Cadê os pretos?? (parte que faltou, sorry)

O show do post anterior (leia antes deste, senão não faz sentido) é de 2mil e alguma coisa. Este aí é de milnovecentos e oitenta e um, oitenta e dois, presumo. Escolhi esta música (Let’s Groove), porque talvez ela seja o marco mais evidente da “branquelização” imposta pela indústria fonográfica de um grupo genuinamente preto,

Todo mundo adora esta música. Eu também adoro. Mas, quando você quiser saber se uma música é de preto ou de branco, tem de escutar o contrabaixo. E este contrabaixo, afora as bizarrices “vocoder” acopladas, é de branco.

Verdine White (baixista do EWF, o que toca no vídeo), na definição irretocável de mestre Valmir, é o cara que suinga com duas notas. Nesta apresentação, ao vivo (e, teoricamente, sem amarras), ele bate as notas junto com a bateria. O “suingue” fica por conta da mágica combinação que ele arrumou, sem precisar recorrer ao batido riff “disco” que, por limitações óbvias, não dá pra reproduzir em texto, mas pode ser ouvido aqui, para quem não souber como é.

Esta era a explicação para o segundo aspecto do filme “Dreamgirls” abordado no post anterior que, por eu não ter um revisor e querer fazer tudo na correria, ficou faltando.

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7 Responses to Cadê os pretos?? (parte que faltou, sorry)

  1. Reload:
    I- Sou Corinthiano e achei que o campeonato foi como qqer campeonato, desorganizado e com muitas armações e erros de apito.
    II-As enchentes em SP existem desde a fundação da cidade, em 1970 qdo comecei a trampar (nova essa)já enfrentava enchentes no Brás, Pari, Mercado etc.
    III-Pentado novo do RiK? Deixa de viadagem que o papo aqui é sério.

    IV- Merda é o que tem na cabeça de quem considera merda um palavrão, um conselho: Não gosta de merda? Use bosta!

    V – Black is Beautiful, agora como gostar do Carlinhos Brown? Quem tem um disco desse cara?

    VI- Voltando hoje li de carreirinha os post e
    ri muito. Só não consigo rir dos meus amigos e parceiros da Vila Pantanal, Vila Any, Jd Romano, Vila Mara e adjacências. Eu avisei, não compra terreno em Condomínio Resort, pode dar merda, infelizmente deu!

    Sumido, hein? Pensei que tinha trazido o barco pra fazer carreto no Pque. Santa Madalena. Carlinhos Brown é uma cruz muito pesada pro Chico Buarque carregar. Já pensou o almoço de domingo em família?

    • Essa cruz deve ser aquela cantada pelo Evaldo Braga. Só de sacanagem: Chico/Marieta devem ter ouvido a famosa frase Você não gosta de mim, mas tua filha gosta….
      A propósito o barco estava em uso na represa do Capivara, muitas corvinas e tucunarés. Camping, quase selvagem posto que fica a trinta quilometros daqui do barraco, sem internet/celular.

  2. Valmir disse:

    Velho. Fiquei pensando sobre o post. Sabe quem faz a linha do tempo ? Da Black Music crua para a lavadinha, engomada e passada a ferro ??? Ele mesmo … Michael Jackson. Do cabelo black / nariz batatudo até o Alisabel-tinturas Márcia / narizinho de Narizinho do Sítio do Pica Pau Amarelo, pode traçar uma linha do tempo … a música negra americana foi se diluindo, até chegar nessa tranqueira que só presta p´ra fazer subwoofer funcionar.
    Pegue um Greatest Hits de Michael Jackson (com, no mínimo, 15 músicas !!!). Ali está todo o percurso da música negra americana, materializando seu(s) post(s).

    Putz, e se eu te disser que AGORA eu estava botando um comentário no post do Ângelo dizendo quase a mesma coisa, e acabei engatando esse teu raciocínio? Cara, nessas paradas aqui nóis tá tipo Pelé-Coutinho, hein (você é o Pelé, claro)?

    • Lucius disse:

      Esse é um dos “estragos” que o Michael Jackson fez na música.
      Outro é que, para mim, Britney Spears, Justin Timberlake e semelhantes, são todos frutos daquele. O jeito de “cantar”, meio que gemendo, as batidas, dança.

  3. André Nogueira disse:

    Vinicius,

    Depois do CD, que facilitou a mudança das faixas por controle remoto, e do Napster, a indústria músical (em todos esses anos nessa indústria vital, isso nunca aconteceu antes) se resume a singles.

    Pegue o disco “What’s going on” ou “In Our Lifetime” do Marvin Gaye. As obras ficam maiores qdo apreciadas direto, numa ouvida só, faixa após faixa. Melhor, ficam com a grandeza justa e exata de obras primas.

    Quem faz isso hj? Quem tem hábito de se acomodar num canto da sala, encontrar o melhor ângulo de audição, ajustar os graves médios e agudos e azeitar o Subwoofer? Virou fast food, ninguém sente o sabor. Todos ouvem música no PC conversando no msn ou tuitando. Vai lá, baixa, ouve, descarta, baixa, ouve, descarta…baixa…ouve…descarta…

    Diante disso, qual vantagem a indústria musical levará investindo em músicos, produção e … qualidade?

    Quem se adaptou a quem? A indústria ou consumidores (?) de música?

    Boa pergunta. Mas se a gente pensar no “mercado”, o atual perfil dos consumidores, por ser bem menos exigente e seletivo, cai como uma luva para o atual modo de operação da indústria. Ninguém vai ao McDonalds pra degustar, vai pra encher a pança. Agora, quem “começou” com isto, eu não sei.

    • Lucius disse:

      Mas quando se escuta que determinado disco levou trocentos meses para se gravar uma virada de bateria ou outras coisas do tipo (não sei se é puro marketing) a coisa não fecha para mim. O que explica economizar num lado e gastar horrores noutro?

      Ah, tem muito de mkt nesse negócio de “trocentos meses pra gravar virada de bateria”. E a economia, no caso, tem mais a ver com tempo do que com dinheiro. Tem de lançar rápido, consumir rápido e descartar rápido.

  4. Valmir disse:

    Aí vai um outro insight, agora sob patrocínio da Dinah´s Previsões de Mercados Futuros. Logo logo vem aí alguém um pouco acima da média e vai passar o rodo na Black Music. Pode ver. Jamiroquai, Amy Winehouse e Joss Stone são dos poucos que têm respeiteitado à “liturgia” do som e construindo uma carreira boa, nadando de braçada na mediocridade geral. Todos ingleses … a conferir nos próximos anos.
    Embora, com toda a produção a que temos acesso em tempos de iutubil e gugol, nem quero estar vivo p´ra ouvir … já estou feliz demais assim. Azar de quem ainda não aproveitou.
    Mas abraços

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