Bolsa-mídia, mídia no bolso…

O belo blog “Entrelinhas” fez uma análise dos artigos de Fernando Barros e Silva e Fernando Rodrigues na FSP, onde os indigitados “acusam” o governo federal de inaugurar uma nova modalidade assistencial: o “bolsa-mídia”. A chiadeira dos vetustos jornalistas provém do fato do Planalto estar pulverizando os investimentos em propaganda entre veículos chamados “nanicos” – imprensa regional, pequenas rádios, coisa e tal, ao contrário do que fazia o “darling” deles, FHC, que investia pesado nos feudos Marinho, Frias, Civita, Mesquita, Saad… 
A indignação dos jornalistas explica (para quem quer entender, claro) muita coisa sobre o comportamento da “imprensalhona”, no que diz respeito ao noticiário sobre as ações do governo Lula, mas isso é outra história. O que chamou a atenção no “choro folhístico” foi a conclusão de que essa pulverização de anúncios é a responsável, em boa parte, pela populariadade recorde do presidente. Segundo eles, os pequenos veículos, quando recebem verbas, tendem a ser simpáticos ao governo, influenciando seus seguidores. Sim, Fernandos… Mas, e os grandes, não ficam “simpáticos” aos anunciantes que os prestigiam? Vocês vivem de quê, de brisa? Quéminganá, malandro? 
Vamos a dois exemplos, mostrando que a “imprensa grande” é tendenciosa e manipula/omite fatos, em favor de seus anunciantes (públicos ou privados, tanto faz – dinheiro é dinheiro): 
Vocês gritam aos quatro ventos que a taxa SELIC está alta, mas falam bem baixinho quando o assunto é comentar sobre o indecente “spread” bancário praticado pelos Bradescos da vida, que inundam suas páginas de propaganda. Quando vão tocar no assunto, ouvem a FEBRABAN, ou seja, pedem explicações à raposa para dizer o porquê do galinheiro estar vazio de galinhas e repleto de ossadas.
Ou, indo mais longe um pouquinho, NUNCA VI (quem viu, pode apontar) uma só notícia negativa  (aliás, não se noticia nada!)  sobre as CASAS BAHIA, que cobra juros extorsivos dos clientes desde a sua inauguração. Se depender da imprensa, seremos os últimos a saber que a rede de lojas quebrou (se ou quando quebrar). É devaneio pensar que essa “proteção” ao Sr. Klein vêm do fato de quase a metade do papel gasto em um jornal vir impresso com propaganda da rede varejista?

Se a “imprensalhona” é sempre “boazinha” com anunciantes privados, por que não seria com anunciantes públicos?
Não é o objetivo aqui entrar no mérito do acerto ou não da tal pulverização, mesmo porque, como já escrito aqui, eu sou TOTALMENTE CONTRA qualquer propaganda paga de governo. Esse falatório é para simplesmente constatar que a azia do Lula quando lê a imprensa grande” está queimando no estômago deles. E “eles” acham que Serra é o “sonrisal”. 
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3 Responses to Bolsa-mídia, mídia no bolso…

  1. Ademir disse:

    Concordo com o post, tbm acho q não deveria ter verba governamental para publicidade, mas vai tirar pra ver…hehehe
    Tenho amigos jornalistas q não me cansam de falar histórias de patrões q começaram a meter pau em prefeitura X pq parou de anunciar no jornal…
    Se é assim em prefeituras imagina no plano federal?
    Gravatai fez um post oposto (mas honesto)a esse, impressionante como ele mudou nos ultimos meses…

  2. Vinicius Duarte disse:

    É, Ademir, nunca vai acabar essa boquinha da imprensa. Mas eu acho que o problema é que antes os caras disfarçavam, comentavam intramuros, agora tá lá na pag. 2 dos jornais. Veja essa aí de cima, do Noblat. Os caras perderam a mão, totalmente!

    E, como diria a Carla Perez, o Gravataí Merengue deu “uma guinada de 360º na carreira!”. Mas é um cara bem preparado. Mesmo quando escreve algo que eu não concordo (tem sido a maioria das vezes), sempre se aproveita algo. Leio o IM sempre.

  3. Humberto Capellari disse:

    E o Serra, claro, gasta os tubos de maneira concentrada, às vezes talvez incluindo publicações minúsculas tocadas por algum aliado. A pulverização, na pior das hipoteses é mais, digamos, “democrática. O Mino Carta dizia que o FHC jamais fez anúncios na Carta Capital. Veio o Lula, anúncios começaram a pingar, e os penas-pagas começaram a dizer que o Lula “comprou” a CC, com sua vultosa tiragem.

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