Falar de arbitragem é encher linguiça

Juiz bom era esse aí!

Juiz bom era esse aí! Octávio Augusto no impagável "Boleiros"

Às vésperas do jogo final da Copa do Brasil entre SCI e SCCP, o presidente do Inter, Fernando Carvalho, lança aos quatro ventos um DVD compilando todos os erros de arbitragem favoráveis ao seu adversário de hoje. Vendo a viola em cacos, depois das derrotas para o SCCP no primeiro jogo da final e para a LDU em casa pela recopa sulamericana, Carvalho apela para a memória recente de uma suspeitíssima intervenção do “homem que vestia preto” contra seu time, diante do mesmo SCCP que enfrenta hoje. O escandaloso pênalti sofrido por Tinga em 2005, seguido da expulsão do mesmo Tinga por “simulação” desse mesmo pênalti, é o mal que Fernando Carvalho tenta evitar que ocorra novamente hoje.

O feitiço deve virar-se contra o feiticeiro: o árbitro designado é inexperiente, e deve estar sofrendo com a pressão. Em geral, quando se levanta suspeição sobre alguém, mesmo inocente, a tendência é o acusado fazer de tudo para se livrar da acusação. Esse é o ponto no qual Carvalho se apóia: o juizão vai ficar tão preocupado em não “ajudar” o Timão, que vai acabar atrapalhando o time paulista.

Esse raciocínio é torto e míope: o árbitro, novato, vai querer mostrar que “não se submete à pressão do Inter”, e, quando a torcida pedir uma falta, a tendência vai ser “do contra”. E o que pode acabar ocorrendo é que essa arbitragem promete ser uma das maiores lambanças dos últimos tempos, com erros crassos contra os dois lados.  Para se tomar uma decisão neutra e isenta, se faz necessária serenidade. Com um clima desses, não dá pra ficar calmo! Tomara que não, mas é pra isso que se encaminha o jogo.

Sobre o “enchimento de linguiça” do título: chega a ser cruel o que vem sendo feito com os árbitros de futebol hoje em dia. Qualquer imbecil percebe que é humanamente impossível, com a velocidade do jogo atual e as “performances dramáticas” executadas pelos jogadores, num jogo praticado por 22 atletas num campo de quase 8 mil metros quadrados, apenas 3 pessoas darem conta de marcar com acerto tudo o que ocorre na partida.

As TVs investem em “comentaristas de arbitragem”, ex-árbitros que agora ficam vendo um lance 500 vezes para, mesmo assim, interpretar errado e vaticinar: “o fulano errou”. Os caras sabem como é difícil, e mesmo assim não aliviam: querem que o bandeira assinale impedimentos de 10 cm., bolas que entraram mesmo estando a 30 metros de distância do lance… E isso interessa a quem?

Por incrível que pareça, aos árbitros “gaveteiros”! Lógico, porque qualquer sacanagem, quando misturada a erros involuntários ou de percepção, passa batida. Ninguém vai saber quando é sem querer ou de propósito! Caminho aberto para Edilson Pereira, Márcio Rezende de Freitas e um cara que já se aposentou, eu conheço e sei que fez “esquema”, mas não posso declinar o nome. Talvez depois que ele morrer, faça com ele o mesmo que a Debbie Rowe está fazendo com o Michael Jackson.

Brincadeira, deixa pra lá.

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One Response to Falar de arbitragem é encher linguiça

  1. André Nogueira disse:

    A arbitragem foi melhor que o Inter.

    Eu sei de quem fala…

    E vou abrir o jogo agora!!

    É o …

    hehe

    Eu já te contei essa história?? Mesmo que você tivesse falado, eu editaria. Aqui é wordpress, mano. Parabéns pelo título. Acho que o SCCP vai fazer barba, cabelo e bigode em 2009.

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