Cruz, Cláudio e Eu

Pela primeira vez, ousei comentar no blog do Seo Cruz. O tema do post é surrado, fala sobre arrogância, apatia e falta de compromisso da torcida do meu time, comparando-se com o dele e do Cláudio. Eu até já escrevi aqui um texto bem porco (no sentido de “sujo”, CRUZ!) sobre o assunto.

A tese defendida pelo CLÁUDIO e pelo CRUZ é a seguinte: corinthianos e palmeirenses são torcedores “de verdade”, e os sãopaulinos são “torcedores-fake”. Mais do que isso: o SPFC seria, ele todo, um grande embuste futebolístico, mais assemelhando-se a uma desapaixonante franquia da NBA. Simplificando: SCCP e SEP são times, SPFC é “bizines” puro. E, como no mundo do “bizines” a sujeira campeia, praticamente todas as conquistas tricolores seriam maculadas por “tenebrosas transações”. Ponto a ponto, vamos tentar rebater:

O SPFC, dos grandes clubes brasileiros, foi o último a ser fundado, na forma pela qual existe hoje. Sim, ele é a fusão de outros clubes, mas nada pode assegurar que as torcidas deles (se é que as havia em grande número) migraram automaticamente para o novo clube.  Suponhamos, então, que o SPFC de 1935 fosse uma espécie de São Caetano ou Paraná Clube. Nasceu de chocadeira, 25 anos depois dos rivais. Estes, por sua vez, contavam com torcidas apaixonadas, arregimentadas num tempo de semi-amadorismo, estádios precários e atletas que, após o jogo, saíam pra tomar umas com os fãs. Devia ser uma época linda, mas EU não a vivi. Nem o CRUZ, nem o CLÁUDIO. E nem a minha mãe, a pessoa que me ensinou a gostar de futebol (meu pai morreu quando eu tinha nove anos).

Tradição é algo que se passa de pai para filho. Meu avô era sãopaulino fanático, mas teve dois filhos corinthianos e dois tricolores. Foi incompetente para passar a tradição a 50% da sua prole. Minha mãe, zelosa, teve 100% de sucesso com seus três rebentos. E EU mandei bem e ensinei o bom caminho” a todos os meus dois filhos, que o seguem. Mas voltemos lá para 1935.

Se o SPFC não tinha torcida, e os dois rivais tinham, como hoje temos tantos torcedores (depois entramos no mérito da “torcida verdadeira”)?

1 – os corinthianos e palmeirenses não souberam perpetuar a tradição entre seus descendentes;

2 – futebol é uma diversão em que a graça está em vencer, e não é divertido torcer por um time que acumula derrotas. Taí a Portuguesa pra não me deixar mentir. Algumas pessoas escolhem seus times por conta dos resultados alcançados;

3 – A soma dos dois fatores acima.

Tomemos como exemplo clássico um time que, até o surgimento de um extraterrestre para vestir sua camisa, tinha como rivais o Jabaquara e a Portuguesa Santista. Passou quase vinte anos aplicando surras homéricas nos grandes da capital e encantando o mundo. Passou de clubinho de cidade média para o rol dos maiores do Brasil. Pais sãopaulinos, palmeirenses e corinthianos se descabelaram com filhos “convertidos” ao SFC. Faltou aí a “mão pesada” do pai apaixonado. E afirmo, sem medo de errar: a maior baixa ocorreu na torcida alvinegra, seguida pela tricolor. Sim, porque os palmeirenses ainda comeram umas migalhas deixadas pelos praianos nesse período, enquanto o SCCP e o SPFC armavam times pífios. Nesse período, auxiliados pelo extraterrestre, faturamos três copas do mundo, e todo mundo começou se interessar por futebol. Neste ponto da história, entram CRUZ, CLÁUDIO e EU. Nascemos por aqui.

Com o fim da carreira do extraterrestre, os três grandes de São Paulo voltaram a reinar. O primeiro tricolor que eu vi jogar tinha  Gérson, Pedro Rocha, Forlan, Roberto Dias, Terto, Toninho e Paraná. Um time do caralho, temido por todos. E a torcida? Pequena, em comparação com os outros dois do trio de ferro. Mas, façam as contas: se saiu do zero em 1935, ganhou corpo até 1957,  e, a partir daí, perdeu adeptos pela “fila do Morumbi”, mais a chegada do extraterrestre, como poderia ser grande? Não dá uma geração completa! Não dava tempo de nascer um filho sãopaulino nesses dois lapsos temporais. Portanto, o ato de ser tricolor começou a crescer em 1970, quando os primeiros palestrinos e corinthianos já eram “nonos”, ostentavam robustas proles, netos e até bisnetos.

Os “novos tricoloresseriam, a partir de então, e embalados pelas conquistas (como ocorrera com o SFC tempos atrás – e a esse ninguém chamou de “modinha”- ),  os imigrantes nordestinos (que chegavam aos montes em SP), os “filhos tradicionais” (remanescentes da geração 1935/1969 que não desertou) e… os filhos de corinthianos, palmeirenses e santistas que viriam a nascer depois de 1970 e viraram casaca (ou estavam sem nenhuma e vestiram a do vencedor).

Depois dessa longa explanação, ficam as perguntas:

1 – cadê os pais dessas crianças, nascidas de famílias alviverdes e alvinegras, verdadeiros “menores abandonados”, capturados pelo Tricolor campeão paulista de 1970/71/75/80/81/85/87/89, brasileiro de 77/86, vice paulista de 72/73/78/82/83, vice brasileiro de 81/89/90?

2 – aos que dizem haver uma “conspiração midiática” para expor o SPFC favoravelmente e influenciar a opinião pública, expliquem-me: como pode a imprensa esconder, ignorar ou esculachar um clube que, em vinte anos, só não foi o primeiro ou segundo em seis?

3 – Como impedir que as pessoas, diante disso, não se encantem e passem a torcer para o SPFC, da mesma forma que milhões viraram santistas na década de 1960?

4 – Qual a diferença entre uma tradição de 100 anos e uma de 50 anos, quando as duas são passadas para as gerações futuras?

Voemos, agora, para o  “abate do canarinho voador”, que levou um tiro em 1982 e foi atropelado em 1986. Espertinhos sacaram que futebol dava dinheiro, muito dinheiro. E que aceitava qualquer tipo de dinheiro. Servia, inclusive, para lavar dinheiro.

Em 1987, os maiores clubes brasileiros, propondo “um novo paradigma para o futebol”, criaram um tal de “Clube dos 13” como sendo a redenção de um futebol que ameaçava se “Uruguaizar”: jogadores sendo transferidos a granel para o exterior, carência de ídolos, estádios vazios. Era o fim do futebol-paixão, começava o “bizines”.

Vejam como os períodos de “renascimento” do SPFC e do ‘bizines’ se sobrepõem. CRUZ, CLÁUDIO e EU, vimos muito pouco do futebol-paixão, mas o tempo suficiente para arraigar em nossa memória o quanto era bom aquele tempo. Só que “aquele tempo” acabou. Não só para sãopaulinos, mas para TODAS as torcidas. A diferença é que quase toda a história tricolor (e a grandeza de um time se faz pelas glórias alcançadas) remonta ao início do ‘bizines’. Essa é nossa cultura. Errado? Certo? Quem pode dizer HOJE, 2009, tempos onde todos os clubes devem seguir esse caminho, sob pena de se extinguirem? O SCCP e seu manto sagrado com espaço publicitário no sovaco?

Hoje, todos os times querem “arena multiuso”, CTs de “primeiro mundo”, “setor Visa”, “camarote VIP”, “bar temático”. O futebol que levou CRUZ, CLÁUDIO e EU a amá-lo acabou. Nem várzea se pode mais acompanhar por amor à arte, é semi-profissional, só rola grana: é Copa Kaiser, TV, site e o caralho. Vamos a Javari, onde o Abilio Diniz enfia dinheiro e “revela craques“?

Que futebol é esse, onde um dono de supermercado (Sonda) trata os clubes que amamos como gôndolas do seu empreendimento, pendurando lá os Souzas e Bills da vida? Onde um ex-repórter de campo vira um milionário player (sem nunca ter chutado uma bola) e praticamente arrenda um time de massa para expor sua “carga viva”?

Hoje, todos são “clubes-modinhas”, amici. As torcidas, idem. O Zé Italiano já morreu, o Peirão de Castro foi pras picas, e no lugar deles colocaram o Flávio Prado, Chico Lang, Cogumelo do Sol e ASSOVESP. Reconheçamos: nós três estamos ficando velhos, e não conseguimos passar para as gerações seguintes o verdadeiro amor pelo futebol. Eles venceram. O que liga, agora, é ouvir o PVC e sua memória de HD para concluir o óbvio, cadeira numerada e coberta, ir ao bar da Vila Madalena usando “camisa oficial“, azarando as menininhas com “camisa oficial baby look“, com telão rolando pay-per-view, e ver jogador beijar um escudo diferente por mês. Essa é a lei vigente, para qualquer clube ou torcida.

Tenham certeza, CRUZ e CLÁUDIO: se seus times desandarem a ganhar títulos, suas torcidas crescerão em PG, MUITO MAIS RAPIDAMENTE do que a do tricolor cresceu nos anos 70/80. Hoje tudo acontece mais rapidamente. Pessoas viram ídolos com um vídeo caseiro postado no youtube. “Modinha rules“, como dizem por aqui na internet.

Mas, se servir de consolo, quem sabe um dia torcedores apaixonados como CRUZ, CLÁUDIO e EU não viramos verbete na Wikipedia?

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30 Responses to Cruz, Cláudio e Eu

  1. Thiago Ferreira disse:

    A torcida Corinthiana, teve o seu maior crescimento por incrivel que pareça na epoca dos 23 anos de fila e jejum de titulos. Nem sempre conquistas criam novos torcedores, mas, as pessoas tendem a torcer para o mais fraco, sempre. Meus 03 filhos foram “forjados” corinthianos nos anos 80, apenas levando-os a um jogo Corinthians x Guarani em Campinas, e ficando ao lado da torcida do bugre soltando improperios e ofensas ao Corinthians, em que o Timão foi derrotado por 1×0, e com o arbitro ajudando o time da casa.
    O que leva o jovem a escolher seu time pela primeira vez, em muitos casos são torcedores chatos e gozadores de outro time. Escolhem outro so de birra.
    A fama de “Bambi”, realmente tem limitado a escolha pelo seu time, lamento, mas a homofobia eh real.
    Ja começa na escolinha.

    Na boa, Thiago: eu não sei de onde tiram esse “crescimento da torcida corinthiana no tempo do jejum”. Juro. Não se faziam pesquisas do gênero. A única coisa que é FATO é a seguinte: a torcida do teu time SEMPRE compareceu mais ao estádio do que as outras, independente dele ser campeão, ou não. Por isso, ganhou o apelido de “Fiel”. E eu conheço muito santista filho de corinthiano.

  2. No democrático lar onde cresci, era assim dividido: Pai SEP (periquito, até hoje odeia esse papo de porco) Eu Timão, o do meio SEP (puxa-saco do pai) e o caçula Peixe.
    O mais gozado aí é que todos os meus sobrinhos, em que pese os pais não torcerem, torcem para o SCCP verdadeiro e único TIMÃO.

    Não curto democracia na escolha do time. Pai deixou o time torcer pra outro, das duas, uma: ou não liga pra futebol, ou não é confiável. Se não consegue convencer o filho de uma coisa tão desimportante, como convencerá das importantes? 😀

  3. perfeito, duarte.

    só que eles não merecem tanto. basta uma explicação bem mais simples. Quando o São Paulo não ganhava nada (57-70) eles não falavam nada. Agora, estão apavorados. só isso. e inventam teorias para justificar o fracasso.

    Menon, ficou DO CARALHO o livro, hein? Peguei o autógrafo do Dario Pereyra lá no lançamento, me deu até tremedeira de ficar ao lado dele.

  4. Claudio disse:

    Cara, toda sua argumentação parte do conceito que me faz reiterar aquilo que mais repito: é, portanto, a torcida são-paulina algo que carece de títulos para existir. Como eu disse, há exceções, e são elas que aparecem naqueles jogos de 5 ou 6 mil pagantes, quando o spfc está na merda ou então se ainda não engrenou.

    Que o futebol virou essa merda que todos nós estamos vendo, isso eu não tenho dúvida. No entanto, já parou para pensar que, desde sempre, o spfc vem sendo tratado como modelo administrativo? Porque se trata do clube com raízes na elite, ainda que hoje seja tão popular quanto Corinthians ou palmeiras nos componentes de sua torcida. Esse tipo de postura protecionista da opinião média faz com que se crie uma demanda para novos adeptos, fanáticos por essa assepsia social e pelo valor protestante do trabalho como salvação. É o upgrade citado pelo Seo Cruz. É triste, por exemplo, ver que uma torcida não saiba nem cantar o hino do próprio clube que diz amar.

    Passemos, então, à questão numérica da coisa e também sobre os ensinamentos de pai (ou mãe) para filho (ou filha). Primeiro que se a torcida são-paulina cresceu por conta dos títulos do fim da década de 70 e do começo da década de 90, a do Corinthians disparou desde 77 até pelo menos 2002, quando, quase sempre, disputávamos e/ou ganhávamos campeonatos importantes. Imputo o crescimento de todos ao próprio crescimento populacional e, naturalmente, as proporções se mantiveram.

    Veja, por exemplo, que vocês passaram a torcida verde em número absoluto, mas não a ponto dessa distância ser considerada relevante. Segundo que é fato o migrante torcer para o time que está vencedor à época que chega a SP, o que torna essa adesão bastante maleável. Finalmente, mesmo sendo eu um decendente de japonês, sou a terceira geração de corinthiano na família, ou seja, há na Fiel uma carga de continuidade muito forte – e talvez nos porcos ainda mais, por conta da italianidade. Portanto, aqueles que não educam seus filhos futebolisticamente também não os educam para a sociedade.

    Para terminar, radicalizo ainda mais: torcedor, mesmo, é aquele que, sempre que pode ou até quando não pode, vai ao estádio. E a torcida do spfc pode tanto quanto as outras, mas só vai na boa (veja que essa é a tal generalização, porque aqui excluo os supracitados 5 ou 6 mil).

    Abraço!

    Claudio,

    TODA torcida carece de títulos para CRESCER. Até a do TEU time. Para EXISTIR (ser “perpétua”), é necessária uma história que justifique a tradição ser passada aos descendentes dos torcedores, ou aos que chegam ao mundo e “abraçam a causa”. A Portuguesa tem torcida. Não cresce, só diminui (viram todos sãopaulinos, :D), mas não sumirá porque o time tem história, e sempre nascerá um Flávio Gomes da vida para manter a chama acesa. O São Caetano NUNCA terá torcida.

    Quanto aos “5,6 mil” sãopaulinos que vão em todas, enquanto o resto só vai “na boa”, isso é tão antigo quanto discutível nos tempos atuais (porque “no meu tempo” era foda, mesmo). A torcida da SEP SOME do estádio quando o time tá uma merda, mesmo tendo muito mais facilidade de acesso ao Pq. Antártica do que os sãopaulinos ao Morumbi. E te digo mais: se o SPFC só mandasse jogos no Pacaembu, qualquer joguinho bunda de 4ª à noite dava 15.000 pessoas, fácil. O Morumbi não é ruim de ir, é ruim de VOLTAR. Contra o Chorolado, fui de busão e voltei a pé, de tão injuriado que fiquei com a falta de condução.

    E sobre o “modelo administrativo”: o teu time, o time do Cruz e muitos outros (para seu desespero, o dele e o meu, por que não?), estão fazendo tudo igualzinho. Porque esse tal “modelo” não é invenção tricolor, é IMPOSIÇÃO do ‘bizines’, da globalização e caralhos associados. Quem não fizer, morre. Se isso é fator de “atração de modinhas”, preparem-se: vocês receberão uma enxurrada deles.

    A sociologia: a gente toma uma no quintal do Bexiga e passa a limpo. Afinal, sociologia boa é a destilada em bares.:D

    • Claudio disse:

      Não só iremos como já recebemos os modinhas, tanto em 2005 quanto agora. Mas aí eu terei de discordar dessa tua afirmação de toda torcida carecer de título. aliás, também vou discordar do que você disse quanto ao crescimento da Fiel em pleno jejum, porque foi nessa época que se deu, por exemplo, a epopéia da Invasão Corinthiana. De minha parte, eu falaria aos meus filhos que o spfc é sujo e o porco é time de colônia recalcada. Como você mesmo disse, são as minhas verdades, apesar de ter um bom fundo de verdade.

      Nessa toada, o spfc, com todos esses títulos brasileiros, deveria portanto ter a maior torcida da america latina. Mas não tem. E não tem por culpa dessa arrogância de querer falar que só importa libertadores, que rival é Real Madrid.

      No mais, eu acho que todos os dirigentes sempre foram a mesma merda, só que os do spfc eram a merda perfumada, até porque eram unha e carne com o poder público. Aliás, tão mesma merda que, em 38, poderíamos ter decretado a falência do spfc e não fizemos. Posteriormente, vocês tentaram nos envenenar e tomar o chiqueiro do porco. Finalmente, não vem com essa de Morumbi é longe de voltar, porque quando é para jogar na nossa cara que não temos estádio, vocês enchem a boca.

      Ao bar!

      Dirigente é tudo a mesma merda: fato. Nós temos um MAC, vocês têm um Citadini, a SEP tem um Palaia.
      Arrogância: Cara, o teu SCCP ganha uma copa do Brasil, vindo da segundona todo estropiado e sai arrotando que vai conquistar o mundo!! Direito dele. Imagine se teu time tivesse ganho TRÊS libertadores e TRÊS mundiais: a arrogância corinthiana invadiria galáxias inalcançáveis!!! Nada é mais insuportável que um corinthiano após um título. Você nunca esteve “do lado de cá”, por isso nunca vai saber o que é um “modinha alvinegro comemorando”. É fogo na jaca, nego! Pergunta pro Cruz.

      Demorô. Ao bar!

      • Vinicius Duarte disse:

        Ah, esqueci uma parada aí: na época do jejum corinthiano, o ENGAJAMENTO da torcida aumentou. Isto eu não discuto. Aquela “invasão” de 1976 nunca mais vai ocorrer e nenhum clube faria igual (nem o CRF), naqueles moldes e naquelas condições. Mas daí a inferir que a QUANTIDADE de torcedores aumentou só por causa disso, sem nenhum dado estatístico que justifique, não dá.

  5. Alê disse:


    Vinícius, por favor, defina o termo “torcedores ‘de verdade” em sua visão.
    A mim, sempre que ouço algo do gênero, me vem a imagem de um bando de gente, em comportamento de manada, destruindo a Paulista pq ganhou ou perdeu um jogo.

    Alê

    Putz, cara… como eu não me acho diferente do Cláudio e do Cruz, e não consigo diferenciar o comportamento das 3 torcidas, é melhor ir perguntar pra eles. Bem, o Cláudio comentou aqui.

    • Alê disse:


      Pois é. Eu tenho algumas estórias com futebol e torcidas de um modo geral. Entre 83 e 85 fui a todos (repito: TODOS) os jogos que aconteceram no morumbi aos domingos e todos os que aconteceram no pacaembu, às quartas, independente de quem estivesse jogando.
      Motivo? Vendia café, no morumbi, “vestindo” aquelas garrafas térmicas de metal e no pacaembu, eu vendia suco (bembom, lembra?) em copinho.

      Em função disso, conheci muitos dos tais “torcedores de verdade” e sempre fiquei admirado e intrigado com a devoção dessas pessoas a um… time?…diretoria?…clube?…bandeira?…agremiação?…ideologia? que nunca se importou muito com as mulheres de malandro os torcedores em tempo algum.

      E o que mais me espanta é que é socialmente aceitável um sujeito trair sua família, sua esposa ou seu sócio, dando qquer explicação e ganhando até tapinhas nas costas e compreensão.

      Mas é inconcebível, um torcedor mudar de time, por discordar de algo que esteja ocorrendo em seu clube, seja a nível técnico, administrativo ou político.

      Alê
      Ps. Como eu sou puta, eu sempre torço pro time do cliente que estiver me contratando.
      Pps. Essas questões levantadas por vc e pelo Cláudio, envolvendo a mercantilização dos esportes em geral, pode ser bem respondida, ao se estudar um pouco do movimento neoliberal em que estamos imersos. Tenho um artigo, muito interessante, que descreve todo o histórico da expansão NL desde a queda do Pinochet, até o início da era FHC. Se os interessar, repasso a ambos. Mas é loooongo.

      Será que você era o FDP do vendedor de café que me abriu um rasgo na cabeça em SPFC 3×2 BFR, semifinal do BR/1981, depois de deixar aquela porra de correia escapar do tamborzinho? Se for, nem me fale, pois não deixo mais comentar aqui. 😀

      • Alê disse:


        Cara, vc nem sabe!
        Uma vez, num jogo do corinthians, eu estava andando pela arquibancada e atendi um sujeito que estava no degrau acima, à minha direita. No degrau abaixo, à minha esquerda, estava sentando um mastodonte imenso: radinho na orelha, de bermudas, com os cotovelos apoiados no joelho. Essa posição deixava à mostra, para quem estava atrás dele, uma vala (AKA cofrinho fort knox) cabeluda, parecida com uma vossoroca.

        Bão. Ao atender o comprador, tirei um copinho de café a mais, sem querer. Ao repor o copinho no suporte esbarrei na torneirinha, que ficava à minha esquerda e que abriu com tudo e escorreu um monte de café FERVENDO direto para o rego do sujeito, provavelmente queimando-lhe até o olho do cu.
        Meu, o urro que o infeliz deu e a cara de assassino dele, com os olhos raiados e lacrimejando, foi de meter medo. Não fosse o andamento do jogo e a turma do deixa-disso, junto com a turma do senta-queu-quero-ver, esse gracioso comentarista que vos escreve, talvez não estivesse mais caminhando entre os homens de boa vontade.

        Alê

        hahahahaha! E sem contar que aquele café era NOJENTO e melado. O maluco deve ter ficado um mês coscabelodocu colado!

  6. Thiago Ferreira disse:

    Vinicius. A verdade eh uma so. Seu SPFC pode ganhar trossentos titulos, mas corinthiano nasce que nem taboa.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Taboa

    Nao tem fim.

    Isto é a mais pura verdade. Mas, hoje em dia, para cada um “Cláudio” ou “Thiago” que nasce, estão nascendo 500 “taboas alvinegras modinhas”.

  7. Luiz Carlos disse:

    Maravilha de texto! Parabéns!
    Realmente o futebol virou negócio. Pior ficou quando descobriram que era negócio da China, então, onde corre solto o Vil Metal a sacanagem toma conta. Em decorrência, o amor pelo esporte debanda pela mesma porta por onde entram os investidores. Aqui em BH existe um exemplo típico: um poderoso banqueiro (poder herdado), de família ALVINEGRA de três gerações, vai patrocinar em 2010 o clube do coração (diz) e também o arqui-rival. O bisavô desse elemento deve estar se revirando no sepulcro.

    Cê vê como são as coisas, Luiz? E eu vou levar essa porra a sério? Fazer acepção de quem é “torcedor-raiz”? Fuitibó é ‘bizines’. Né, Rosemberg? Né, Belluzzo? Né, Casares?

  8. Filipe disse:

    Concordo, e não haveria como discordar, que os “modinhas” estão por aí, e estão maioria.
    Que nos tempos do “ultrapassado” pseudo-amadorismo, dos estádios precários (pois não haviam roubado o patrimônio público ainda, para continuarem sendo precários, e em alguns casos, declarado “patrimônio privado” em uma descarada corrupção agraciada) eles não tinham como surgir, posto que não havia o bizinisse.
    Naquele tempo o jogador era torcedor e era sócio, e mais ainda; participava da Assembléia no Clube. Digo isso pois no Corinthians foi assim, durante muito tempo.
    Mas o spfc surgiu do poder público corrompido, e se presta a qualquer coisa, menos ao Futebol de verdade. Por excelência. E se não vemos mais o Futebol de verdade, isso é fruto da concepção dos que planejaram o spfc. Pois por mais que você tente disfarçar, no eufemismo do “filho de chocadeira”, na “fusão” subterrânea que ocorreu entre clubes de elite que não davam mais conta do Futebol nos pés contra os dois clubes populares da cidade, precisaram criar um negócio, que serve aos propósitos escusos do poder corrompido.

    Pois Futebol é coisa pública, e tudo o que é público é político.
    Por isso a história mentirosa que inventaram esconde, sob maquiagem, inúmeras verdades, que não dariam certo comercialmente.
    O fato da “imprensa”, que funciona como assessoria do clube do poder público corrompido, não mencionar que o parque infantil nunca foi feito pelo spfc (e veja, isso é fato, “lavrado em cartório”; o spfc se obrigava, ao ganhar terreno público do “cafetão”, o próprio poder público, a entregar para a coletividade um parque infantil), posto que se fosse o caso em um clube como o Corinthians isso seria levado às últimas histerias, já denota o trabalho que ela executa.

    É engraçado dizer que o san7x1os seja um “extraterrestre”, posto que o san7x1os, futebolisticamente falando, tem mais história pra contar que o spfc – e não é por conta de “idade”, mas de vivências, e luta. Compreende?
    E mesmo assim fica engraçado dizer que as pessoas se encantavam pelo “extraterrestre”, quando na verdade era pelo maior atleta do século, que é muito maior que o próprio “extraterrestre”

    É engraçado, também, você dizer que o Corinthians armava “times pífios”. É que isso durou uns cinco anos. Depois o Corinthians começou a jogar uma bola semelhante à da época de ouro do Futebol, a década de 50. Em 71, se o campeonato fosse aos moldes desse de hoje, de pontos corridos (e não estou dizendo isso para defender essa fórmula, que considero nociva – e não à toa quem começou com isso foi o spfc), adivinha quem teria sido o primeiro “Campeão Brasileiro”?

    Quando o spfc já “fazia renda” com o inóspito elefante branco, muito por conta do “apoio” dos orgãos público e, principalmente, da imprensa, que denominava os atletas do spfc, apenas por serem do spfc, de “nossos meninos”, enfim, quando já estava em funcionamento a “lojinha moderna” à todo vapor, ainda assim o spfc se ressentia de ser a Torcida mais diminuta na cidade. Torcida com T maiúsculo. Precisou, a turminha que ainda hoje mama no poder público, de um helicóptero pousar e o governador sair para que se convencessem de que aquilo era uma parceria público-privada que “daria certo”.
    É mais ou menos o que está acontecendo agora, com o apoio da corrupção de todos os clubes.

    E pra finalizar, dizer que a FIEL não aumentou durante o jejum é negar a tua própria argumentação, pois como é que um pai poderia fazer de seu filho Corinthiano se o Corinthians não foi “vencedor” nesse período?
    As salas de aula dos anos 80 continuaram com a maioria Corinthiana…
    Me utilizando da tua própria argumentação eu te dedico esse fato. Viveu sempre com a maioria Corinthiana, prova de que o jejum não é determinante para “diminuição de contigente consumidor”, como é o caso no spfc. É pior que “modinha” ou “torcedor-fake”.

    Torcida se cria como a do Corinthians foi criada.
    Mesmo a geração de depois de 57, no spfc, é mero “mercado consumidor”.
    Tanto que diminuiu com o crescimento de um “extraterrestre” menor que seu principal astro, como você mesmo está dizendo no seu texto.
    Logo, o spfc é menor que o “extraterrestre”, e menor que o astro.
    O Corinthians não; segundo o próprio astro, ele tinha de calar a Torcida jogando bela bola, visto que sempre foi uma Torcida de verdade, pois senão ela ganharia dele em campo.

    A onda financista no Futebol, que corretamente identifica na década de 80 foi apenas a repetição da cópia do que faziam na Europa. Muito mais propenso ao financismo, pela “origem” e por contar com o próprio poder público corrompido e com a imprensa, o spfc se deu bem.
    Seu antigo projeto de “vencer” para conquistar “mercado consumidor” começou a ser amplamente executado. E nisso tem muito mais coisa que apenas dizer “amigos, eu sinto muito, mas o Futebol morreu”. A doença social do consumismo, nesta sociedade hedonista e “descontrolada” vai além de qualquer limite.
    Assim, casou-se a filha do então mandatário do clube do poder público corrompido com o filho do mandatário da confederação continental. Era um helicóptero que pousava na “horta das purpurinas”.

    Enfim, vai quase um post, se quiser deleta. Mas o fato de existir bizinisse regendo a orquestra não diminui a existência do Torcedor de verdade. E isso apenas um torcedor que aderiu ao clube que “surgiu” nisso poderia dizer.
    “O Futebol morreu”, “somos iludidos”, tudo isso não importa quando o Corinthians está em campo e lembramos das histórias dos ancestrais, contadas naquela Arquibancada. Patrocinador no suvaco, roxemberg, tudo isso deixa de existir quando estamos diante do Corinthians. É apenas isso que levamos a sério com o coração e a alma, percebe? E se você mesmo se diz desiludido com isso, como poderia então se dizer entusiasta do clube da patifaria? Está a dizer que na sua torcida nem mesmo a camisa é levada a sério, entende o ponto?
    E isso é verdade, meu caro, a mais pura verdade.

    “Quase um post”, não, Filipe: um post e mais um pouquinho. Mas não se preocupe, aqui não deletamos opiniões contrárias. E, realmente, todos os males do futebol mundial nasceram em 1935, depois da reunião de mafiosos, corruptos e “vassalos do poder corrompido (opa, essa tem dono!)” que fundou o “time da maçonaria”. Estendemos nossos tentáculos do mal, e atingimos todo o globo terrestre: dominamos a FIFA, a UEFA, a CONMEBOL, CIA, FBI e Scotland Yard. Somos os “presidentes de fato” da CBD/CBF e, de quebra, usurpamos o poder na FPF. Roubamos o Palestra Itália, a Rua Javari, a Comendador Souza e o Canindé. Só não roubamos a Fazendinha porque o Cláudio Christovam Pinho, durante um treino, acertou um petardo indefensável contra nossos mísseis “ar-ar” que roubamos da Força Aérea Norte-Americana e estavam apontados para o estádio do Timão. E, depois da sua “exposição da verdade”, fico até com medo do meu filho visitar o blog, ver toda a “podridão” que eu escondi dele esse tempo todo e querer mudar de pai e de time. Se bater um tal de “Tomás” aí na tua casa, acolhe, tá? 😀

    • Filipe disse:

      Vinicius, é típico de bambi zombar da história. Pra quem pretende “verdade”, seu desdém é comovente. E você pode ser chamado de “troféuzinho” do spfc.
      Sabe o que é mais engraçado?
      Tentaram roubar o Palestra, tentaram roubar o Pacaembu, promoveram com os integralistas do Getulio a intervenção para acabar com a corrente do Correcher no Corinthians, pousou o helicóptero no campo, e tudo isso é verdade. E você desdenha. Tergiversa. Como fez no comentário lá no Seo Croce.
      É isso aí. Honrando o modus operandi e a pseudo-argumentação bambi sem-vergonha. Parabéns.

      Agradeço.

      • Vinicius Duarte disse:

        Filipe, você não percebe que a única maneira de encerrar discussão com você é aceitar tudo o que você fala? Eu não “pretendo verdade”, quem diz que “detém a verdade” é o SENHOR.

        Verdade é uma utopia, cara. Não está comigo, nem com você. Inventaram a palavra “verdade” apenas para utilizar como instrumento retórico de imposição de opinião. Tipo revólver, manja? Se eu te aponto, ou você aceita, ou morre.

        Se eu entrar contigo sozinho numa sala, e ficarmos uma hora conversando lá, na saída cada um dirá a sua “verdade” sobre a conversa. E uma será totalmente diferente da outra.

        Claro que, pela sua atitude aqui, quem estiver de fora será OBRIGADO a aceitar a tua história como verdadeira. Afinal, você comprou/ganhou/achou a verdade. Você e o tal do Paulinho, que escreve “verdade” em 100% dos posts dele. Como você, em seus comentários.

      • Filipe disse:

        Compreendo que seja mais fácil “desautorizar” alguém porque parece que “achou a verdade”. Ocorre que são fatos. Percebe? Desminta-os, não desminta a mim. Você é capaz? É óbvio que não.

        E, na boa, você anda lendo muito o juquinha, pra em tudo ver que o outro quer te fazer engolir uma porra de uma verdade. Não é o caso nisto que estou dizendo. Desminta os fatos, tente. Em nenhum momento você mencionou os fatos, pelo contrário, utilizou-se da própria forma de “desarticular” o interlocutor que o juquinha, como expoente máximo do modus operandi desse teu “clube”, opera.

        E você? Não percebe que a única forma de aceitar as mentiras que você propala a respeito dessa corja é aceitando as mentiras que a corja tem para alienar? Pois é, meu caro. A coisa não é “simples” como essa punhetinha de “versão de verdade”.
        Contra fatos não há argumentos, é o que se vê nisto que você diz. É por isso que só lhe resta desautorizar o interlocutor, a cada “comentário”.

        O FATO, que é bom, por medo ou por saber que a tua própria versão é enganosa, você nem sequer menciona.

        Mas é óbvio, eu estou “impondo” a minha verdade quando te digo que são os fatos…

        Mais uma vez, parabéns. Você é o próprio troféuzinho da juju.

        Tá, vou brincar contigo. Vou contar um “fato”: “você é uma bichona, Filipe, outro dia eu te vi lá no Jockey catando um traveco.”
        E aí? Pronto: criei um “fato”, uma “verdade”. Desminta, use da sua verborragia para desmentir.
        Em direito, isso se chama “inverter o ônus da prova”. É esse o tipo de prática que você quer impor, mas não pode ser aplicado num Estado Democrático de Direito (com raríssimas exceções).
        Quando se acusa alguém de ter cometido um crime, a obrigação de provar é de QUEM ACUSA, não de quem é acusado. Se você acusa o SPFC de todas essas atrocidades, o ônus de provar alguma coisa é TEU, não MEU. Só que te peço UMA coisa: se quiser provar, faça-o no TEU blog, ou mova um processo contra o clube. Bem, isso também não dá, por dois motivos:1-você não é parte, e as partes silenciaram; 2-os “crimes” prescreveram.

  9. olheiro disse:

    cara, o cruz é apaixonado, pourra louca e impulsivo, se pá, ele tá levando todos esses adjetivos como elogio, o Craudio, vulgo japonês também me parece ser boa gente e tão apaixonado quanto, agora essa ameba que tem como mérito em seu blog mostrar a história em sua parte bonita, que o clube dele realmente tem, por outro lado se mostra doente e consumido por sentimentos “estranhos”, meu esse Filipe é caso para Freud.
    Pior que o cara que ganha discussão no braço, só aquele que acha que seu argumento é porrada, tentando calar um semelhante dentro de sua própria casa, com argumentos tão infindáveis quanto doentios.

    Abraço, teu blog é firmeza meu chapa Duarte, e parabés pelo livro Simon, adoro futebol, sou palestrino, mesmo assim li seu livro do SCCP, e esse agora do SPFC, e em um blog de são paulino não vou ser deselegante em passar história verde, a mídia palestrina está aí para isso e mais um pouco.

    Valeu, Olheiro. Obrigado, mesmo. Eu vejo o “Cruz de Savóia” desde muito tempo, sempre “na encolha”, que o bicho pega por lá :D. E o “Chuta que é Macumba” há mais tempo ainda. São dois caras MUITO acima da média, falando de futebol ou qualquer outro assunto. E continue de olho! E, claro, pode falar também!

  10. Vinicius, esquecestes de citar o STJD, esse comprovadamente é comprado. Os outros é aleivosia!
    Torcedor “Bambi” invadir o estadio não é crime é liberdade à fauna? Sacanagem.
    Fosse um Corinthiano e estariam pedindo anulação do jogo e pena de morte.

    Os PMs que pegaram ele daquele jeito foram prestar depoimento no IBAMA, por maus-tratos aos animais silvestres.:D

  11. disse:

    Caro Vinícius, antes de mais nada obrigado pela citação e pela coragem e boa-vontade de contribuir com argumentos para com minha página. Agora permita-me dar meus pitacos, pois cabem aqui algumas notas, primeiro em relação à introdução do teu post:

    Cruz, desculpe, mas eu vou comentar “picadinho”. É meio filhadaputagem, fica parecendo os “vermeio-azu” do RA, mas não tem jeito: tá muito comprido.

    1) Na verdade, conheço são-paulinos, daqueles fanáticos e que frequentam estádios. Esses são geralmente mais velhos, da faixa dos 40 em diante (nem todos) e não se importam em negar o inegável (seja em relação à história tricolor, ao comportamento passivo da torcida ou aos títulos conquistados de forma polêmica)

    Eu não nego duas coisas, das três: 1- “comportamento passivo”, mas este eu encontro em 90% das torcidas brasileiras. Até na TUA torcida. Na boa, não tem torcida que fode mais quando o time precisa como a tua. 2 – “Títulos conquistados de forma polêmica”: TODA conquista é “polêmica”, e a polêmica sempre parte de quem perde. Se o SPFC ganhar mais, obviamente, a maioria da polêmica se voltará contra ele. Em 1977, eu VI um comercial (não tô louco), camisetas e impressos, patrocinados pela REDE GLOBO, dizendo: “A GLOBO GARANTE, o SCCP vai ser campeão!”. Era a chamada para o jogo SCCP x AAPP. Começa o jogo, Rui Rei expulso infantilmente. SCCP vence e sai da fila. Passa um tempinho e ele veste a camisa do SCCP. Se eu quiser fazer um post aqui, contando a MINHA versão dos fatos, como fica? Pra “história”?

    2) O fato dos títulos são-paulinos serem, em sua maioria, maculados, na minha opinião, por forças ocultas (como diria o bom e velho Jânio – aquele que impediu, quando vereador, que vcs se apossassem do terreno do Pq. Ibirapuera para construir um estádio particular, não vem do fato do SPFC ser ligado ao marquetíngue e ao bízines; tal fenômeno se liga antes ao fato do SPFC ter crescido sempre, até a época da redemocratização, em períodos mais duros de governos de exceção deste país – na ditadura de Getúlio, em meio à segunda guerra e na ditadura militar em seus anos de chumbo – que o digam Laudo Natel e Adhemar de Barros.

    Sim, crescemos mais nesses períodos. E daí? Posso dizer, então, (como muitos dizem) que agora, com o Lula no poder, se o SCCP construir o seu sonhado estádio, estará a “se locupletar”, com a ajuda do Zé Dirceu? Posso endossar as sandices do rapazinho motoqueiro? E se o Serra for presidente, e sair a “arena multiuso” da SEP? E se a Soninha for governadora? A história se repete, só mudam os atores. Quem te garante que as tuas fontes de pesquisa não são um bando de “Paulinhos”? Você tem recortes da FSP/FT nos teus arquivos? Aquela mesma FSP que usou as C-10 amarelas como camburões da repressão?

    Agora vamos à tréplica dos seus pontos rebatidos:

    1) Sim, eu posso te assegurar que sua torcida foi formada exclusivamente pela elite que frequentava o Paulistano, os filhos dos barões do café deste estado e, consequentemente, por aqueles que tinham prerrogativas sociais mais elevadas enquanto cidadãos (doutores, jornalistas, juízes e essa casta de gente que manda). Te asseguro isso porque o Paulistano fechou as portas para o futebol por não conceber a idéia de colocar seu nobre nome em disputa com times populares como o Corinthians. Aliás, o Paulistano se retirou na Liga Paulistana quando o Corinthians conquistou o direito de disputá-la – isso está nos registros, e não em publicações tendenciosas como a minha. Seus órfãos, assim, precisavam de uma nova e forte agremiação, que nasceu sob o signo da ‘superioridade’ sobre os demais.

    Velho, você não pode assegurar NADA que não tenha presenciado. Nem você, nem eu. Eu aprendi, do alto dos meus 45 parcos anos, a ter muita CAUTELA com as informações que recebo de terceiros. Quanto à teoria da superioridade sobre “aquela raça ignara”, se ela existiu, já se esvaiu ao longo do tempo, uma vez que, hoje, todos os grandes de SP (até o SPFC, acredite!) têm dentre seus torcedores pessoas de todas as etnias, condição social, orientação sexual. Na torcida do SPFC tem pobre, rico, preto, branco, bicha e hetero. Como na tua torcida, na do Cláudio. Se o “plano” dos fundadores do SPFC era esse, faiô. Somos um time de massa como a SEP, ou o SCCP.

    2)Estádios precários?… Então por que raios vocês tentaram roubar o nosso poucos anos após sua fundação (qual é mesmo a data?), quando o Palestra Italia era considerado o estádio mais moderno (e pioneiro) de sua época? Melhor, por que foram tomar à força o estádio do Germânia?

    Eu falei “estádios precários”, apenas para ilustrar o semi-amadorismo do futebol nas décadas de 1910 e 20. Releia o texto, tá tudo lá. Não tome a parte pelo todo.

    3) Como assim ‘não soubemos perpetuar nossa tradição’? Palmeiras e Corinthians ampliaram suas torcidas em anos de secas e são ainda, você sabe bem disso, as duas maiores torcidas do Estado. Sim, porque eu não conto com mulheres e torcedores de sofá, que só aparecem em dezembro, nas minhas contas. Isso não é tradição, é oportunismo barato e congenito de uma turma que nunca precisou colocar a mão na massa: tinham escravos, depois acharam os italianinhos para trabalharem por eles e erguer esta cidade, não é mesmo?

    Cruz, como você mede “torcida”? Pela tua régua, em SP só existem duas torcidas: a do SCCP e a da SEP, porque torcedor, pelo visto, é que nem cachorro de raça: tem de ter “pedigree”. E o “pedigree” só pode ser expedido pelo “Depto. Seo Cruz de Identificação de Torcedores”. Os requisitos: ser imigrante, pobre, imigrante pobre, filho de pobre, filho de imigrante pobre ou qualquer oprimido pelo “sistema”, sejá lá qual for o tal “sistema”, você que determina.) Os torcedores do SFC, pra você, são alienígenas, que chegaram a Terra junto com a nave do Pelé. Os do SPFC, pior, foram criados no laboratório do Dr. Joseph Mengele e alimentados pela maçonaria. Filho dos “com pedigree” que debandaram para esses clubes, perderam automaticamente a condição de torcedores, passando a ser somente “simpatizantes”. Aí, realmente, fica difícil. Dá baixa no sistema.

    4) “futebol é uma diversão em que a graça está em vencer”. Bom, aí é foda… Futebol não é diversão, meu amigo, já cansei de dizer isso. É a maior manifestação cultural do nosso povo, é o que nos deu identidade enquanto nação, em definitivo, em 54, quando ganhamos a Copa e o mundo nos descobriu: levantamos a cabeça e deixamos para trás o vira-latas de Nélson Rodrigues. Além do mais, pelo seu raciocínio, deveriam existir hoje 11 ou 12 clubes no Brasil – todos os outros vencem de vez em nunca e, pela tua lógica, não deveriam ter torcedores nem o direito de existir e agradar aqueles que o representam, de botar um sorriso em seus rostos sofridos nem que seja só por 90 minutos. Reveja esse conceito, please…

    Em 54, não ganhamos nada. Aliás, tomamos um cacete da porra, na bola e no pau. Em 58, ganhamos a primeira. Não disse nada disso aí do fim. Veja a resposta que eu dei ao Cláudio para entender o que eu penso. Todo time grande (com grande torcida, entenda-se) ganha alguma coisa, ou já ganhou um dia. Do contrário, não terá apelo popular. Deixei o exemplo da ADSC e da APD pra comparar. Teu time teve grandes momentos de glória, por isso carrega consigo uma massa apaixonada. O meu, também, mesmo que você não goste ou não queira. Sabia que, ao usar a palavra “diversão”, nego ia cair matando. Deixei, pra provocar. Concordo em 100% contigo sobre a importância do futebol na história e cultura brasileiras. Aqui, futebol é muito mais que um simples jogo. E, por isso mesmo, estamos aqui discorrendo sobre o assunto, com visões sociológicas mais abrangentes do que em muita tese de mestrado da fefeleche.

    5)Suas contas estão corretas e fazem sentido (de 35 à 70). Não se pode, de maneira nenhuma, no entanto, descartar a força que a imprensa deu (lembre de onde nasceram os primeiros donos de jornalões) para seu time e seus adeptos a partir da segunda metade da década de 80. Considerar os simpatizantes que se formaram aí com os são-paulinos de gerações anteriores é comprovar o que estou falando. Hoje vou ao Morumbi por força da profissão, vejo o jogo de dentro do campo. Fui ver SPFC X Corinthians, pelo segundo turno e te juro, senti vergonha alheia: por 3 vezes tua torcida tentou cantar o hino, e por 3 vezes parou ao fim da segunda estrofe (porque não sabe o resto). Olhando nos anéias inferiores, era um tal de gente dançando, comendo quitutes e admirando a lojinha ou a academia de ginástica (porque futebol não importa, importa é sair na rua depois da vitória com uma camisa que vende superioridade numérica sobre os outros).

    Sobre a “força da imprensa ao SPFC”, o próprio post mostra como seria inevitável essa “força”, pois o SPFC foi notícia por uma série bastante expressiva de triunfos. Não por ter “comprado a mídia”, mas porque, simplesmente, ganhou mais campeonatos que os outros. Historicamente, os “jornalões” dão muito pouca importância à editoria de esportes. Esporte e Crime sempre foram os lixões das redações. Se a SEP for campeã brasileira em 2009 (não vai ser, irmão, sinto muito :D), posso pedir pros veículos “esconderem” a notícia, da mesma forma que escondem que dois trens do metrô bateram anteontem? Quanto á “modinha” que você presenciou, também está no post. Modinha é mato, nego. Aqui, no Palestra e no Pacaembu. Se você não quer ver, paciência.

    Vou parar por aqui porque teu post é longo e meu comentário ficou ainda maior, me desculpe. Voltaremos com certeza a debater este assunto, aqui mesmo, mas agora vou ler os coments deixados aqui – coisa que ainda não fiz.

    Obrigado pelo espaço e eternas saudações Alviverdes do Palestra Italia!

    É nóis, irmão. Aqui, tirando o cu, o espaço é teu. Você lá, eu cá, mas todos querendo um mundo melhor e mais tolerante. Cabe todo mundo nessa porra, sem aperto. Valeu.

  12. Thiago disse:

    Caro talentoso escritor: não vês que a discussão não anda porque os torcedores do time verde tomam por certas uma dúzia de suposições, distorções, generalizações e visões parciais sobre nossa história?
    O raciocínio é simples: amaldiçoe o berço, já que ninguém pode provar nada sobre botas do século passado, e tudo o que vier em seguida já estará manchado, mesmo que seja um tricampeonato brasileiro belíssimo ou vinte anos de soberania.(Ops, esqueci que não posso celebrar nossa glórias. Sorry.)

    Detalhe: pergunte a qualquer um deles sobre a polêmica histõria dos negros no Palestra, e verá como eles de bate-pronto a classificam de “boataria”.

    Lá, tudo tem dois pesos e duas medidas bem distintas, e o que acontece é um joguinho de papéis digno de novela global: qualquer um que use as palaras “bambi”, “alienado” e “escória” é torcedor apaixonado e legítimo; enquanto que qualquer sãopaulino merece um tiro na boca.

    A realidade é muito amarga, meu chapa. Pra uns, vale mais criar sua própria ilha dos sonhos onde tudo é verde e Diego “Showza” > Zidan(ilo).

    No mais,parabéns pelos textos.

    Pô, mas e esse Diego Souza, hein? Botava mó fé no maluco, e o meu irmão Valmir falava: “naaada, é mais um bocaberta…”. Prevaleceu, como quase sempre, a visão dele. Não entendo picas de futebol, mesmo… Obrigado, Larroca.

  13. André disse:

    Uma coisa que eu não entendo é neguinho, que nunca saiu nem do estado, com camisa do Real Madrid, Barcelona, Milan. Sem querer patrulhar ninguém, essa é uma atitude para lá de tosca.

    É a “grobalização do futibó”, fato que muitos atribuem ao nascimento do SPFC, o “time da maçonaria”. Na TV daqui a pouco passa até campeonato esloveno. E a macacada vai atrás.

  14. Thiago Ferreira disse:

    Cruz, Craudio e Eu..entao CREEEEEUUUUU.
    OLha o que escreveu um nao corinthiano (Mauro Betting)

    “Aliás, que não me leiam: não importa nem mesmo se o Corinthians estará
    jogando.

    O que importa é que haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um
    estado de espírito alvinegro.

    Um torcedor que acredita sem ter o porquê;
    que torce sem ter por quem;
    que joga sem ter com quem.

    O corintiano não torce por um time.
    Ele torce pela torcida.

    Por isso, não precisa a equipe estar em campo.
    Basta um corintiano encontrar um corintiano pela cidade. Esse é o
    jogo. Essa é a alegria. Essa é a vitória.

    Esse é o título incontestável. Um torcedor que se sente campeão só de
    ver um outro torcedor.

    Isso não explica nem de longe o que é o Corinthians.
    Mas, do lado de cá (do microfone e da imprensa há 17 anos, da
    arquibancada a minha vida toda), posso dizer que não é preciso o
    Corinthians entrar em campo para vencer.”

    Se tem uma coisa que não entra na cabeça de um corinthiano é isso: existem torcedores COMO ELES em TODAS as torcidas. Se lá tem mais, pouco importa. Eu, por exemplo, sou MUITO MAIS FANÁTICO pelo SPFC que MUITO CORINTHIANO é pelo seu time, porra! A paixão pelo futebol e um clube NÃO TEM como “maternidade exclusiva” o PSJ. Esses textinhos laudatórios e oportunistas, ainda mais quando feitos por pseudo-literatos e trocadilheiros baratos que, ao comentar jogo, comportam-se como se estivessem com um joystick analisando um videogame, só servem para alimentar na alma corinthiana essa “diferenciação mitológica” que reputo ODIOSA e discriminatória contra as demais torcidas. Mas não adianta falar. O mito tá aí, forte e criado, há quase um século. Cultuem-no à vontade. Religião não se discute. Parei.

  15. Sandro disse:

    Interessante seu texto. Mas ainda acho que SCCP e SEP tem torcedores e o SPFC tem simpatizantes. Ficariam dias debatendo isto com você(rs). No mais, concordo com seu texto na parte final.

    Agora dizer que o SPFC não é protegido das imprensa é um atentado a inteligencia alheia. Exceto o fanfarrão do Milton Neves, todos “passa um pano para vocês”.

    Abs. Descobria pouco seu blog. Parabens pelo conteudo, mesmo quando discordo dele.

    A imprensa sempre fica do lado do mais forte. Caaalma, é brincadeira! 😀 Valeu, Sandro.

  16. André Nogueira disse:

    Caros,

    Sou Corinthiano. Meus amigos falam que sou fanático. Não acho. Conheço bem a história do meu time, frequento muito os estádios (principalmente nas fases ruins) e “ouço” muita coisa sobre a história dos rivais.
    Em resumo, admiro tanto o meu time e a torcida da qual faço parte – não as organizadas, mas os corinthianos comuns – que não me importo nenhum pouco com a torcida do SPFC, da SEP, SFC. Se são de modinha, fanáticos, engajados, locupletadores, safados, hipócritas…que se explodam e sejam felizes.
    Quando discutimos esses fatores, colocamos em segundo plano o nosso amor pra depreciar o do outro.
    Essa masturbação mental, com pitadas de sociologia e história, é absolutamente infértil.
    Vão pro boteco que o clima tá propício. Lá todos podem dar o braço a torcer em um ou outro, sem que fique registrado o “deslize”.

    Tá convidado para o boteco.

    • SENHOR ANDRÉ NOGUEIRA, OUSO DISCORDAR DO TÔNUS DE SUA COLOCAÇÃO.

      O FILÓSOFO GEORGE WILHELM FRIEDRICH HEGEL POSTULOU EM SUA FAMOSA ASSERÇÃO QUE “O REAL É RACIONAL E O RACIONAL É REAL”.

      POIS BEM. OUÇAMOS PARCIALMENTE O SEMI-DEUS.

      GRANDE SOCIÓLOGO DO SÉCULO XX, NÃO OBSTANTE, REDARGÜIU-LHE DE FORMA BEM INTERESSANTE, SUBVERTENDO SUA ARCAICA FORMA EM “O REAL É RELACIONAL E O RELACIONAL É REAL”.

      EM OUTRAS PALAVRAS, TUDO AQUILO QUE EXISTE, EXISTE RELAÇÃO A. NADA HÁ NO VÁCUO, NEM SUA PAIXÃO PELO CORINTHIANS, NEM O MODO COMO SUA VISÃO FOI FORMADA EM RELAÇÃO ÀS TORCIDAS, NEM MESMO O SOLIPSISMO CORINTHIANISTA ENGAJADO APREGOADO PELO SENHOR.

      SE O SENHOR AFIRMA QUE A GRANDEZA DE SEU TIME – QUE NUNCA DEIXOU DE SER O MEU, E QUE FRANCISCO TERRA NÃO NOS OUÇA! – BASTA POR SI, ISTO SE DEVE À REPRESENTAÇÃO DE GRANDIOSIDADE GRANDILOQÜENTE CONSTRUÍDA AO LONGO DO TEMPO DE FORMA RELACIONAL ÀS OUTRAS TORCIDAS.

      E SÓ MESMO UMA BOA PITADA DE HISTÓRIA, SOCIOLOGIA E FILOSOFIA PARA EXPLICAR O MUNDO.

      SEM OS OUTROS, NÃO NOS REFERENCIAMOS. PARA O BEM E PARA O MAL.

      ANDRADE NETO, SUSTINE ET ABSTINE.

      Quanto mais você escreve estas coisas, mais eu desconfio desse seu “abstine” aí de cima… 😀

  17. Fernando disse:

    Meus parabéns para André Nogueira; para o blogueiro, na resposta ao Thiago Ferreira, e para o Thiago.
    Gênios!

    Em nome de todos os “envolvidos”, agradeço.

  18. Thiago Ferreira disse:

    Vinicius. Tambem parei com esse negocio de discutir religiao. O fato agora e concreto eh o seguinte: “O Timao tem que levar ferro do Mengo, pra mostrar que nao eh entregador, e o Goias tem que levar ferro do S. Paulo pra provar que nao deve nada aos Gayuchos, pela entrega de 2007.” Acho que funciona muito melhor do que esses “textinhos laudatorios”. E vamu que vamu. Vamu Sp.
    Viva eu, viva nois, viva a puta que pariu! eheheheh

    Veremos… 😀

  19. Alê disse:


    Hoje lembrei-me de uma notinha que li, anos atrás, de um estudo que afirmava que após um jogo importante do corinthians, a região da Gde SP, sofria um declínio de produtividade em todos os segmentos (serviços, comércios, indústria, autarquias). Quando o time perdia o declínio era maior do que qdo ganhava.

    Fui procurar o tal estudo para ler com atenção em função desse post aqui que acabou gerando meu interesse.

    Não encontrei, mas achei alguns estudos acadêmicos, envolvendo o futebol -> http://vqv.me/Fq

    Dentre esses estudos, há um que pode dar um embasamento científico a essa discussão sobre torcedores e simpatizantes.
    Medindo a fidelidade das torcidas brasileiras: uma análise econômica no futebol -> http://vqv.me/Fw

    Alguém (Vinícius, leitores) com tempo, interesse e disposição, poderia reproduzir a experiência (as equações estão descritas na página) para o ano de 2009 ou, quem sabe, para toda a década e fazer uma tabela comparativa medindo o afluxo de cada uma das tres torcidas discutidas.

    Será que algum neguim ia enfiar o rabo entre as pernas, ao ver um resultado desfavorável e incontestável?

    Alê
    Ps. Briga entre torcedores deveria ser sempre retórica.

  20. Thiago Ferreira disse:

    Ale. Ja que vc. nao tem tempo ou saco, pra refazar a tabela comparativa, para a ultima decada, tomei a liberdade de dar uma olhada, e dei uma melhorada inserindo mais algumas variaçoes:
    Partindo do pressuposto que o torcedor vai ou nao a campo em caso de E (empate) D (derrota) ou V (vitoria) de seu time temos:
    if V ; Tsp > 0
    if E or D ; Tsp 0
    2009
    http://200.159.15.35/seriea/estatisticas.aspx

    2005
    http://200.159.15.35/seriea/estatisticas.aspx

    • Alê disse:


      Cara, eu sou uma anta em matemática.

      Das quatro operações, malemale consigo somar/subtrair. Pra multiplicar eu preciso contar nos dedos e qdo é pra dividir eu desisto e entrego pra deus. Calculadoras HP eu só usava pra brincar, tentando escrever frases usando os números, e nunca atinei pra que serviam aquele montão de outras operações.

      Se vc tem o tal saco-temporal (tempo-sacal?) para brincar com esses nrs, trampa aí e mostra o resultado mastigado pra gente. Quem vai dar a nota do tcc vai ser o fessô Vinicius, tenha cuidado.

      Alê

      Tô fora. Esse blog aqui só serve pra eu parar de fazer conta um pouco.

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