“Fumá unzinho aí, filhão?”

"Mamis, cabô u fumu!" "Peraí, Pedro Henrique, mamãe já tá enrolando mais um!"

Capa do “Folhateen” de hoje: “Em casa, é legalize”, mostrando uma nova “tendência” (galera curte uma “tendência”, não?): pais que fumam maconha com os filhos.

Na leitura “em diagonal” que eu fiz, aparecem pais que defendem a prática sob o argumento de “sou amigo do meu filho”, alguns invocam até uma suposta “redução de danos” (eu APOSTO que são contra a distribuição de cachimbos e seringas na cracolândia). Uma psiquiatra vai ao ponto: “adolescente precisa de pais, amigos ele já tem muitos.”

Muito embora eu considere a maconha uma droga altamente deletéria, e que deixa sequelas irreversíveis nos usuários – observação empírica -, o importante aqui é abordar esse pretenso “companheirismo” entre pais e filhos adolescentes, essa figura do “pai/mãe englobados”, como brilhantemente define a minha filha.

Pai e mãe têm de ser modelo de vida adulta para os rebentos, não mais um adolescente na galera. Vejo mães, em saída de escola, que se vestem como as filhas, provocando comentários dos coleguinhas: “nossa, a mãe da fulana é mó gostosa, mano! Eu pegava a véia, e você?”. Isto mesmo: disputam as atenções dos meninos com as próprias filhas.

Pais/mães de hoje são tão mimados quanto os filhos que criam: não sabem lidar com rejeição ou oposição dos filhos a eles, uma coisa perfeitamente natural, esperada e necessária na relação pai/filho. Não oferecem aos moleques o necessário contraponto que os preparará para a vida adulta, e acabam estimulando os filhos a acreditarem naquelas bobagens que todo adolescente pensa nesta fase da vida. Daqui a pouco, estarão disputando “quem pega mais na balada”. É um excelente jeito de escapar da responsabilidade (mais uma) de criar um ser, passar valores e atitudes que serão fundamentais para eles na vida adulta. Talvez este seja mais um dos motivos que estejam fazendo a adolescência durar até os 30 anos, hoje em dia.

O pai tá apertando, a mãe tá acendendo, o filho tá dando um tapa. E fica a pergunta: quem é que vai tomar conta da lojinha?

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31 Responses to “Fumá unzinho aí, filhão?”

  1. Quando fiz 14 anos e comecei a trabalhar, em SP, 1970 meu pai chegou em casa com um pacotinho, coisa pouca, me chamou no quintal e acendeu sobre uma mesa um “capim”:
    – Cheira!
    – Ô pai, o que que é isso?
    – Maconha!
    – E daí?
    – daí que o dia que você fumar essa merda não vai poder dizer que não sabia o que era. Esse cheiro é único.
    Jogou areia no restinho e nunca mais esqueci o cheiro.
    Minha filha, que hoje faz 29 anos, “cheirou” patchoulli”. Não tive coragem de mostrar a erva. Nunca fumou a marvada.
    Tomamos cerveja junto mas sempre cobro a qantidade. Coisa de pai.

    Meu filho já tomou porres homéricos na rua, mas nunca compartilhou uma gota de álcool comigo. Sei lá, acho que ele pensa: “cada um na sua”.

  2. Alê disse:


    Assunto que rende, esse.

    Ser pai, basicamente, é dizer não (e explicá-los!) várias vezes ao dia, todos os dias. Raramente um sim.
    O próprio fato de um filho perguntar se pode/deve fazer algo já demonstra o reconhecimento implícito da autoridade paterna.
    E, conforme o filho vai amadurecendo, a qtde de nãos proferidos pelo pai vai diminuindo, diminuindo até esgotar. Quando isso acontece O filho já pode sair de casa.

    Querer se igualar aos amigos do filho é um erro crasso. Pai não é amigo; é pai.
    Talvez esse posicionamento mude apenas no momento em que o filho se torne adulto e maduro, lá pelos 30 e muitos em diante. Não sei, ainda não cheguei lá.

    Vejo, abismado, marmanjos/as tendo atitudes infantis e (mal)criando seus filhos, sem medir consequencias futuras. São crianças cuidando de crianças e boa coisa não vai sair disso, basta ver o noticiário policial ou conversar com professores (rede pública ou privada), que – absurdo dos absurdos – hoje temem seus alunos.

    Mães gostosas disputando com as filhas a atenção de adolescentes, tem até nome: Mom I´d Like to Fuck -> http://vqv.me/TJ
    É um fenômeno que está se alastrando. Não que mãe gostosa seja novidade; a novidade é a competição aberta e descarada entre mãe e filha pelo título de “mó gostosa” ou pelo despudor de mães que se oferecem aos amigos dos filhos. Tudo sacramentado pela mídia televisiva que perdoa/defende/incentiva esse tipo de comportamento.

    Meu filho mais novo tem 15 anos e se tranca no quarto.
    Outro dia senti cheiro de maconha pela casa. Nem pensei; abri a porta do quarto dele com tudo (costumo bater antes de entrar) já doido para comer o fígado dele e fazê-lo engolir aquela merda.

    O cheiro vinha do vizinho do andar debaixo e meu filho estava estudando naquele momento.
    Nem por isso perdi a viagem; revirei o quarto, procurei vestígios, olhei no branco dos olhos, cheirei-lhe os dedos, dei-lhe um tremendo esporro, seguido de um longuíssimo sermão da montanha e sai do quarto esbravejando.
    Reconheço que exagerei, que o moleque estava inocente. Mas prefiro pecar por excesso do que por omissão.
    É um absurdo vc dedicar uma vida a construir um intelecto bem formado; lógico e racional, auxiliado por uma boa memória, boa cognição e destruir tudo com uma bosta dessas.
    Aos maconheiros apologistas de plantão, deixo a vcs o meu mais enorme desprezo. Babacas!

    Alê

    Ainda bem que você reconheceu que exagerou.

    • Alê disse:


      Exagerei sim, Vinícius, mas estava consciente do que estava fazendo e vali-me da ocasião para encenar um drama trágico.

      Se, apenas pelo fato do vizinho estar queimando unzinho, já dei um escândalo desses, imagine o que eu faria se fosse o meu filho quem estivesse dando um tapa? (cá entre nós, eu teria uma outra atitude; mais ponderada e menos teatral, coisa séria eu levo a sério)
      Era sobre isso que eu queria que meu filho refletisse. Dias depois eu sentei e conversei, serenamente, sobre o assunto drogas em geral e sobre esse dia específico.

      É dessa maneira que procuro impor respeito em casa e incutir valores aos meus filhos: primeiro expludo, depois converso. Tem funcionado.

      Alê

      • Joao Da Silva disse:

        realmente ale, adorei sua relaçao com seu filho… a do MEDO. Primeiro explodir depois conversar? isso pode funcionar, mas pq nao conversar antes e sempre? ouvir seu filho alem de brigar com ele? O caso do medo eh muito pior do q vc pensa, jovens um dia ou outro vao se deparar com no minimo um cigarro de maconha, e se tiver medo de vc, como podera contar q usou escondido numa festa ou na faculdade?… reflete um poco mais, converse um poco mais e exploda menos

  3. André Nogueira disse:

    Cara,
    Semana retrasada vi no Jô Soraes uma entrevista de uma moça chamada (claro que tive que pesquisar no site do programa)Julia Petit.
    Sabia que as frases que ela usou para fazer uma relação entre maternidade e modernidade seriam úteis em algum post.
    O Jô entrou no assunto “relacionamento mãe moderna, tatuada x filha adolescente” e escutou a seguinte resposta:

    “Mas mãe não é moderna. A pessoa pode ser moderna, mas mãe não é moderna. Mãe tem que ser mãe”

    Depois emendou:

    “Mãe é uma entidade. Não pode brincar de ser moderninha com criança. Criança precisa de proteção e limites”

    Achei perfeito e “orna” com o que vc escreveu.

    Caso queira visualizar a tatuada e moderna Júlia, basta assistir após os 6 minutos:

    http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1159210-7822-JULIA+PETIT+E+FASHION,00.html

    Abraço!

    Realmente, essas “moderninades mater/paternas” não costumam terminar em boas coisas. Geralmente o filho arruma um pai/mãe na rua, porque isso é tão importante quanto comida no prato. Legal, a moça.

  4. Stella disse:

    Vinicius, eu tenho consciência de não ter a imagem de uma senhora tanto na maneira de me vestir (não, eu não uso barriga de fora – no caso seria caindo pra fora nem micro saias ou vestidos justíssimos, shortinhos no trabalho ou na escola do meu filho, mas não abro mão dos meus jeans, camisetas, blusinhas – nada tão extravagante) como nas coisas que gosto (shows, seriados, filmes) ecléticas e algumas até bastante adolescentes pra minha idade; porém não abro mão do papel de mãe. Acho que tenho sido bem sucedida até aqui; tirando alguns probleminhas como não querer dormir cedo, abusar do computador e games, e a negligência com algumas matérias da escola, o meu filho de 15 anos não me tira o sono; ainda não é baladeiro, não bebe e passa longe de drogas; quando ultrapassa os limites comigo (em discussões ou teima com alguma coisa que eu não concorde) uso uma frase que coloca as coisas nos eixos: me respeite que eu não sou seu “mano”! Sou sua mãe! (Confissão: sou tatuada, mas o cérebro continua intacto!)

    Não precisa se vestir como a Madre Teresa de Calcutá, só não pode ficar com a filhota no shopping Iguatemi, olhando as vitrines (e os moços, não necessariamente nessa ordem) e comentando: “olha, que ‘mara’ aquele homem! Eu pegava, filha, e você?”. É só uma questão de cada um saber o seu papel: pai é pai, mãe é mãe e assim, sucessivamente. E percebe-se que o teu cérebro está em bom estado.

    • Stella disse:

      Shopping Iguatemi? Humm… não passo nem perto! E agora você me pegou: ‘mara’? kkkkk desconheço o “adjetivo”. Desculpe a “ignorança”.

      ‘mara’ quer dizer ‘maravilhosa’…
      Tipo ‘facu’. No fundo, preguiça até de pronunciar a palavra toda. Deve ser leseira de maconha que esse povo tem.:D

  5. André disse:

    Acho uma tremenda besteira um pai fumar maconha para acompanhar o filho ou dar uma de moderno. Mas se o cara é maconheiro, não acha nada errado nisso, e teve um filho, é natural que eles acabem fumando juntos. É mais ou menos como o pai que toma cerveja com os filhos.

    Vou te confessar uma coisa, André: eu não acho legal nem que um cara adulto e pai de família fume maconha SOZINHO. Não é questão de puritanismo, nem nada. Só acho que o uso da maconha atrasa a entrada na vida adulta, diminui o senso de responsabilidade. É uma droga com “data de validade”, fica “vencida” quando o cara sai da adolescência.

  6. SE alguém partir do princípio que a maconha é algo ruim, ENTÃO faz sentido questionar se deve ou não deve fumar com os filhos, ponderando se é melhor que eles fumem na segurança do lar ou na rua correndo o risco de tomar porrada da polícia e passarem um final de semana (da noite de sexta à manhã de segunda) jogados em uma cela com bandidos de verdade.

    Vou responder daqui: eu acho maconha ruim, e só por isso não fumaria. Nem sozinho, nem com meu filho. A sociedade impõe regras e cabe a cada um, desde que orientado e educado, saber dos riscos que corre com a transgressão a elas. Aliás, é importante ressaltar que usar maconha é proibido no quintal da casa, na varanda, na rua, na fazenda, na casinha de sapé. Portanto, a “família moderna” está sujeita a ser presa com bandidos de verdade EM BLOCO. Aliás, onde é que se compra maconha?

    SE alguém partir do princípio que maconha não é algo ruim, ENTÃO não faz sentido questionar se deve ou não fumar com os filhos, afinal ele não vê problema algum no uso da substância.

    PORTANTO, em qualquer das hipóteses é melhor fumar com os filhos, sim, especialmente para explicar os limites adequados de quantidade e freqüência de uso para não sofrer prejuízos na escola ou na universidade.

    JAMAIS se deve dar um piti irracional e furibundo como o que o Alê deu na frente do filho, porque a mensagem que ficará não é que “droga é ruim” e sim que “meu pai é intolerante, se eu usar ele não pode saber”.

    Recomendo enfaticamente a leitura atenta e detalhada deste artigo:

    http://arthur.bio.br/2009/07/23/drogas/maconha/por-que-as-reportagens-sobre-a-maconha-sao-tao-tendenciosas-parte-1

    • Alê disse:


      Arthur, estou sem tempo, hoje, para redigir uma tréplica à altura. Não li seu artigo linkado, mas pretendo.

      A meu ver, há aqui no post do Vinícius, várias questões subjacentes; contemporaneidade, pós-modernismo, valores morais, desobediência civil, educação de filhos, consumo de drogas e suas consequencias e sequelas. Podemos, se o dono do blog permitir, debater todos esses assuntos.

      Me irritou bastante o seu professoral, absoluto e pretensioso “JAMAIS” que generaliza uma questão de foro íntimo (a educação que pais dão aos seus filhos).
      Mas apesar da irritação, pergunto a vc, calmamente, o seguinte:
      Que tipo de mensagem será transmitida a um adolescente ao descobrir que os pais toleram uma prática criminosa dentro de casa?

      Alê

      Fiquem à vontade, mas sem brigas.

  7. Thiago Ferreira disse:

    Fumei cigarro e quase morri. Fui exemplo para meus filhos, (3) que sempre odiaram essa porcaria, o que dizer dessa mardita entao. Graças a Deus. Agora vou rezar por meus netos.

  8. Valmir disse:

    Salvo engano, o foco principal do post é a questão de pais tentarem introduzir na grade de educação dos filhos a matéria “camaradagem”. A crítica do post – totalmente pertinente – refere-se à questão de pais viverem as mesmas emoções e modismos dos filhos, tornando-se adolescentes “chapas”, em detrimento da obrigação de educar. A maconha, no caso, é apenas uma ilustração de como as coisas se desenvolvem nessa relação, bem como os resultados sobre uma geração inteira que está desacostumada a ouvir “nãos”.
    Entendo que a questão abre outras chaves para discussão, mas o cerne, acredito, é este, a Educação da garotada.
    Abrassss

  9. Vinícius e Alê:

    Quando vocês e os cidadãos em geral entregam acriticamente ao Estado o poder de definir o que seja “certo” ou “errado”, estão na verdade abrindo mão de sua cidadania.

    “Crime” é fazer algo que prejudique alguém, contra a vontade desta pessoa. Pode ser direto ou difuso, como no caso dos crimes ambientais. Fumar maconhe em casa não prejudica ninguém contra sua vontade, logo não deveria ser crime. Ou melhor, não é crime, portanto não deveria ser erradamente definido como tal.

    Se hoje se compra maconha em locais inadequados, isso não é devido à qualquer intrínseca ilegitimidade do desejo do cidadão fazer uso desta substância, mas devido a uma indevida e ilegítima intromissão do Estado na esfera privada dos cidadãos, tencionando proibi-los de escolher o que é melhor para si. Isso é característica de Estados fascistas.

    Um Estado não-fascistizado deve apenas regular as relações sociais e econômicas de modo a proteger os fracos dos abusos cometidos pelos fortes, nada mais. Se a relação é voluntária – e é o consumidor que procura o traficante, que vende por solicitação – então não existe “vítima” e portanto não existe “crime” nem é legítimo ao Estado inteferir nesta relação tentando negá-la. O que o Estado deve fazer é regulamentá-la: definir impostos, garantr controle de qualidade, garantir os direitos previstos no Código do Consumidor, garantir acesso ao PROCON pra trocar uma paranga de má qualidade por outra ou o ressarcimento do valor em dobro, etc.

    Quanto ao “tom professoral”, como adivinharam minha profissão? 🙂

    O fato: eu agarantio, a maioria dos jovens, exposta a um piti, grava muito mais a informação de que “ih, ó o véio careta pirando na batatinha, não dá pra confiar nele” do que a informação “meu sensato e equilibrado genitor manifesta sua inconformidade devido à periculosidade desta substância à minha saúde”.

    • Alê disse:


      O fato: Eu não tenho procuração para falar pela maioria dos jovens. Mas tenho como garantir o que se passa em minha casa, com meus 04 filhos. O circo que armei não foi o primeiro e nem será o último. E esses episódios esporádicos de um suposto descontrole emocional de minha parte, tem servido muito bem aos seus propósitos: incutir valores, gerar reflexão e impor respeito. E isso é reforçado pela atitude branda e explanativa que eu tomo alguns dias depois. É a técnica do god cop, bad cop.

      Se vc, Arthur, em sua prepotência, acredita que meus filhos entendam, a cada episódio desses, que “ih, ó o véio careta pirando na batatinha, não dá pra confiar nele” eu, por conhecê-los de fato (e não teoricamente; seu caso), sei que eles estão pensando “Pô! O pai tá preocupado comigo! Ele não dá mole, se eu pisar na bola, vai dar uma merda fodida!”

      Outro fato: Não há receitas infalíveis em se tratando de criação/educação de filhos. O que serve para um, pode não servir a outro. Cada família tem seu histórico e suas idiossincrasias e querer julgar o certo ou o errado, tomando por base o que deveria funcionar na teoria geral ou na prática individual é uma enorme tolice.
      Meus filhos possuem personalidades muito diferentes entre si e para manipulá-los da maneira que eu quero que eles atuem, há muita técnica e muita malícia envolvida. Os resultados até o momento tem sido ótimos e tenho muito orgulho de todos, pois estão se tornando cidadãos corretos e exemplares, aptos a viverem plenamente na sociedade atual.

      Com relação ao restante, reafirmo o que penso a respeito de maconheiros, lá no meu primeiro comentário. Sobre o blábláblá falacioso, defendendo uma utopia anárquica, francamente, não tenho mais paciência idade para discutir essas bobagens irreais. Prefiro discutir o que está aí consolidado e as maneiras de melhor me adequar a essa realidade.
      E se vc é um desses ingênuos que acredita que fumar maconha deixou de ser crime, experimente fumar na porta de uma delegacia, depois conte pra gente o que aconteceu.

      Alê
      Ps. Li seu artigo e não gostei. Vc se vale de muitos truques retóricos (inclusive o truque de afirmar que não os usa).
      Pps. A pergunta que lhe fiz foi convenientemente ignorada (mais um truque retórico).

      • Joao Da Silva disse:

        “po o pai ta preocupado comigo, mas eu tb estou, e minha opiniao nao vale nada nessa merda de casa? espero q ele nao saiba q eu fumei um ontem…” eh cientificamente compravado, objeto de estudos e analises, filhos q nao veem em casa a oportunidade de se expressar tendem a esconder seus atos dos pais, pelo q vc escreve… nao duvido muito q isso aconteça ai na sua goma

      • Bianca disse:

        Olha, a questão não é fumar ou não fumar maconha, mas lendo seu texto falando sobre seu modo de educar os filhos, lembrei de uma coisa que acontecia muito na minha época de escola:
        Eu sempre fui muito amiga da minha mãe (sim, amiga), e nunca escondi nada dela… Diferente das minhas amigas que tinham pais que se julgavam os melhores “manipuladores de adolescentes” do universo. E ao contrário do que vc possa pensar, eu sempre fui a mais quieta e a mais comportada delas. Às vezes, nós faltávamos à aula e íamos para um parque que tinha perto da escola, e como eu nunca faltava mesmo, sempre dizia pra minha mãe quando eu não entrava na escola, já minhas amigas não, pq certamente os pais não deixariam e iriam dar uma bronca daquelas somente por elas terem cogitado essa hipótese.
        Pois bem, o engraçado é que nas reuniões de pais, minha mãe me contava que quando encontrava as mães dessas minhas amigas, elas sempre faziam um discurso lindo sobre as filhas, que eram garotas exemplares, que nunca mentiam, e o orgulho dessas mães era enorme!
        Aí quando a minha mãe me contava, eu te juro que eu ficava com pena delas por serem tão ingênuas de achar que suas filhas eram tão santas assim e que proibir e somente proibir, ia de fato adiantar alguma coisa.
        Claro que eu também já ouvi muito não da minha mãe, só acho que ser pai envolve muito mais coisa do que manipular um ser humano de acordo com o que você acha bom, sem levar em conta que ele também tem um cérebro e que ele não vai aceitar isso pelo resto da vida, na maioria das vezes isso acaba quando a adolescência começa.
        Fica o recado, talvez seus filhos não sejam bem os “manipulados” da história.

  10. Wilson disse:

    Vinicus e pessoal,

    Além de novato no blog, tô sem tempo de ler os comentários, se for repetitivo, sorry.
    Conheço um caso em que o pai decidiu apresentar a erva à filha. Na época, disse a ele que era muito perigoso, alguns lidam bem com a droga, conseguem largar, não vira uma prática diária, outros se afundam.
    Bem, a menina passou pela maconha, que fumava 3 vezes ao dia, foi para a cocaína e, da última vez que nos falamos, estava no ácido. E ele muito preocupado, pois a coisa estava ficando pesada.Ácido quase nunca termina bem.
    Ao contrário do senso comum, ser pai não é impor limites, isso é bobagem, não resolve. Ser pai é dar exemplo. De nada adianta brigar com o filho que jogou lixo pela janela do carro, se você faz o mesmo com bituca do cigarro. Quem tem filho sabe que nada é mais importante para um filho do que fazer as coiasas que os pais fazem, desde as primeiras palavrinhas, nós os treinamos a nos repetir, isso é muito forte numa criança.
    A relação com a droga depende muito da personalidade da pessoa, muitas simplesmente se afundam. Como saber antes qual vai ser a relação de seu filho com ela? É um puta risco essa bobagem.
    abraço a todos e parabéns pelo blog.
    Wilson

    Valeu! Não foi repetitivo, Wilson. Só que se o Arthur vê teu comentário, vai sentar a marreta (sobre o lance do “começou c/maconha e já tá no ácido). 😀

  11. Wilson:

    Sinta-se marretado na cabeça, por favor! 🙂

    Não existe isso de “droga ponte”. Nenhuma substância serve como “porta de entrada” para o uso de outra. O que faz esta função é um estilo de vida, um rol de informações e um grau de senso crítico e capacidade de escolha.

    Alê:

    A que pergunta te referes? Seria “Que tipo de mensagem será transmitida a um adolescente ao descobrir que os pais toleram uma prática criminosa dentro de casa?” a pergunta que não respondi?

    Se for isso, respondo novamente e ainda mais explicitamente o que já havia respondido: tu estás partindo do princípio de que submeter-se ao que decidirem os sábios, altruístas e eticamente irrepreensíveis representantes da vontade popular, cidadãos de comportamento ilibado e indiscutível autoridade moral e profundo conhecimento científico, vulgarmente conhecidos como “políticos”, é o melhor para tua vida.

    Talvez essa seja a tua escolha, paciência, mas eu ainda não fiquei maluco.

    Quanto aos “truques retóricos”, a caixa de comentários está aberta para que eles sejam apontados, questionados, discutidos. Fazendo isso com civilidade – mesmo que “com fel e limão” – a gente pode identificar falhas lógicas, aprimorar argumentos, levantar novas idéias para ajudar a melhorar esse mundão louco e ainda se divertir e fazer amizades no processo. Seja bem-vindo para discordar lá no Pensar Não Dói. Tudo que eu peço é “porrada, só acima da linha da cintura”. 😉

  12. Alê:

    Ah, eu esqueci de comentar isto:


    Se vc, Arthur, em sua prepotência, acredita que meus filhos entendam, a cada episódio desses, que “ih, ó o véio careta pirando na batatinha, não dá pra confiar nele” eu, por conhecê-los de fato (e não teoricamente; seu caso), sei que eles estão pensando “Pô! O pai tá preocupado comigo! Ele não dá mole, se eu pisar na bola, vai dar uma merda fodida!”

    Alê, isso é o que 100% dos pais pensam. Tooooodos acham que conhecem seus filhos melhor que os outros conhecem os filhos deles, tooooodos estão convictos que sabem como os filhos pensam e tooooodos em um momento ou outro ficam surpresos ao descobrir que “apesar” de toda essa pressão os filhos começaram em algum momento a pensar por contra propria e desenvolveram idéias diferentes da que seus pais queriam.

    Agora, o show de ingenuidade foi este aqui:


    Meus filhos possuem personalidades muito diferentes entre si e para manipulá-los da maneira que eu quero que eles atuem, há muita técnica e muita malícia envolvida.

    Eu já vi muita gente pensar assim. “Eu sei manipular”, “eles tem que agir do modo que eu quero”, etc. Dá certo enquanto são ciranças, óbvio. Adolescentes percebem o que está acontecendo, burlam a manipulação e agem como querem, a não ser, claro, que sejam uns debilóides, o que pode acontecer com quem é “manipulado” a vida inteira.

    Eu já tive alunos cujos pais tinham esse discurso e que nos intervalos das aulas confessavam que ficavam preocupados em como contar para os pais que eles estavam pagando mico, porque os tais arroubos emocionais, além de ridículos, eram enfadonhos shows de anacronismo, desinformação e preconceito.

    “Acontece nas melhores famílias”, como se diz por aqui no RS.

  13. (Aprovaste duas respostas sem comentar… estás sem saco pra essa droga de assunto, né?) 😛

    Não, nem é isso. É que eu tô deixando rolar o papo entre você e o Alê.

  14. Alê disse:


    Xiiii… essa discussão, pelo visto, vai longe e eu não sei se vou querer ficar discutindo ad infinitun/nausean com uma pessoa que usa de trapaça retórica para contra-argumentar.
    Enqto for divertido, fico por aqui. Na hora que me encher o saco, jogo a toalha e lhe concedo a vitória, Arthur.

    Vou dividir minhas respostas em blocos, conforme meu entendimento sobre suas opiniões.

    Vou começar pelo que o Wilson disse e que é de uma verdade óbvia: filhos se espelham nos pais. Não há o que discordar disso. (Escrevo isso e me vem à mente uma música que gosto muito: “Como nossos pais” com a Elis berrando). Ser um pai responsável, é abdicar de um monte de coisas em prol de um comportamento exemplar e, qdo nào é possível, deixar muito claro os limites que existem entre adultos e crianças/adolescentes. Eu, por exemplo, bebo minha cerveja/vodka e não escondo isso. Mas nunca, em hipótese alguma, mandei algum filho meu ao bar/padaria/supermercado comprar bebidas e nunca permiti que eles comprassem cigarros para alguém (nào fumo, mas todas as minhas esposas fumavam). Para falar a verdade, nem trazer-me uma latinha da geladeira, para agradar-me, eu admito. Já dei piti em casa por causa disso. Eles, sabem, portanto, que eu bebo e que eu tolero cigarros, mas não admito que eles façam uso. São os limites. Qdo eles forem adultos, aí o problema não é mais meu.

    O consumo de maconha, PODE sim, ser a porta de entrada para o uso de outras drogas. Seja pela busca de sensações mais fortes, seja pela necessidade de transgressão (a clássica rebeldia adolescente), não importa. Se PODE ser uma porta, porque abrí-la?

    Vc, Arthur, pode teorizar a esse respeito à vontade, mas quem é pai (vc é?) e é responsável, fica de cabelo em pé ao saber que seu filho está se chapando.
    Aliás, não só drogas nos preocupam; bebidas, cigarros, dirigir sem carteira, amizades suspeitas, sexo sem preservativos ou anticoncepcionais, etc.

    Somente um arremedo de pai/mãe não se importa ao descobrir que um filho/a está envolvido em uma situação de risco potencial e não toma uma atitude, usando de todo o tradicional arsenal paterno/materno; aconselhamentos, conversas, ameaças, brigas, choros, imposições, intervenções de parentes/amigos, e o uso pleno daquilo que já foi chamado de pátrio poder.

    Separei-me de duas esposas, em função, principalmente, delas não estarem conscientes ou do risco em que os filhos delas estavam envolvidos ou pq consideravam, inocentemente, os próprios filhos uma espécie de mini-adultos sensatos e bonzinhos (igual crianças hollywoodianas) que compreendiam e aceitavam prontamente argumentos lógicos. Eu tenho acompanhado os resultados dessa “educação” preguiçosa, leniente e desatenta, e eles não são bons.

    Sobre a pergunta que vc ainda não respondeu:

    É cansativo conversar com gente sem noção ou que desonestamente embaralha os assuntos.

    A questão que te propus não é ideológica, é pragmática. Fumar maconha é crime. Eu sei, vc sabe, os adolescentes sabem.
    A definição filosófica para o conceito de crime é complicada e polêmica. Se nossos legisladores estão capacitados ou não a definirem o que é melhor para a sociedade é algo que cabe em outra discussão. A impressão que passa a todos que estão lendo é que vc, por não conseguir responder diretamente o que lhe perguntei, resolveu enrolar.
    Portanto, vc mesmo tornou a pergunta retórica. Se eu fosse entrar nessa armadilha discussão tola que vc propõe, argumentaria que a sua linha de raciocínio torna lícito, por exemplo, o crime de roubo/assalto/furto, visto que a distribuição de renda não é justa, que o conceito de propriedade privada é uma abstração, que a constituição propugna que todos são iguais e blablabla. Aliás, é essa a ideologia do PCC/CV/MST e gente que pensa assim eu quero é distância.

    Voltando. A resposta que vc não deu é:
    Tolerar uma prática criminosa, dentro de casa, é deseducar um filho. Torná-lo inapto ao convívio social. As consequencias, dessa experiência aloprada, possivelmente serão funestas no futuro, salvo hajam mudanças estruturais na sociedade em que ele (o filho criminoso) vai viver.

    Dei uma olhada, por alto, no seu blog. Provavelmente pelo preconceito que formei a seu respeito, já fui achando tudo feio e ruim. Template, formatação, etc. Aliás, minha antipatia por vc está tão alta que até essa sua fotinha aí eu… bah! deixa pra lá…

    Bom. Pelo que li e até onde li, seus silogismos são repletos de tudo o que mais detesto, em debates: falácias, entimemas erísticos, sofismas, falsas premissas, cavilosidades, discurso capcioso, etc. A típica patifaria dos charlatães que tentam convencer o leitor bocó de suas capacidades intelectuais. Na verdade, em minha opinião, falta-lhe sutileza, para empurrar suas sandices goela abaixo dos leitores. Aqui mesmo, nessa discussão, vc se vale desses expedientes desonestos, certamente um vício retórico que vc adquiriu e do qual não consegue (ou não quer) livrar-se.

    Por uma questão de educação e civilidade, não entrei em sua caixa de comentários para discordar. Há coisas lá que somente um bom “vtc, babaca!” por extenso, acentuado e em caixa alta negritada, seguido de muitas exclamações, poderiam atenuar um pouco os espasmos e engulhos que senti. O curioso é que se fosse, digamos, o Vinícius, quem tivesse escrito algo do gênero, eu teria muito boa vontade em debater com cortesia, mas como estou com raivinha-de-bichinha de vc, fica sempre essa vontade de te mandar à merda, coisa que não farei, pois quero manter o nível e estou discutindo na casa dos outros.

    Eu sei muito bem que comentarista que faz isso ganha rapidamente o rótulo de troll, e com isso é imediatamente desqualificada toda e qquer opinião que venha a proferir a seguir. Se vc tiver casca grossa e aguentar honestamente e com brio os meus ataques às suas ideias, posso até considerar comentar algo por lá, do contrário não faz sentido para mim.

    Novamente vc se vale de uma persuasão retórica, bastante besta, para pontuar suas afirmações. Mas, diferentemente de ti, não tenho procuração para falar de 100% dos pais. Posso somente afirmar o que se passa em minha casa. Devido ao meu histórico familiar – que vc desconhece completamente – eu sei sim o que se passa na cabeça deles. Diálogo aqui em casa é moeda corrente. Discutimos todos os dias e o dia todo, sobre tudo; livros, filmes, programas de tv, trabalho, relacionamentos, etc. Discussão franca, por vezes dura, mas sempre olho-no-olho.
    Até esse post, inclusive, já esteve na berlinda das discussões recentes.

    É possível que o discurso dos meus filhos seja somente para me agradar? Algo do tipo: “-Vou falar somente o que o véio quer ouvir”?
    Claro que é, mas isso não me importa. Não posso, de fato, controlá-los (mas posso tentar) e se eles sabem claramente o que aprovo/desaprovo e mesmo assim tentam se rebelar, eu acho – paradoxalmente – ótimo. Eles estão crescendo, buscando seu caminho e afirmando sua individualidade com responsabilidade. Responsabilidade não é saber que seus atos/atitudes tem consequencias e que vc estará sozinho para arcá-las? Pois.

    Sobre meu filho, que fez 15 anos em junho, um pequeno debilóide que manipulei e induzi com extremada incompetência:

    De segunda a sexta:

    – Acorda, sozinho, às 05:30h, compra pão, faz café e se manda para o trabalho, um restaurante no centro, onde faz de tudo um pouco.
    – Retorna para casa às 17:00h, toma banho e vai para escola pública.
    – É o responsável, aqui em casa, pela compra do gás e pelo pagto do condomínio. Costuma dar um pouco de dinheiro para a mãe (minha primeira esposa).

    Sextas à noite:

    -Vai pralguma balada, com a turma. Combinamos dele me ligar por volta da meia-noite, por volta das 03:00h e por volta das 06:00h (lembre-se: 15 anos). Nunca foi preciso que eu ligasse, pois ele cumpre, britanicamente, essa promessa. Conversamos um pouco, para eu confirmar o estado dele. No dia que eu desconfiar que ele está alterado, faço-lhe algumas perguntas que requeiram racíocinio rápido, se ele não conseguir respondê-las a contento, acabou-se a festa. Ele sabe disso.

    Sábados à tarde:

    Ensaia com a sua banda de Rock. Banda de garagem (Nook Down), onde ele é o guitarrista e um dos compositores. Tem algumas fãs e eventualmente “cata” alguma. A última, tinha 22 anos e grudou um tempo.

    Sei que é enfadonho, um pai gabar-se de um filho, mas – segundo suas sábias, apuradas e incontestáveis afirmações – eu sou um pobre pai, muito ingênuo e performático, portanto passo mais algumas informações, para vc comprovar o quão certeiro um dedicado professor maconheiro costuma ser:

    Domingo passado ele prestou fuvest. Geociências (opção dele). Acertou mais da metade das questões (graças, certamente, a todos os muitos bons livros que eu o obriguei a ler nas tres linguas que domina perfeitamente: portugues, ingles e espanhol). Deve passar para a segunda fase e provavelmente conseguir matricular-se, pois já concluiu o 2o grau. Aos, repito, 15 anos, feitos recentemente. O projeto dele, que eu apoio, é passar, trancar matrícula e viajar um ano pelo Brasil e outro ano pelo exterior, exatamente como eu fiz.

    Esse é um rápido perfil do meu debilóide caçula, assunto em questão. Quer saber o perfil dos outros debilóides que crio/ei sem a presença materna?

    Alê

    Alê, você poderia dar uma maneiradinha nos ataques pessoais, não? Porque, se não for possível, eu mesmo faço por aqui.

    • Joao Da Silva disse:

      PS: fumar maconha nao eh crime, é uma contravençao apenas, e com certeza uma marca da arcaico sistema juridico-politico do estado brasileiro, nao fumo mas todos os adultos capazes deveriam ter o direito de escolher fumar ou nao… voltem aos comentarios sobre o tema principal, abraços

      Contravenção é o nome dado a um CRIME com menor potencial ofensivo. A nova lei de drogas (11.343) estabelece, no cap. 2, art. 33:

      Ҥ 3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:
      Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.”
      Portanto, segundo a lei, papai que fuma maconha com o filho é um criminoso.

      • Joao Da Silva disse:

        Oferecer droga, sim é crime. Fumar não, o usuario, leia-se USUARIO, segundo a propria lei de drogas 11.343 onde discorre dos delitos e das penas: Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

        I – advertência sobre os efeitos das drogas;

        II – prestação de serviços à comunidade;

        III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

        desculpe, mas vc descreveu uma parte que certamente nao corresponde a realidade aqui discutida… abraços

        Ah, não? Se o pai oferece droga ao filho, não é “oferecer droga a alguém do seu relacionamento”? ALIÁS, por falar em “uma parte que não corresponde”, vocês que entram aqui com o fito de discutir sobre maconha é que nem leram o post, que trata, em realidade, de outro assunto, apenas usando o consumo familiar de droga como EXEMPLO: o assunto é EDUCAÇÃO.

  15. Wilson disse:

    Arthur,

    Ainda bem que, depois do crime da Suzane Richtoffen, eu uso capacete até para dormir.

    Os especialistas dizem exatamente o contrário de você, há porta de entrada nas drogas.

    Mas deixemos eles de lado. Peguemos seu próprio comentário.

    Eu não acho que exista um determinada substância que seja porta de entrada, geralmente se fala que a maconha é porta de entrada, mas as pessoas podem começar por qualquer droga, até, por exemplo, torcer para o Corintians, e daí chegam às outras.

    Na minha opinião, o que acontece é que, ao entrar no mundo das drogas, o sujeito entra num novo “estilo de vida”, adquire um novo “rol de informações” , perde um certo “senso crítico” que tinha e amplia sua “capacidade de escolha”, em suma, o mundo ao redor dele começa a se transformar, ele agora é um iniciado. Então, amigos e fornecedores fazem os resto do serviço apresentando o menu de opções.

    Abraço.

    Interessante comentário, Wilson.

  16. Vinícius, Alê, Wilson:

    Desculpem minha ausência, eu estive imensamente ocupado nos últimos dias, devido à mudança para outro estado. O carro fundiu o motor logo depois da retífica, tive que comprar outro carro para poder viajar, tinha umas coisinhas para fazer no outro carro, etc., etc., etc.

    Eu acho esse assunto muito importante e muito interessante, não quero deixar morrer o debate na metade, mas a real é que eu viajo hoje e nos próximos trinta dias ainda não sei se poderei navegar com a freqüência que quero. Acho que vou comprar um notebook com conexão pelo celular, mas isso ainda é conjectura.

    Proponho o seguinte: confiram o Pensar Não Dói, tem um item na coluna da esquerda intitulado “Maconha: leituras recomendadas”. Quando surgir o sub-item “debate no blog do Vinícius” é porque eu estou novamente em condições de prosseguir o debate. Pode ser?

    Alê: se vieres com toda essa má vontade em relação a mim, não terás objetividade alguma para analisar meus argumentos. Vais perder a melhor parte do debate, que é entender o que o outro diz. Troca de monólogos não dá pra chamar de “debate”. Então, esfria a cuca, eu sou teimoso feito uma mula mas sou legal. 🙂

    Wilson: adquirir um novo rol de informações não faz ninguém perder o senso crítico. Se o sujeito aparenta perder o senso crítico é porque ele nunca o teve, o comportamento dele era baseado em condicionamento, não em convicções e análises criteriosas.

    Vinícius: obrigado por manter o espaço aberto a este tema!

    Abraços a todos. Mais uma vez me desculpem a impossibilidade de prosseguir agora, assim que puder retornarei.

    Arthur

    • Alê disse:


      Vinícius: os ataques não pretendiam ser pessoais. Meu propósito é combater a ideia, não a pessoa. Se dei essa impressão, foi um equívoco.

      Wilson: gostaria de ter esse poder de síntese. Vc disse em apenas um parágrafo o que eu precisei dizer em inúmeros. Ratifico tua opinião. Ao adotar um estilo de vida transgressor, ainda que minimamente, com o apoio familiar, um jovem pode se sentir encorajado a sair da superfície e cavar mais fundo.

      Arthur: não duvido nem um pouco da sua “legalidade”. Acho que vc deve ser um boa praça, bom pra tomar cerveja, trocar causos e, quem sabe, emprestar dinheiro… 😀

      A minha má vontade (que já passou; sou um tipo sanguineo) vem do fato de ter me sentido diretamente atingido em um valor que me é muito caro: educação dos filhos e relacionamento pais-filhos.
      Sem contar que suas ideias, grosso modo, são péssimas.

      Qdo estiver sossegado avise pelo twitter. (clique no link do meu nome)

      Alê

  17. G.M disse:

    Olha numa boa, vocês são burros.
    Primeiro a porta de abertura para as drogas é sobre tudo a curiosidade e a oportunidade, a maconha é a droga mais difundida em nosso pais e de maior acesso, ou vocês acham que seu filho chegou numa favela e disse que queria droga ai entregaram a “primeira” a maconha …. por favor né.
    Segundo, fazendo uma pesquisa rápida sobre maconha você verá que quase todos os problemas causados pela maconha foram desmistificados…enfim não fosse isso a maconha não seria legalizada em tantos paises para uso medicinal (é se você não sabe disso, sim mais de 6 paises já são legalizados inclusive Canadá desde meados dos anos 60, não é nada do agora não).
    O problema dos pais de hoje é a desinformação que tiveram e tem hoje em dia vendo somente a manipulada televisão…e também a submissão aos pais em sua juventude ….Nossos filhos são muito mais inteligente que nós isso é um fato a internet quebra os limites do saber e todos podem se informar …mas você pai, você prefere ficar vendo o noticiario, a fórmula 1, quantos de vocês lêem algum site da internet? algum que não seja de noticias dos jornais ou pornografia? é por ai que a história começa … hoje nossos filhos tem as informações que não tivemos e hoje não usamos. Tudo que nossos pais falavam era lei e verdade…(embora fosse ignorância ou desinformação na maioria das vezes). Para os jovens de hoje as coisas devem ser provadas não podem mais ser impostas como faziam nossos pais, e eles estão certos.
    Li num post um pai dizendo que pai é pai não amigo ….cara isso é triste, você só vai entender, quando seu filho for para faculdade e você ficar murmurando de saudade pela casa….ou você é um pai relápso….A realidade é que a maioria dos pais hoje são burros como eu havia dito …Se você não confia na educação que deu para seu filho o problema está com vc e não com ele ….o que você ensina e aprendeu é que maconha é coisa de vagabundo bandido, ai apareçe seu filho com um baseado e você se esqueçe da educação que deu pra ele (no caso de quando é boa a educaçào), esqueçe que a educação que deu para seu filho de forma alguma ia gerar um bandido ou um vagabundo (um filho vagabundo tem um pai vagabundo ou ausencia desse pai mesmo que eles morem na mesma casa)resumindo devemos saber que a instrução que demos a nossos filhos os tornou pessoas de moral, respeito e principios e que assim se esse tipo de pessoa resolve usar maconha é por que essa idéia passou pelos filtros da educação e é aceita.
    Me filho não bebe só fuma maconha e eu não precisei pega-lo no pulo não …ele chegou pra min e disse . partindo do principio de que eu nunca precissei mentir pra vocês não será hoje que isso vai mudar, eu fumo maconha. Aposto que todos vcs já partiriam para porrada……bom eu com minha cabeça como a de vocês fiquei desolado, triste entretando pensei como ele pode me dzer que essa porra é boa será que não ensinei nada a meu filho …e novamente meu filho me disse: ou você experimenta e contesta por si só, ou somente com o tempo vai ver que a maconha não influência meu dia-a-dia ou meus deveres. Entendem, o moleke não é burro, eu ensinei ele a não ser burro, Não podemos menosprezar nossos filhos quando eles se mostram mais resolvidos e decididos do que nós…hoje em dia o adolêscente tem suas duvidas mas quando as resolve na base da razão encontram a verdade e pronto isso não muda.Meu filho “legalizou” comigo com 18 anos(maconha só pode ser fumada depois dos 16*) dois anos se passaram e nada mudou ele continua a faculdade continua com as mesmas dificuldades que todos tem ….eu nunca fumei maconha, por ainda ser um pouco como vocês…mas sou amigo do meu filho e ele não precissa nunca precisou viver escondendo nada de min, nos respeitamos dentro dos limites da verdade e da razão.
    Não quero agredir a ninguém com esse post somente passar a minha opinião. nós instruimos nossos filhos muito bem e escolher maconha ao invés de alcool onde num você pode terminar comendo um bolo inteiro e no outro morto num carro que nem dirigia ……tá na hora de NÓS comprarmos uma seda viu…

    Começar um comentário de 15.000 toques com um singelo “Olha, numa boa, vocês são burros…” é um excelente motivo para eu nem ler o resto. Grato, a direção.

    • Joao Da Silva disse:

      enfim uma opiniao que junta sensatez e praticidade, parabens.. apesar do lapso de cavalheirismo com a hisotoria dos burros e pans

  18. G.M disse:

    concerteza você leu …olha tenho 50 anos ….sabia que iam falar do “burro” mas veja bem o mundo não é feito só com palavras bonitas e no contexto do texto era essa a palavra a ser usada…..também pra dentre os outros posts o cara ser chamado de burro no começo faz com que ele queira atestar até o fim … se todos fossem menos categóricos adiscussão terminaria mais cedo. desculpe qualquer incoveniente ..mas gostaria que minha opinião fosse postada…ou você segrega? estamos aqui eu e você com a faca e o queijo na mão você vai sacrificar a liberdade de expressão??

    G.M., EU NÃO LI, da mesma maneira que não atendo pessoas que nunca vi na rua quando elas gritam: “ei, seu burro, vem cá!”. Você (e não só você, admito) confunde liberdade de expressão com liberdade de insulto, só porque estamos nos comunicando virtualmente. Eu não censuro ninguém aqui, seus comentários foram postados (ué, você não viu?). Mas exijo que tenham modos para se dirigirem a mim e, principalmente, a outros comentaristas. Você, com 50 anos nas costas, ainda não aprendeu o que minha filha de 16 já aprendeu faz tempo. Aqui parece bagunça, mas não é tanto assim. Ah, pra você não levar como inútil sua visita a este “antro de intolerantes burros”, informo que não existe a palavra “concerteza”. É “com certeza”, separado. Abraço.

  19. Pra encerrar, a pergunta que nunca me respondem: papai querido que fuma com o filho, ONDE CATZO VOCÊ COMPRA ESSA MACONHA?

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