Neste dia, EU queria me enfiar num buraco

Um buraco desse tamanho era pequeno para me esconder neste dia

Um buraco desse tamanho era pequeno para me esconder neste dia

Li um post do meu amigo Humberto a respeito do pedágio no RoboRodoanel, onde apareceu o nome de um fulano, que andava meio “enterrado”. Antes que terminem de tapar este buraco aqui (e minha memória vá junto), vou contar um “causo” do meu tempo no táxi.

Tínhamos uma cliente que era mulher desse cara aí de cima, mas eu não sabia. Quer dizer, eu sabia que eles eram casados, mas não sabia direito o que ele fazia da vida.

No dia do desastre, estávamos todos no ponto acompanhando o desenterramento dos coitados que caíram lá, numa TVzinha de 6 polegadas, quando tocou o telefone: era ela. Fui atender, ainda sem ligar o marido ao buraco, muito menos ELA ao buraco.

Entram no carro ela e a filha (de uns 20 anos), querendo ir ao Shopping Eldorado (para quem não é de SP, fica a uns 500 metros do craterão). Era a formatura de faculdade da menina, ela tava toda arrumadinha, coisa e tal. E, como sói ocorrer com as mulheres, estavam em cima da hora. Esbaforidas, ordenaram: “Vinicius, vê aí o melhor caminho para lá. Estamos atrasadas”.

Só que, naquele dia, NÃO TINHA “melhor caminho”: as ruas estavam todas interditadas, bombeiro pra lá e pra cá, caminhão de TV, o cacete. Falei: “Dona (…), tá difícil por lá, a senhora não viu na TV a merda catástrofe que deu na obra do metrô?“. “Vi.”. “Então, vou tentar ir aqui por dentro dos Jardins, quando estiver mais ou menos perto a senhora vai a pé, que chega mais rápido.” Ela responde: “Mas não muito longe, estamos de salto alto”.

Bem, mesmo “indo por dentro“, o barato estava louco. Aí, numas de “descontrair”, comecei a dizer tudo (bela “descontração”, hein?) que eu achava de errado naquela obra, descendo o porrete (sem saber) NO MARIDO DELA!!!

Depois de uns dois minutos de falação não correspondida – percebi que o clima estava pesando no carro -, resolvi calar a boca e um silêncio sepulcral se fez presente. Liguei o rádio na CBN (a pedido), e apareceu uma voz “conhecida”: era justo o cara (maridão) dando entrevista! Ela pediu para aumentar o volume, as duas começaram a comentar e eu (finalmente!) liguei os pontos. Puta vergonha do cacete, e filme irremediavelmente queimado com ela.

Agora, fala a verdade: o cara deixar desabar uma obra bem ao lado e no dia da formatura da filha, é coisa de padrasto, né? Faz sentido: a menina não é mesmo filha dele, vem do outro casamento da mãe.

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2 Responses to Neste dia, EU queria me enfiar num buraco

  1. Thiago Ferreira disse:

    As mulheres tambem estavam de saias justas? ahahahahaha

    Até eu abrir a boca, não. A filha dela até dava um caldo, hehe.

  2. Putaquepariu!! Ahahahahahahahahahahahahaha! Aliás, que me lembre, VOCÊ é quem me disse que ele ia para a DERSA, não?

    Porra, não lembrava dessa aí??? Depois que ficamos sabendo quem era a figura, monitoramos os passos dele…

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