Amor à primeira vista

O amor é lindo, mas dá seus golpes de vez em quando

O amor é lindo, mas dá seus golpes de vez em quando

Primeiro, uma piscadela no metrô (“piscadela”, não, né? isso foi no meu tempo!); depois, uma troca de SMS; mais adiante, o primeiro encontro.

Pelo jeito, o Juan era bonitão. E devia ter uma lábia irresistível. Mostrou a Sandra um extrato bancário que ostentava um saldo de R$ 15.000,00. Disse morar no Espírito Santo, num apezaço de R$ 1 milhão. A paixão fulminou Sandra.

Primeiro disse ser médico, depois advogado, depois bandido. Mas não era um bandido “pé-de-chinelo”: só pegada forte, “fita” de milhão. Para Sandra, um médico era um bom partido, um advogado era um bom partido, e um golpista desse porte também era um bom partido. E, pelo “príncipe encantado” ela sumiu por uma semana, deixando o emprego recém-conseguido, a filha de 11 anos e a família desesperada. Ela não é mais uma menininha, tem 39 anos.

Quando percebeu ter caído no “golpe do bilhete premiado”, já era tarde: deu a Juan cartão com senha (e sem saldo, felizmente), vendeu o celular para comer e hospedar-se com o novo amado em pulgueiros no centro de SP, e fazer bucólicos passeios de metrô pela cidade, deixando o carro abandonado no Largo São Francisco.

“Foi um amor bandido”, desabafa Sandra, no aconchego do lar, ao lado da filha. Filha que teve sorte (?), porque se a “fita” da Santa Casa fosse real, talvez ela estivesse agora com Juan, gastando os R$ 300 mil do desfalque num desses resorts cheios de coqueiros que pululam pelo nordeste. Mudaria de vida, passando de assistente administrativa para esposa de ladrão audacioso e bem-sucedido. É bom, mas bem que podia ser aquele médico renomado do início do sonho, né? As coisas nunca são exatamente como gostaríamos, mas não é por isso que devemos desperdiçar as oportunidades.

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15 Responses to Amor à primeira vista

  1. Stella disse:

    Caí como um patinho! Ou seria uma patinha não tão inha assim? Quando vi a informação do post no twitter corri pra cá achando que você estava sendo arrebatado pelo romantismo! Ufa! Que susto! Mas cá prá nós: mostrar o extrato bancário não é um tanto quanto broxante? Bj Vinicius!

    Você pode cair nessa, Stella, mas garanto que não sai por aí procurando “príncipe encantado” no metrô, né?. Quanto ao extrato, acho que foi um “fator de excitação”, no caso em tela. Ou não? beijo.

  2. Stella disse:

    Hehehe, não mesmo Vinicius! Aliás, ultimamente não ando procurando “príncipes” (encantados ou não) em lugar nenhum.
    Tenho ficado tanto em casa com meus disk-tudo que corro o risco de “gamar” (antiiigo) no motoboy.

    Motoboy é uma profissão muito arriscada… Melhor um bandidinho. rs

  3. Pô cara, amor a vista com cheques prédatados e cartão de crédito.
    Essas antas veem as mocinhas se dando bem nas novelas e…
    Nem sei por que tô comentando isso.

    Depois que eu vi uma menininha de 15 anos dizer que o “plano” dela era arrumar um marido rico que a sustentasse, não duvido de mais nada.

  4. André Nogueira disse:

    Descobri por que não arranjo uma dama disposta a casar comigo.
    Sempre mostro meu extrato bancário no 1º encontro.

    Isso não seria exatamente um problema, caso você mostrasse um extrato FALSO, né? Porque o teu, velho, sem chance. Lábia tu tens, mas o que falta é a malandragem do tal Juan (don?)

  5. Desculpem-me quem usa mas resta provado que a tintura de cabelo afeta o(s) neurônio(s).
    Essa moça(?) pensa que está em uma novela onde tudo pode?
    Ah! É capaz do AlvaroCPIDias querer uma cpi provando que a culpa é da Petrobrás afinal ela estava de metrô por culpa do preço da gasolina.

    39 aninhos, a criança… Sabe nada (ou pensa que é mais esperta que o restante dos ursos)!

  6. Peraí! O cara disse que era advogado e ela ainda continuou gamada. Depois, disse que era bandido, e ainda assim a donzela insistiu no caso? Quer dizer que quando o amor de sua vida aplicava golpe “só pegada forte” nos outros, era perdoável e até…romântico? Ora, mina, se fú, meu.

    Você não entende o que é amar, seu insensível, coração de lata!

  7. André Nogueira disse:

    Pô,
    Tava pensando cá com meus botões … (“pensando” é força de expressão)

    Médico: tudo bem.

    Bandido: vai do gosto da moça.

    Mas, advogado???? Leguleio, Rábula! Por isso que ela teve um momento de sanidade e voltou pra casa. hehe

    Ela é multifacetada. Talvez o seu amor seja medido em reais, dólares… Sei lá… Mas o cabra não tinha nem OAB.

  8. Alê disse:


    Tsc…tsc…

    Quantos comentários cruéis. Quanto juízo de valor!
    Qual o problema?

    A…hum… moça, morando com pais, irmãos, filha pré-adolescente (possivelmente uma peste mimada pelos avós), com um empreguinho de merda e sem expectativa nenhuma de viver alguma emoção arrebatadora resolveu chu(t/p)ar o pau da barraca e apaixonar-se pelo primeiro sujeito REALMENTE interessante que encontrou em anos.

    Viveu uma bela aventura de alguns dias que não causou nenhum prejuízo e que vai permitir a ela fantasiar um romance perdido e assim suportar melhor a vinda, em breve, da menopausa.

    Palmas para ela! Teve coragem de fazer o que muita gente sonha mas não consegue.

    Bandido por bandido, estelionatários, IMHO, são mais glamurosos que políticos corruptos, executivos poluentes, ongueiros de araque e toda a casta de gente que se traveste de honorável cidadão, mas não passa de criminoso. Ou hipócrita.

    Morei em Porto Seguro (Ba) durante anos e lá há um fenômeno interessante.
    Mais comum nas férias de julho (mas acontece de fato o ano todo) quando secretárias, bancárias e professoras (mulheres na faixa dos 35/45 anos) vão (graças à CVC) passar uma semana no paraíso e acabam ficando por lá, perdendo a data de volta.

    Apaixonam-se pelos capoeiristas, capeteiros e lambadeiros e ficam por lá, morando em cortiços e apanhando dos amantes (quando a grana acaba) até serem resgatadas pela família ou despertadas pelo bom senso (hahahaha).

    Voltam para suas cidades a contragosto e juram trabalhar com afinco, ganhar mais dinheiro e retornar em definitivo.

    Isso é tão frequente que esse tipo de mulher é rotulada e apelidada de “secretarinhas de ribeirão preto” (não me pergunte). Dá para reconhecê-las assim que saem do hotel, na primeira noite.

    Há tb as meninas que vão, em grupo, para Porto Seguro, durante a semana-do-saco-cheio (essa semana agora de outubro). Vão em comemoração pela formatura do 2o Grau.

    Tb se apaixonam pelos capoeiristas (uns neguinho bronco e desdentado que…pelamordedeus!) e abandonam tudo.

    É tradição vermos no início de novembro, pais descabelados e aflitos, circulando pelas ruas, pregando cartazes nos postes, com a foto da desaparecida, até que alguém, por compaixão ou grana, os levam à favela do rato molhado, invariavelmente o local onde as desaparecidas estão residindo (e apanhando, passando fome)

    Mulheres…(são malucas, sim. Mas ô coisa boa!!!)

    Alê

    Vixi… quibeleeeeeza!

  9. Evora disse:

    Acho que toda mulher já quis enlouquecer e jogar tudo pro alto, isso sem nem viver um grande amor…imagina se apaixonando por um charmoso médico-advogado-bandidão-pica-grossa, que te trata como rainha (do metrô e do centrão).
    Minha maior curiosidade é ver a cara do distinto.
    Vcs leram a matéria do G1? Ela está sendo forçada a renunciar ao seu amor, só não foi se encontrar com ele novamente porque a família não permitiu.
    Além de viver uma paixão arrebatadora, ainda é uma paixão proibida.
    Quem resiste a todo este apelo?

    Tem uma imagenzinha no vídeo do G1, mostrando um cara meio grisalho. Quem resiste? Sei lá, isso é coisa que só mulher entende.

  10. Angelo disse:

    Eu sou TOTALMENTE a favor de termos como “piscadela” de volta ao “cancioneiro” nacional. Faz bem. É retrô e cult. Primavera/verão 2009. Sério. Uso sempre. =)

    “Retrô e cult” = coisa de véio bacaninha.

  11. […] Vinícius Duarte, do Com Fel e Limão […]

  12. Dona Candinha disse:

    Bas Noitche sôminino. É a premera veiz da véia puraqui. Vim purcausa dum tuíti qui arrecibi indagorinha.

    Ocê permiti qui uma véia semianarfabeta, aposentada du INPS, qui ganha 400 mir cruzeru pur meis, qui vévi eu mais u Pilotu (meu Caxorru)dê uns parpiti aqui nu seu brogui, qui é bem escrevinhadinhu?

    Poizintão, sabi u qui é qui a véia acha?

    Qui us povu gosta mezmu é di tê a vida di arguem pá dá parpiti, inguar qui ieu.
    As peçoa fica ansim du trabaiu pá caza, da caza pu trabaiu, quanu munto vão na egreja, ô entrum na intelneti pá falá mar da vida alheia. Intom num tem nenhuma ermoção neça vida i só tem drenalina quanu lê sobri as coisa qui arguém feiz.
    Pá diminuí essa estória, vô logu dizê qui issu é cunversa di véia apusentada, qui nem qui eu, qui pur farta du qui fazê, si inscora nas tauba da cerca i fala ancim:
    – Ocê viu qui a fia da fulana fugiu cum homi mar caráti? Intom sáminina, ela dexô a fia cus pai i intregô inté us 50 real da conta bancária pú vagabundu qui inganô ela. Pois é, pois é, pois é. Barbaridadi. Muié da vida. Ondijásiviu. Pôcavregonha.

    Intão, Dona Candinha, achei a sinhora muito bacana. Tem umas istoria pa cuntá aqui? Nois tá pricizando. A sinhora qui fica nu portão zoiando us vizinhu devi di tê muita, né? Conta pa nóis, intão! Sinuntivé, num careci di falá di nóis, qui nóis é fufuquero quinem a sinhora. Fala lá das tua filusufia, das tua ciência, das tua sabiduria. Aqui nois gosta memu di dá parpite na vida dos otro.

    • Dona Candinha disse:

      Óia sôminino, a véia inté enxe uzóio dágua quanu incontra uma pessoa qui gosta di inscuitá us causo dela. Eu tenhu é munta instória pá contá.

      Munta esperiênça di vida, muntos anus di caminhu andadu i besservado nessi mundu.
      A véia sempri pede alicenssa, antis di proseá, pruque tem umas pessoa intojada qui perfere cunversá só cum genti qui se diz curta, intelequituar i granfina. Essas peçoa vira a cara quandu a véia chega e inté broqueia ela. umas marvada.

      Mai a véia nem si importa. Sempre achu um lugarzinhu bão pá mi assentá i discansá a carcaça, qui nem qui aqui.
      Agora ocê me dá a lissenssa, qui já passa dazora da véia drumi. U Pilotu já ganiu i eu vô apagá a lamparina e mi recoiê. Amenhã, nóis proseia de um tudo. Bas noitche.

      Bas noite, Dona Candinha. I vorti sempri. Num isqueci da pulenta du Pilotu, eli podi sinti fomi di noiti.

  13. Thiago Ferreira disse:

    Esse lance do extrato foi massa. E a “muié” deu destaque tamanho, que quase confessou a entrada nessa, em função do “dito cujo”.
    Ou seja. O cara mostrou seu “potencial”, e a gata pensou que valia a pena o investimento.
    “Quinze contos de reis” Dona Candinha.
    Sim, porque o “apezaço” apesar de impressionar, era uma coisa pra futuro, pois bem imovel nao tem liquidez.
    Mas, 15 paus, na conta corrente, estava mais na mao, certo?
    Vou te contar, com 15 contos da pra ajeitar coisa boa, cara, nao que algumas de 39 nao sejam coisa boa, certo?
    Com 50 paus, ja da caldo. Uma bela masturbaçao terceirizada.E sem riscos. ahahahahaha

  14. Queria ver ela se apaixonar por blogueiro duro e de “coração de lata”…
    Aí, faltaria coragem, justificadamente.

    Ahahahaha.

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