“O Soberano” reforça preconceito ou você já veio com ele de casa?

Pretendo ir sábado assistir ao filme “Soberano” (trailer aí em cima), que conta a história dos seis títulos brasileiros do SPFC (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008).

Hoje o Maurício Stycer, no seu blog do UOL, escreveu uma crítica do filme. Está aqui. Vou separar alguns trechos para comentar, mesmo sem ter assistido ao filme, porque não precisa. Afinal, o Mauricio parece ter saído de casa para o cinema com o post pronto, também. Querem ver?

“Soberano” reforça preconceito que só elite torce para o São Paulo

Bem, este é o título. Existe esse tal preconceito? Pode ser que, entre algumas pessoas, ainda exista. Assim como existem preconceitos diversos, de diferentes intensidades, espalhados por toda a sociedade. Da mesma forma que dizem ser o Palmeiras o “clube da italianada”, mas quando você vai ao Palestra o que mais acha é cearense. Aí você muda de opinião se quiser, né?

Quando eu me criei sãopaulino, lá pelos anos 1960, esse preconceito era BEM mais visível e arraigado. Hoje, basta dar uma passadinha em Paraisópolis, por exemplo, e perceber que envergar uma camisa tricolor não confere status de elite a ninguém. Então, um preconceitozinho fraco desses, mesmo que reforçado pelo filme, não valeria o título do texto. Mas aí é com ele, cada um escreve como quiser. O problemático no post são as razões apontadas pelo Maurício para sustentar a sua afirmação do título. Vejamos, destacando trechos:

Causa, sim, estranheza em “Soberano” o mote escolhido pelos diretores, também autores do roteiro, para dar sentido e costurar a narrativa do filme. É o conceito de “hereditariedade”.

É aí que a porca botafoguense do Maurício começa a torcer o rabinho. Filmes sobre o Corinthians (só pra ficar num exemplo “povão”), enaltecem o “corinthianismo”, uma cultura secular que passa de pai pra filho, e a todos do clã causa orgulho. Posso aqui linkar uma miríade de textos laudatórios ao SCCP e outros clubes, nos quais os autores agradecem ao pai, ao tio ou ao avô a “graça de serem corinthianos”. A Leonor Macedo tem este texto bacana, e eu colo um videoclipe recente, pra ficar numas de audiovisual:

Se isto (papai cabelo branco pedir pro filhão tocar o hino do SCCP em inglês na porta do Pacaembu) não é “conceito de hereditariedade”, nem sei mais o que é. E até achei meio “elitista”, sabe? Sei lá, cantando em inglês, uma vibe Garage Band… Mas deve ser preconceito meu. Sigamos:

Desde a canção de abertura, composta por Nando Reis, até o final, reforça-se por meio de depoimentos a ideia de que a paixão pelo São Paulo é um sentimento herdado, que passa de pai para filho, de geração em geração.

Desde a canção de abertura, composta por Moacyr Franco, até o final, reforça-se por meio de depoimentos a ideia de que a paixão pelo Palmeiras é um sentimento herdado, que passa de pai para filho, de geração em geração.

Desde a canção de abertura, composta por Rappin’Hood, até o final, reforça-se por meio de depoimentos a ideia de que a paixão pelo Corinthians é um sentimento herdado, que passa de pai para filho, de geração em geração.

Desde a canção de abertura, composta por Agnaldo Timóteo, até o final, reforça-se por meio de depoimentos a ideia de que a paixão pelo Botafogo é um sentimento herdado, que passa de pai para filho, de geração em geração.

Pronto, fiz uma brincadeira aí: o texto em vermelho é o original do Stycer, nos outros eu só troquei a cor, o nome do clube e o autor da canção de abertura. Algum “causou estranheza” em você, Stycer?

Futebol, Stycer, é um valor cultural da sociedade brasileira, que se mantém forte pela TRANSMISSÃO AOS DESCENDENTES destes valores. Eu aprendi a ser tricolor com minha mãe, que aprendeu com o pai dela, e ensinei aos meus filhos. Quem te ensinou a ser botafoguense, caro Maurício? Se não foi um ascendente ou colateral seu, você é a exceção de que eu preciso pra confirmar minha regra.

Sendo esta a principal forma de transmissão do “corinthianismo“, da “palmeirensice“, da “botafogueiragem“, por que cargas d’água quando um filme vai retratar o “sãopaulinismo” vira “reforço de preconceito” ou, pior, ATITUDE QUE DENOTA ELITISMO?

Um depois do outro, os torcedores vão descrevendo a emoção de torcer para o mesmo time do pai e do avô e da alegria que sentem por transmitir este “legado” aos próprios filhos. Um torcedor negro reforça essa tese ao falar que, na Zona Leste, onde nasceu, “era minoria”. E diz: “Eu fugi à regra”. (grifei)

Leia com atenção o que você escreveu, Maurício: o “torcedor negro” (preconceito?) reforça a tese da “transmissão do legado” por falar que “era minoria na Zona Leste” e “fugiu à regra”? Qual regra? A de que todos os moradores da Zona Leste são órfãos, menos os sãopaulinos? Não, né? Ele diz que fugiu à regra, é óbvio, porque a Zona Leste de São Paulo tem predominância de torcedores do Corinthians. ESTA foi a regra que o rapaz quebrou, não tem nada a ver com “legado”, mano! É DEMOGRAFIA a fita, não GENEALOGIA.

O Estado de São Paulo, que batiza o nome do clube, orgulha-se do fato de ser formado por imigrantes de todos os cantos. Esta população é formada por gente que trouxe na bagagem a sua paixão por um time do local de origem, mas que viu seus filhos adotarem os clubes paulistas, incluindo o São Paulo, como de sua preferência.

Ao insistir na ideia de que torcer pelo São Paulo é um assunto de família, que se herda, “Soberano” está claramente reforçando um preconceito.

Essa, então, pegou forte: EM QUE o fato de São Paulo ser uma “cidade de imigrantes, que tinham seus times de origem” altera, por exemplo, o conceito de família e transmissão hereditária da preferência clubística?  Ou, pior, faz de quem enaltece essa característica um clube elitista, já que é prática COMUM E LARGAMENTE UTILIZADA POR TODOS os clubes em seus filmes e escritos? Juro que não sei ONDE isso reforça preconceito, ainda mais “claramente”, como afirma o Stycer.

Um sãopaulino pode ser italiano, chinês, pernambucano ou amazonense e, quando se torna tricolor, faz questão de transmitir este valor aos filhos, por amor ao time. Esta é a mensagem. Qual é o problema? Qual é a diferença para os demais?

Futebol é, sim, assunto de família, Maurício. De todas as famílias: corinthianas, flamenguistas ou sãopaulinas. Futebol une pais e filhos como poucas coisas na vida, e pela vida toda. Ensina a molecada a ganhar e a perder, a conviver com os diferentes, a sorrir, chorar, sofrer, ter ódio, ver que o ódio passa no final do jogo e a vida continua. E, quando a vida aperta a gente, logo vem a próxima rodada e a gente esquece das buchas. Futebol é parte da educação do povo. E educação é o bem mais valioso que se pode transferir aos descendentes.

Então, chega de conversa e bora, moleque Tomás e moça Nicole! Bora assistir o “Soberano“! Mas fica o aviso aos dois: se me derem netos torcedores de outros times, eu renego.

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29 Responses to “O Soberano” reforça preconceito ou você já veio com ele de casa?

  1. Fábio Peres disse:

    Mas espera aí: o filme não é dirigido ao público sãopaulino, acostumado a vitórias, que olha os outros times com um ar “blasé” de superioridade e que não se intimida por ser considerado um time “de elite” mesmo tendo a terceira torcida do Brasil?

    Então porque ele teria que “limpar” os estereótipos do torcedor do SPFC, que se ORGULHA de ser o que é?

    Todos os times se orgulham de suas conquistas. A torcida do SPFC não poderia ser diferente e não tem culpa (e nem deveria se envergonhar, por óbvio!) de torcer pra um time vencedor. O resto aí é por sua conta e risco. Quem está por cima SEMPRE tripudia sobre os rivais, faz “olhar blasé”, bate no peito e grita “É CAMPEÃO!”. O problema é que a gente só percebe isso NOS OUTROS, né? E, de uns tempos pra cá, para o ódio eterno dos rivais, o meu time tem ficado mais vezes por cima do que por baixo.

  2. Hannibal disse:

    Desculpa, mas quanta mer… escrita por esse jornalista, pô brincadeira, o cara vive em qual gruta no Rio de Janeiro??? kkkkk

    Jornalista não tem que conhecer minimamente um assunto antes de escrever??? Sei lá, 23 anos de jornalismo segundo ele né… quem sabe mais 23 anos ele melhore.

    Ele foi mal nessa, mesmo. Bem, eu e você achamos, né?

  3. Camilla disse:

    Tô completamente sem entender como uma coisa (paixão pelo clube passada de pai pra filho, ou filha, no meu caso) virou outra (elitismo).
    Mas, a primeira coisa que aprendi na minha vida de sãopaulina é que todos os outros torcedores amam falar mal de nós, mesmo qdo temos razão. Nenhum título do São Paulo é justo para os outros torcedores (sempre teve um pênalti ilegal, uma roubada do juiz). Então, por que cargas d’água um jornalista esportivo assumidamente botafoguense falaria outra coisa que não mal do nosso filme?
    Beijo!

    Camila querida: seu pai/sua mãe deve ter te falado que vida de sãopaulino é boa, mas não é fácil, né? Nóis ganha muito i us homi fica tudo brabo cunóis! 😀

    • Rodrigão disse:

      Mas todo título do Corinthians ou Palmeiras também é visto pelos sãopaulinos como obra de parcerias ilegais, favorecimento de árbitros e outros choros. A crítica da conquista do adversário é igual em todas as torcidas, inclusive na do São Paulo.

    • Paulo disse:

      Elementar, minha cara Camila! Se a paixão clubística é “herdada” por laços de sangue, como se enaltece no texto criticado e na crítica a ele ( e aqui acho que o conceito de hereditariedade foi mal empregado em ambos, porque mais adequado seria dizer “paixão adquirida”, por influência da família e de parentes ), e se os são-paulinos se gabam de, contrariamente aos seus arqui-rivais componentes do trio de ferro, terem origens “nobiliárquicas” ( por mais que isso seja discutível, historica e sociologicamente ), nada mais natural que seus “sucessores” ( dos são-paulinos ) também o tenham, sendo tais características transmitidas por hereditariedade. Até aqui não se questiona, segundo entendi dos excertos de texto trazidos à colação pelo brilhante Vínicius Duarte, se Maurício Stycer teria tido ou não intenção de atribuir esse conceito de hereditariedade EXCLUSIVAMENTE aos são-paulinos – até acredito que não, mas confesso que não tenho interesse em ler o texto completo do autor, mesmo porque pode ser que ele não tenha se preocupado em esclarecer ali essa questão, que talvez até nem lhe tenha ocorrido.

      Ínclito Paulo, assisti ao filme no sábado. Em momento algum ele traz qualquer menção à “hereditariedade” ser característica exclusiva dos tricolores, apenas um traço marcante. E isso, por óbvio e sobejamente demonstrado, nada tem de diferente das demais agremiações e suas legiões de aficcionados. 😀 (o filme é bem fraco, eu achei. Tomás também).

  4. Leonardo disse:

    Sou Santista de coração, graças ao meu pai, também santista roxo, que me levava a Vila Belmiro desde pequeno.

    Acho que esse negócio de hereditariedade, se deve ao fato de que na família é que se encontra o primeiro exemplo. Aliado ao fato de que “virar a casaca” é considerado pecado capital (pelo menos pra molecadinha da minha rua, era).

    No mais, acho esse negócio de teorizar o futebol ao extremo é uma puta chatice. Tem gente que consegue realmente encontrar pelo em ovo.

  5. carlos luchetta disse:

    Não vi o filme e nem li a ‘critica’ do tal Mauricio Stycer.
    Pelo trechos que voce destacou é certo que pelo menos o filme revelou todos os preconceitos do sr. Mauricio.

  6. Miguel Aires disse:

    Será que ele quis escrever uma texto meio darwninista, e acabou saindo isso ai???

  7. canhoteiro disse:

    a melhor parte do hino em “ingrês” (tirando claro o bichistico “lets rock daddy!”) é a hora que fala “corinthians touches so many millions”, é piada pronta.

    • É mesmo? Would you be so kind as to explain why, fella? There is no “ingrês”, but real english there, I´m afraid. Nonetheless, as you are so well-versed in Shakespeare´s language, you could share your knowledge with us, huh?
      The premise of this post was exactly to warn people about stereotypes, but you couldn´t help talking about Corinthians, right? Its fans are all brute and uncultured, aren´t they?
      Please, enlight us all with your valuable knowledge, will you, “Sovereing”?

      Vou chamar o Joel Santana pra me ajudar, peraí.

      • canhoteiro disse:

        estereotipo? chega aqui vomitando ingles e se achando o fodão poque fala a “lingua do shakespeare” sera que é voce o careca que fala “daddy”? ou um estereotipo daqueles que se acha o bonzão porque fala ingles?
        eu falo tambem queridão, entendi tudo oque tu escreveu, caso contrario era só botar no google, mas pra que tu rebusca ai teu vocabulary? cheio de firula, parece que ta escrevendo pro sogro, “enlight us”? tenha dó, o proximo me manda em espanhol se quiser que eu entendo tambem viu bonzão.
        mas todo esse piti ai pra trocar figurinha em blog? todo doído ai por conta do coringão e achando que impressiona alguem escrevendo um ingrêis bem chinelau, cheio de ponto e virgula.
        filhote o cara nesse video podia ter falado “buceta” que ia soar bicha como o “daddy”, nao conheço ninguem em sã consciencia que chama o pai de “papai” depois de certa idade, só minazinha de filme gringo, aquelas de shortinho, roupa insinuante sabe?
        iluminai-nos soberano!

      • canhoteiro disse:

        só pra deixar claro aqui antony, achei comico o video (pra nao dizer ridiculo) e tirei um sarro, se doer por conta disso deve ser osso hein? percebeu ou quer que eu desenhe em ingles?

      • “There´s a sucker born every minute” – English Proverb.
        As you speak english so well and are a very calm person, I´ve decided to debate with you only if you use english, right? Don´t give me all this crap. Use the weapons you have. Either by using Google Translator (which is a piece of shit just like you) or by burning your neurons to use english (a remarkable achievement for an arsehole who barely speaks portuguese).

        Só uns detalhes em bom português, pra ver se você entende: 1)o fato de ter usado inglês significa que eu me acho o fodão, então? Não, apenas questionei sua ridicularização do que chamou de “ingrês” sem nem saber o que o cara quis dizer. 2) Não falo espanhol, mas para debater em inglês comigo, você tá FODIDO, schmuck! 3)Se você estudar, chega lá também, não tem nada a ver com ser “fodão”. 4) Ninguém rebuscou porra nenhuma, é que o inglês é mais que “thank you” e “the book is on the table” 5)Como diria o filósofo Guilherme Arantes (em bom português, aliás): “curto é o caminho dos covardes/ triste é o riso dos ignorantes” e 6) Vai dar meia hora de bunda, vai…

      • canhoteiro disse:

        foi mal blogueiro do fel e limão, pelo constrangimento alheio e pelo meu saco não pilho mais o enfezado.
        antony esse seu ingles de lan-house é muito chinela, nao uso o google, disse que qualquer um pode traduzir esse seu pití, em ingles ou javanês nao deixa de ser pití. no google se “colar” oque tu escreveu e clicar em “translate” vai sair: pití

        depois que terminar o basic-enlgish-lesson-one-chapter-zero ai no wizard, se matricule no espanhol, depois no françes e depois no italiano, ai volta aqui com suas “weapons”, ingles é coisa de primario.
        acredite, lançar “schmuck” não te deixa mais descolado e nem meu cachorro ta fudido pra debater em ingles contigo, mas se tu souber falar “perro” ai da pareo.
        (“twat” tu conheçe?, é mais descolado que schmuck” e bem menos bicha que “daddy”)
        não se esqueça antony, a msi “tocou so many millions” e “ohh daddy” é sim uma expressão de minazinha. nem desenhando tu entende né?
        e não, tu não debate comigo, pelomenos tenho vergonha de debater “in english” com um esquisitão que ecreve cheio de frescurinha, todo barroquinho, só pra bancar o professô pasquale.
        vai estudar e vê se tira o toefl do toba, tu não fica mais culto com ele, um oculos faz o mesmo efeito, pelomenos pra voce e pra luciana gimenez.
        foi mal ai fel e limão.
        melhoras antony

      • Ao punheteiro: Falou, então. Obrigado e seja feliz. Por favor me perdoe por questionar seu profundo conhecimento linguístico. Se arrependimento matasse, essa hora eu já estaria mortinho. Sou professor, tradutor e intérprete há 10 anos e comprei meus dois carros, moto, apartamento e pago a escola do meu filho com isso. Dou aulas no Citibank, no Google e na Basf entre outros locais, mas meu inglês é “chinela”. Na verdade, sou apenas um pobre ignorante que não me enxergo e entro em debates para os quais não estou preparado, com gente de um nível infinitamente, “soberanamente” até, maior que o meu. Por favor, aceite minhas sinceras desculpas. E “Antony” em inglês corresponde a “Antônio” português. Numas de querer falar “Antunes” em inglês, você acabou mais uma vez falando uma merda soberana. Questione o que chama de viadagem quando quiser, mas pelo menos sem falar como viado. Dei aulas na Wizard por três meses e saí por achar o método muito superficial. E vai dar meia hora de bunda, vai…
        Ao Vinicius:Eu não sabia que iria transformar seu blog no programa da Márcia. Culpa minha de debater com moleques. Preciso perder essa mania. Perdão, não faço mais. Não queria tumultuar seu blog. Você sabe do respeito que tenho por você. Abraço.

        Beleza, mas agora chega vocês dois, né?

      • canhoteiro disse:

        paladino da moral: de onde tirou que eu não falava ingles? seria algum pré-conceito?
        quis apelar pra pro conhecimento linguistico e “fóck!”, por mais camêlos, motos, liquidificadores que tu tenha comprado com o “ingrês” não te da o direito de achar que alguem estaria “fodido” pra debater contigo, ainda mais pra um paladino da moral que chega vomitando sobre estereotipo e preconceito.
        nao vou entrar nessa sua onda ai de sair falando oque eu “comprei” com dote linguistico, bagagem cultural nao me torna maior doque ninguem, muito menos moto, carro, wizard e google… mas ca entre nós apelou pra uma “wapon” que só serve pra anlgo-saxão e nem “arma” é, parabens pelo seu ingles, mas ja ta na hora de aprender outra lingua ja que o braZil fica na america latina.
        e depois que descobriu que o “moleque” aqui tem mais “weapons”, como é que fica, vai apela pra moto, educação de filho?
        nunca quis debater contigo, afinal quem respondeu, apelou, tomou nos dedos e ainda sim quer achar em “antony” ou numa digitação esculachada o seu trunfo é de dar dó. ainda mais se tratando no seu pré conceito de um debate entre um marmanjo e pirralho.
        oque aconteceu com o “real english there i’m afraid”? o cara que fala daddy é menos ou mais masculo que eu ou voce por conta de…?
        não sei se percebeu, mas eu comentei o video e a incrivel ironia que uma frase da letra coincidentemente ilustrava uma recente lavagem de dinheiro.
        tu comentou meu comentario, a fim doque? de debater? serio? todo se fazendo de mais espertão? é assim que debate?
        deu pra ti, gasta sua moral toda preconceituosa ai com seu filho, diz pra ele usar o ingles de weapon pra debater em blog, que adulto…

        mais uma vez desculpas ao blogueiro, irresistivel não mandar a réplica. prometo que da proxima fico quieto.

        Prometa e CUMPRA, por favor. Tá chata essa competição de quem é que fala mais inglês, quem é o mais bacana… O assunto do post é o filme do SPFC, o clipe do corinthiano foi só pra ilustrar o meu ponto de vista.

  8. Quem falou que na Z.L São Paulino é quebrar regra? O cidadão botafoguense devia estar como a estrela do seu time, solitário.
    Eu não vou assistir ao filme por motivos óbvios, mas não acredito nesse papo de elite, e preconceitos na forma colocada pelo botafoguense.
    Aliás hoje(ontem) no acompanhamento do jogo SPFC x INT em determinado momento escreveram lá 42! segundo tempo e 11 pessoas compareceram ao Morumbi. 11? tem nego doido ou então só foi a elite ver o jogo kkkkk

  9. Valmir disse:

    Confesso que futebol está cada vez pior.
    Quando jogador bom de drible vira inimigo público, Ricardo Teixeira e Andrés Sanchez são o must da cartolagem, PVC é “expert” – e não um decoreba de Futebol Cards – e Maurício Stycer (que confessou ser gaiato no quesito futebol, conforme afirmação no primeiro post quando foi cobrir a copa “com um olhar diferente”) se digna virar crítico sociológico de filme sobre futebol… dá um tempo, vai !!!
    Tô ficando um véio rabugento, mesmo … porque futebol é tão simples, tão “orgânico” (pra entrar na ondinha modernosa), que não tem justificativa tanto lengalenga ao seu redor.

  10. Rob Gordon disse:

    É exatamente aquilo que conversamos no Twitter.

    A midia é totalmente tendeciosa ao Corinthians. Isso não acontece por conta do time ou da torcida, mas sim pela própria mídia. É um erro exclusivo dela. Então, se o corinthianismo hereditário é visto como “paixão” e “tradição”, o sãopaulinismo hereditário é visto como “elite” ou “preconceito”.

    Tudo que acontece com o Corinthians é mais sofrido, mais chorado, mais grandioso. Um campeonato paulista do Corinthians é mais importante que um título brasileiro, continental de outro time. E antes que algum corinthiano que compra essa idéia da mídia venha me apedrejar com aqueles argumentos do tipo “e é maior mesmo, porque nós somos a maior torcida do Brasil”, eu já o corrijo de antemão: “a mídia é vendida mesmo, e JUSTAMENTE porque vocês são a maior torcida do Brasil” (isso se forem, acredito que a do Flamengo ainda é maior, mesmo com a fase ridícula que o futebol carioca está há mais de uma década). E não estou falando isso como são-paulino, estou falando como jornalista – na primeira metade da década de 90, a mídia era toda são-paulina porque era a torcida que mais crescia, e eu achava isso ridículo tb.

    A mídia não vê mais os torcedores como torcedores, mas sim como consumidores. O problema é que paixão não se vende (mesmo tendo gente que compra, como eu disse acima). Mas, para contrariar o texto do M. Stycer, ela pode, SIM, passar de pai para filho.

    E aí é preciso acabar com os “dois pesos e duas medidas”: ou isso é preconceito por parte dos torcedores de TODOS os times, ou isso é paixão por parte dos torcedores de TODOS os times. Não pode ser paixão para o time do momento e preconceito para os outros – mas é assim que sempre vai ser. Agora, o time do momento é o Corinthians, e daqui a 3 ou 4 anos é outro e tudo se repete.

    PS – Já faz muito tempo que eu desisti da imprensa esportiva brasileira. Mas ela acabou de verdade para mim quando o Santos ganhou do Grêmio, pela Copa do Brasil, no 1o semestre, e o Milton Neves (o MESMO Milton Neves que anos atras fazia parte da lendária equipe da Jovem Pan, junto com José Silverio, Vanderley Nogueira e Flávio Prado), começou a gritar coisas como “chupa Grêmio” e “imortal porra nenhuma!” no Twitter.

    Esse, para mim, é o retrato da seriedade com que a imprensa esportiva brasileira – que, diga-se de passagem, sempre foi famosa por ser chapa branca – encara a si própria.

    Desculpe o tamanho do comentário, deixei para comentar com calma. Seu texto, como sempre, foi um primor.

    Abraços

    Rob

    • no filme do corinthians em 2009 só apareceram os manos, depoimentos do “povão” e neles as histórias de hereditariedade. O filme numa clara demonstração de clube do povo, sofrido e pobre. Não vi nenhuma critica a isso. Mas com o São Paulo parece que é diferente, parece que incomoda meeeeeesmo. Mas nem ligo, essas bobagens é para a mulecada de hoje que não estuda e só sabe comprar opiniões não conseguem formar sua própria e sai atirando e vomintando para todo lado.

  11. O Stycer deu uma viajada na maionese.
    Torcer é hereditário sim e isso não tem nada a ver com elite. O diretor escolheu fazer o filme falando de hereditariedade porque os depoimentos colhidos na internet o levaram a isso:

    “Encontramos os torcedores por meio de uma pesquisa na internet. Eles eram convidados a contar suas histórias. Depois foi feita uma triagem e testes. Mais do que histórias interessantes, precisávamos de pessoas carismáticas, que soubessem como contá-las na frente das câmeras”, explica Nader.

    Foi colhendo essas histórias que os diretores perceberam o vínculo familiar que unia torcedores. “Todo mundo que a gente entrevistava falava de alguma forma do pai, de como a paixão passou de uma geração para outra”, explica Arruda.

    http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/09/13/futebol-pode-ser-mediador-das-relacoes-afetivas-diz-diretor-de-documentario-sobre-o-sao-paulo.jhtm

    Só na cabeça do Stycer que isso é elitismo.

    ***(*) ******(*)

  12. Luiz Ribeiro disse:

    O início do filme mostra o Márcio Paulada mandando aquele penalty na lagoa da Pampulha. A velha guarda Atleticana jamais conseguiu digerir esse osso. Dos cento e tantos mil presentes no Mineirão naquele fatídico domingo eu era um deles. Quanto aos feitos do SPFC, acredito que eles são inquestionáveis. Não conheço com detalhes a trajetória do clube, porém, no futebol não existe sucessão de conquistas sem competência. Parabéns aos tricolores.

  13. LOMBARDI disse:

    OS GAMBAS, FICAM FALANDO DO RONALDO TUTANCAMON, O SANTOS DO NEYMAR NOVO REI DA VILA, O PALMEIRAS DO FELIPÃO !!!!!
    DEIXA O SÃO PAULO CONTAR A HISTORIA DE SUA TORCIDA E DE SEU CLUBE EM PAZ !!!!!!!
    AO INVES DE APORRINHAR, VÃO COBRAR TITULOS DO CURINTIA QUE TEM 100 ANOS COMO SEU CO-IRMÃO MAIS RICO, O NOROESTE FUTEBOL CLUBE QUE POSSUI ESTADIO PRÓPRIO APESAR DE SER DO INTERIOR DE SP.

  14. Thiago Ferreira disse:

    O filme vai fazer sucesso. O que tem de São Paulino que frequenta shopping, é uma grandeza!

    ahahahahahaha

    É verdade, já deu mais bilheteria do que o do SCCP.

  15. Jeh disse:

    O único soberano desse Brasil se chama CRF e fim de papo.
    Hexa!!!

    Aham, Jeh, senta lá.

  16. Marcão disse:

    ”Futebol une pais e filhos como poucas coisas na vida, e pela vida toda. Ensina a molecada a ganhar e a perder, a conviver com os diferentes, a sorrir, chorar, sofrer, ter ódio, ver que o ódio passa no final do jogo e a vida continua. E, quando a vida aperta a gente, logo vem a próxima rodada e a gente esquece das buchas. Futebol é parte da educação do povo. E educação é o bem mais valioso que se pode transferir aos descendentes.”

    Gostei disso, belo paragráfo.

  17. miras disse:

    cara, gosto muito do seu blog, conheço a pouco tempo.
    mas porq essa dificuldade de assumir q o são paulo é um time com torcida elitizada? ok, no brasil inteiro o espectro eh mais amplo. Mas em São Paulo é sim. pra que ficar fazendo malabarismos. assume o seu time cara, sem peso na consciencia.

    assume
    só isso
    tah tosko esse contorcionismo

    Eu não tenho peso nenhum na consciência, miras. Eu vivo e moro em SP, só isso. E gostaria MUITO que todo tricolor fosse “dazelite”. Indicaria uma melhor distribuição de renda no Brasil.

  18. Marcelo Abdul disse:

    O cara fazer análise sociológica de um filme sobre futebol é demais pra minha cabeça. De fato, o sujeito saiu de casa com a idéia já concebida na cabeça antes de soltar o dedo no teclado. Sou neto de imigrantes estrangeiros como o meu próprio sobrenome releva. E outros como eu torcem pra times diferentes! Por que? Eu não sei. Cada cabeça uma sentença. Na verdade acho que aquele chute do Éverton em 1981 fez muito mal ao sujeito. Que pena que o São Paulo não venceu o Grêmio naquela final. Imagina que o cidadão escreveria.

    Aliás, que rótulo eu dou a um botafoguense? Amigo do STJD?

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