vez.

  4. Vinicius Duarte disse:

    É, Humberto, o Montalban morreu… E o anãozinho da ilha da fantasia (Tatoo), morreu também?

  5. João disse:

    “Olha o avião!!! Olha o avião!!!”
    O Tatoo se chamava Hervé Villechaize.
    Já morreu também. Teve muitos problemas devido ao seu envolvimento com álcool e com drogas pesadas, principalmente após ser demitido do seriado. Suicidou-se com um tiro no peito.

  6. André Luís Nogueira disse:

    Que tal um pouco de furunfação, violência e pouca vergonha ao estilo Nelson Rodrigues?
    Diante das questões respondo:
    O anão Tatu morreu. Só que ninguém tem imagens do enterro.

  7. Vinicius Duarte disse:

    Pô, nem uma fotinha?

    Assim não dá: outro dia eu vi uma cabeça de bacalhau (no animal Planet). Agora está faltando só enterro de anão e filhote de pombo (tem um ninho aqui no telhado, vou subir lá).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: