TUDO o que você precisa saber sobre o Caso Nardoni


Mais um genial clique do Raphael Falavigna/Terra

O julgamento do Caso Nardoni foi isso aí que você está vendo na foto. Parabéns a todos os envolvidos. Próximo!

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13 Responses to TUDO o que você precisa saber sobre o Caso Nardoni

  1. Lucius disse:

    Perigo é esse circo virar moda.

    A Globo News levou o julgamento praticamente a todos os seus programas. Nos jornais, é praticamente o tempo todo, com vários juristas convidados. Mas a mediação feita pelos jornalistas é sofrível. Não conseguem fazer uma pergunta boa. Quando param de ler o telepronter é um vexame.

    O caso é triste, mas arrisco dizer que só teve essa repercussão toda porque envolveu classe média. No mesmo período que houve essa morte cheguei a ler sobre um caso barra pesada em Brasília, também envolvendo criança (houve violência sexual, morte, envolvimente de parente). Repercussão mínima pois era de família pobre, periferia.

    Só divagações.

    Divagações interessantes. A cobertura foi sofrível e burlesca. E os que ficaram na porta do fórum esperando o linchamento veredicto, me deu muita pena. Muitos deles já devem ter visto barbaridades piores perto da casa deles antes e nem ligaram.

    • Lucius disse:

      Hoje vi imagens de um garoto (corajoso) que estava protestando na porta do fórum quanto ao julgamento prévio, manifestação do público etc. Daí uma senhora, com um filho pequeno no colo, começou a agredí-lo.

      Outro dia, no mesmo local, um segurança da Globo deu um empurrão numa pessoa que ficou atrás do César Tralli.

      Você escreveu abaixo:
      “Algumas cenas desse episódio me fizeram descrer fortemente do futuro da humanidade”.

      Eu vi isso também (da mulher gorda agredindo o rapaz), um absurdo. No do Tralli, era um idiota tentando ser o novo integrante do Pânico. Segundo um fotógrafo que estava lá, ele se passou por jornalista e foi preso em seguida.

  2. Leo disse:

    Parabéns também ao juiz Maurício Fossen.

    Ele fez o que a platéia queria e fixou a penas dos coitados lá no teto. Majorou a pena base quando a jurisprudencia maciça diz que em casos onde o condenado não tenha antecedentes a pena base deve ficar no mínimo legal.

    Sem contar que, eles estão presos com base unicamente no clamor público.

    Quero ver algum jurista ter coragem de escrever sobre isso aí.

    Esse julgamento foi recheado de ocorrências lamentáveis. A justiça passou longe dele, em vários aspectos.

    • Lucius disse:

      Eles ficaram 02 anos presos sem justificativa. Enquanto isso o assassino confesso Pimenta Neves está por aí. Mas é jornalista, ninguém fala nada.

      Na apelação, a tendência é os desembargadores apararem as arestas. Pena deve ser diminuída. Ou na pior das hipóteses (para eles), no STJ.

      Mas parece que a Globo vai ficar de marcação ferrenha, já estão debatendo sobre quando terão direito a regime semi-aberto. Vai ser igual ao caso da Suzane. Já deve ter repórter negociando entrevista no presídio.

      Agora, se não derem segurança, os dois vão sofrer na cadeia, principalmente a mulher.

      E o mercado de “vítimas profissionais” vai aumentando: Ota, Perez, todos lá. Já já sai da tela do Datena e vira novela.

  3. Luis F Geraes disse:

    Patetica a cobertura deste caso, o “debate” no programa da Galisteu, onde estavam figuras como Marcelo Rezende e a “chave de cadeia” Eliana Passarelli, foi cobertura no bolo, deste “julgamento”

    E as horas de comentários de “especialistas”, “peritos” e “juristas” que, inexplicavelmente, estavam naquelas filas ridículas, alguns amarrados em cruzes, para assistir o julgamento. Algumas cenas desse episódio me fizeram descrer fortemente do futuro da humanidade.

    • Carlitos disse:

      “Algumas cenas desse episódio me fizeram descrer fortemente do futuro da humanidade”.

      Arriscaria que seria mais no futuro do Brasil, Vinícius. Humanidade é um termo muito pesado.

      Na França, por exemplo, há diversos mecanismos que impedem a midiatização de tribunais de júris. Nos EUA, por outro lado, onde a questão técnica é levada ao extremo da consideração, com as “provas periciais” existentes dificilmente eles seriam condenados.

      Mas é isso mesmo. Enquanto a prática do direito se pautar pelo populismo, e não por sua lógica própria, o que veremos será isso: vingança para saciar a sede do povão, da classe média moralista e da mídia, e não justiça.

      No Brasil ninguém se dá conta de que o mero informar se trata de um instrumento de enformação da realidade. Fazer ver é fazer crer. O veredicto do juiz tratava a “opinião pública” como algo natural, um clamor espontâneo que surgira do nada… A Idade Mídia é aqui.

      Perfeito, Carlitos.

  4. Fábio Peres disse:

    Para aparar as arestas é que existe segunda instância, gente; e pode ter certeza, ao condená-los a penas maiores do que o previsto o juiz abriu espaço para ser contestado pelos desembargadores (já que o juri popular faria exatamente aquilo que era esperado, nesse e em qualquer outro caso).

    Infelizmente, no entanto, o problema maior vai persistir por muito tempo, o do passionalismo – nossa mentalidade sempre foi a de crucificar assassinatos em família, vide caso Suzane, e não de entender o que está por trás deles – nesse caso, a relação de ódio entre mãe e madrasta simbolizada pela menina, com o pai no meio do tiroteio.

    Isso porque tem muita gente que crucifica os autores do crime, mas se estivesse na posição de aceitar uma filha “enjeitada” de antes do casamento do marido nem a deixaria entrar em casa, nem ao marido ver “a outra” sem a sua permissão.

    Ou não?

    Sei lá, só sei que o povo anda muito doido.

    • Carlitos disse:

      Fábio, antes até de suas considerações, que eu acho válidas, vale a pena lembrar que um dos princípios que regem o direito é o in dubio pro reo.

      A perícia porca que foi feita no local do crime não conseguiu uma prova consistente e material que ligasse os supostos assassinos à vítima.

      Não coletaram material de baixo das unhas dos suspeitos – por conta da esganadura – nem fizeram perícia nas chaves que eles possuíam – dado o ferimento na testa da garota -, únicas provas materiais consistentes que poderiam vincular os autores ao crime.

      Não duvido que eles a tenham matado, mas, de acordo com as normas que regem o direito, esta não é a questão central. A questão é provar que, de fato, há sólidos indícios materiais que comprovem a versão sustentada pela promotoria pública.

      Basta assistir àqueles programas da Discovery Channel sobre desvendamentos de assassinatos para saber que as provas apresentadas – pingos de sangue no chão, camisa suja do tecido da grade, fator lógico-temporal – não são conclusivas por não ligarem diretamente os acusados ao crime. Elas dão embasamento a uma interpretação, dentre várias outras possíveis, do que teria ocorrido.

      Com a imprensa fazendo o auê que fez, até eu, que nem bacharel em direito sou, conseguiria ser promotor do caso com sucesso.

      • NRA disse:

        “A perícia porca que foi feita no local do crime não conseguiu uma prova consistente e material que ligasse os supostos assassinos à vítima.”

        Não?!?!? Primeiro, a perícia pode não ter sido excelente, mas foi muito bem feita. Tanto que colocaram os réus na cena do crime e na hora do crime (vide linha do tempo dos eventos, apresentada pelo promotor). Isso sem falar na marca da rede na camisa do réu.

    • NRA disse:

      “pode ter certeza, ao condená-los a penas maiores do que o previsto”

      Como assim?!?! Sou leigo nisso, mas na sentença do juiz está escrito:

      “ma vez que as condições judiciais do art. 59 do Código Penal não se mostram favoráveis em relação a ambos os acusados, suas penas-base devem ser fixadas UM POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.”
      Ou seja, o juiz foi até “bonzinho” com eles….

  5. Roberto disse:

    Fico imaginando as pessoas com o nome NARDONI. Estão todos estimgatizados pela MÍDIA.

    Se até os VIZINHOS tiveram os muros pichados, imagina os parentes.

  6. Roberto disse:

    Não só os parentes, qualquer um com esse sobrenome neste país continente.

  7. Paulo disse:

    Mas nada, absolutamente nada, superou a lição de prática jurídica do nosso amigo motoblogueiro de 2 CPF’s. Nossa, confesso que aprendi bastante vendo o escr1ba ensinar como se deve advogar perante o júri. Sensacional!

    Realmente, uma aula de deretcho. “Com sua argumentação pífia, o advogado Podval…”.:D Esse motoblog é mais engraçado que qualquer site de humor, e nem precisa se esforçar. É só sentar no computador e escrever qualquer coisa.

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